Ações de educação empreendedora da rede estadual são socializadas em evento do Sebrae

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

A professora Danielle Virginie Santos Guimarães Marinho, coordenadora do Serviço de Apoio ao Desenvolvimento Estudantil (Seades), da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), foi uma das participantes na tarde de terça-feira, 27, do evento “200 anos de independência e empreendedorismo no Brasil”, promovido pelo Sebrae Sergipe, Cátedra Marques de Pombal (UFS) e Faculdade Sebrae. A palestra ministrada pela professora foi realizada no auditório do Sebrae Sergipe e teve como tema "Pesquisa em Empreendedorismo e Educação Empreendedora”.

 

A fala da professora Danielle Virginie foi feita dentro do contexto de um dos painéis do evento, que contou ainda com a participação da professora Josefa Sônia da Fonseca, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC); e da gestora do Centro de Referência em Educação Sebrae, professora Jaqueline Cristina Lima, que participou de maneira virtual.

 

“A ideia hoje é trazer para o público como é que nós temos trabalhado na Seduc para fomentar políticas públicas que promovam uma educação empreendedora, e como os últimos programas aprovados pela Seduc, como o Estudante Monitor, Sergipe no Mundo e Pesquisa na Escola, contribuem para que tenhamos um resultado produtivo neste sentido”, explicou a professora.

 

Programas da Seduc

 

Danielle Virginie iniciou falando sobre o Programa Estudante Monitor, da Seduc, que concede bolsas para que alunos da rede estadual atuem como monitores dos seus colegas, sobretudo nas áreas de Português e Matemática, além de atuarem na Busca Ativa e transporte escolar. A professora destacou que é preciso pensar a educação empreendedora na preparação do aluno para a vida, e não apenas com o viés empresarial. “A gente parte do princípio de que os estudantes vivem em cenários e contextos diferentes, e cada um tem seus desejos. Então a gente pensa em um projeto que respeite essas particularidades e os anseios de cada um para o futuro. Nem todo estudante tem vontade de abrir uma empresa. Nós entendemos que a escola é um lugar para estimular habilidades e competências, adquirindo os conhecimentos presentes na BNCC, e pensando em o que fazer com isso na prática, em sua vida”, disse.

 

Ela ainda apresentou o Programa Sergipe no Mundo, que tem como alguns dos seus objetivos promover a internacionalização da educação básica de alunos do ensino médio da rede estadual de Sergipe; valorizar o ensino de línguas no ensino médio; difundir o domínio de um segundo idioma; e proporcionar aos alunos a oportunidade de experiências de intercâmbio cultural.

 

Outro programa apresentado foi o Pesquisa na Escola, implementado por meio de um convênio entre a Seduc e a Fapitec, que já resultou no lançamento de diversos editais de pesquisa científica. A ação visa promover o apoio e o desenvolvimento de pesquisa científica, tecnológica e de inovação nas escolas da rede estadual; e, de acordo com a professora Danielle Virginie, já há cerca de 600 projetos financiados na rede. “Temos vários produtos derivados desses projetos, como o da produção de leite condensado vegano, o da produção de sabão com casca de laranja, a ecobag feita de bioplástico a partir da mandioca, entre outros. É extremamente importante que a gente afine o diálogo com os processos de empreendedorismo no sentido empresarial, para que esses alunos consigam transformar a realidade do seu entorno”, afirmou.

 

Experiência

 

Durante a palestra, a professora Danielle Virginie exibiu um vídeo com o depoimento da jovem Nallanda Victoria, ex-aluna do Colégio Estadual Doutor Antônio Garcia Filho, de Umbaúba, e que hoje estuda Fonoaudiologia na UFS. Ela compartilhou um pouco sobre suas experiências com a pesquisa científica e o empreendedorismo, durante o seu ensino médio. “Eu tenho certeza de que se todo aluno do ensino médio pudesse participar de um projeto de iniciação científica e tivesse um professor ou professora que mostrasse o que é estar na universidade, com certeza mudaria totalmente o seu campo de visão. Eu tenho muito a agradecer à escola pública, pois foi lá que realizei o meu projeto de iniciação científica, com o esforço e a ajuda de professores extremamente dedicados”, declarou.

 

O superintendente do Sebrae, Paulo do Eirado Dias Filho, destacou que o jovem, a partir do momento em que se matricula em uma escola, deixa de ser cliente e passa a ser aluno. “Temos que pensar a escola como uma comunhão e levar o aluno a buscar os resultados dentro da potencialidade dele, respeitando os seus limites”, afirmou.

 

A professora Kelly Valença, coordenadora do Serviço de Ensino Fundamental da Seduc, esteve presente no evento e complementou a fala da palestrante. Ela trouxa ao público a informação de que a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, em parceria com o Sebrae, já dispões em sua organização curricular de um componente chamado Projeto de Vida em Educação Empreendedora e Financeira, que já é ofertada nas escolas da rede. “Devemos provocar o aluno a pensar sobre sua trajetória, construir o seu projeto de vida, pensar sobre a educação financeira e, quem sabe mais tarde, montar um negócio, se quiser”, disse.

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