Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc
Em mais uma edição do projeto Alma Africana, que acontece desde 2010, estudantes do Centro de Excelência John Kennedy, em Aracaju, apresentaram o espetáculo Preto no Branco, nesta terça-feira, 18, no Teatro Atheneu. Formada pelo Grupo Parlacêncio de Teatro, a peça fala sobre questões étnico-raciais, trazendo a reflexão para o combate ao racismo. Além das artes cênicas, o projeto compreende ainda oficinas pedagógicas, seminários de formação, sexta d’Arte, excursões pedagógicas a comunidades remanescentes de quilombos, pesquisa de campo e gincana cultural. Essa programação segue até dezembro deste ano.
O espetáculo, escrito e produzido especialmente para o projeto Alma Africana, conta com a participação de 26 alunos do ensino médio em tempo integral que se destacam em toda a produção. De acordo com o professor Evanilson de França, diretor da peça, além de trazer para o debate assuntos e questões importantes para a sociedade, a exemplo do combate ao racismo, a ação evidencia o potencial dos estudantes da escola pública. “Esse é um projeto que rompe com a ideia de verticalização; é um projeto que tenta construir uma sociedade diferente. É apostar em um outro tipo de sociedade. A escola pública é quem faz de fato a diferença”, declarou.
A estudante Rafaelly Adonai, do 2º ano, que faz parte do elenco, falou da experiência de ter se apresentado pela primeira vez em um teatro. “Eu acho que o ensinamento é o mais importante. Desde o começo foi muito aprendizado, conhecimento que nos permite pensar e ter mais responsabilidade, aprendendo sobre união no momento de ensaiar. Foi muito gratificante ver que as pessoas gostaram e aplaudiram o que a gente fez aqui no palco”, disse. Quem também destacou a vivência com o espetáculo foi o estudante Hilton Brito, do 2º ano do ensino médio. “Foi uma experiência nova. Para mim o teatro hoje é uma das coisas mais importantes da minha vida; é o meu sonho”.
Segundo a diretora do Jonh Kennedy, professora Armênia Christina Ribeiro Fernandes, o projeto, que nasce em cumprimento às leis que estabelecem que instituições de ensino devem inserir em seus currículos a história e as práticas culturais da África e afro-brasileiras, essa iniciativa “engrandece as ações pedagógicas da nossa escola. Os alunos se envolvem em todas as atividades, ensaiando, encenando, sob a orientação dos professores, a partir de algo que foi produzido por eles. Então a gente traz as temáticas do racismo, das diferenças, dos preconceitos para que eles possam aprender e refletir”, finalizou.