Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Realizada no auditório Celso Furtado, no Parque Anhembi, a abertura oficial das Paralimpíadas Escolares 2016 ocorreu na noite desta terça-feira, 22, em São Paulo.
Uma festa do esporte paralímpico de base, a primeira competição oficial de muitos adolescentes que têm a chance de viver uma experiência esportiva única; a oportunidade de fazer história na competição, ser convocado para a seleção brasileira de jovens ou bater metas e recordes.
Os motivos são diversos, e a alegria está expressa nos rostos dos mais de 900 paratletas participantes do maior evento paradesportivo escolar do mundo, que prossegue até o dia 25 de novembro.
A cerimônia foi aberta com uma apresentação de break dance, no qual dois dos integrantes do grupo tinham deficiência nas pernas. Em seguida, um foi exibido vídeo com os melhores momentos dos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. O desfile dos porta-bandeiras representando cada um dos estados participantes causou enorme euforia.
O velocista e medalhista paralímpico Yohansson do Nascimento, que fechou o desfile com a bandeira do Brasil, foi ovacionado. A execução do Hino Nacional também impressionou os presentes ao ser tocado pelo guitarrista Johnatha Bastos, que conduziu o instrumento com os pés, pois o músico não tem os dois braços.
"Tenho certeza de que muitos que estão aqui estarão juntos comigo representando o Brasil nos Jogos Paralímpicos. Quero que vocês deem o seu melhor, continuem estudando, que o esporte vai ser um dos meios de realizar todos os seus sonhos. Não é por causa da sua deficiência que você não possa conquistar aquilo que deseja. Sem as duas mãos, eu consegui conquistar essa e outras 170 medalhas na minha carreira. Acreditem no seu potencial sempre", disse Yohansson do Nascimento.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, declarou: "Lembro da nossa primeira edição, em 2009, lá em Brasília, quando era uma competição menor. Hoje, aqui em São Paulo, temos 903 pessoas que querem manter os sonhos vivos. Porque esse é o lugar de realizá-los. Essa competição é a que nós, do Comitê Paralímpico Brasileiro, mais gostamos de fazer. É aqui que estamos preparando os jovens para o futuro, seja no esporte ou na vida. Alguns se tornarão grandes atletas, mas queremos que todos se tornem grandes pessoas".
O Governo de Sergipe, visando promover a inclusão social por meio do desporto escolar, através do Departamento de Educação Física da Secretaria de Estado da Educação, fomenta a prática esportiva nas escolas da rede estadual e apoia a participação de destacados atletas estudantes em competições nacionais e internacionais.
Foram disponibilizadas passagens aéreas aos 41 membros da delegação sergipana na competição, entre atletas e dirigentes, para a capital paulista. Os para-atletas sergipanos disputarão para-atletismo, paranatação, bocha e judô, sendo a primeira vez que o estado tem representantes nas duas últimas modalidades.
Paralimpíadas Escolares
As Paralimpíadas Escolares Brasileiras são organizadas desde 2009 pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Reúnem este ano mais de 900 atletas de 12 a 17 anos representando 23 estados e o Distrito Federal.
Em 2016, serão oito modalidades no programa: atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas, que são disputadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista.
Desde o início, o evento tem revelado grandes atletas brasileiros da atualidade. Os velocistas Alan Fonteles e Petrúcio Ferreira, a saltadora Lorena Spoladore, o nadador Matheus Rheine e o atleta de goalball Leomon Moreno, todos eles medalhistas em mundiais e Jogos Paralímpicos, são alguns dos nomes descobertos em uma Escolar.
Além da visibilidade e da possibilidade de entrada no esporte de alto rendimento, as Paralimpíadas Escolares asseguram aos três primeiros lugares de cada gênero e classe das modalidades o direito de receber o Bolsa Atleta nível escolar.











