Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Os estudantes competiram na Etapa Estadual da Olímpiada Brasileira de Robótica (OBR), com uma equipe na prática nível 1 (ensino fundamental) e outra na prática nível 2 (ensino médio)
Tendo por objetivo divulgar a robótica, suas aplicações e possibilidade, foi realizada nesta quinta e sexta-feira, 24 e 25, no Instituto Federal de Sergipe (IFS), em Aracaju, mais uma edição da Etapa Estadual da Olímpiada Brasileira de Robótica (OBR). Em duplas, 19 equipes disputaram entre si vagas para a etapa nacional da competição.
Duas das equipes participantes da etapa estadual da OBR 2016 foram compostas de alunos do ensino fundamental de escolas da DEA, que participaram das Oficinas Itinerantes do Projeto Robótica Educacional, e do ensino médio do Colégio Estadual Francisco Rosa. Todos os quatro participantes fazem parte do projeto Oficina de Robótica Educacional.
Idealizado pelo professor de sociologia do Colégio Estadual Secretário Francisco Rosa, Flávio Gilberto Bento Silva, o projeto Robótica Educacional está em atividade desde 2013 e funciona como ferramenta pedagógica de iniciação tecnológica e científica, contribuindo para o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes da rede estadual.
Motivação da aprendizagem
Participando da OBR pela primeira vez, a dupla do ensino médio do Estadual Francisco Rosa, Guilherme e Pablo, competiram com um robô montado por eles próprios durante as atividades da oficina.
Aluno do terceiro ano e participante do projeto há três meses, Guilherme explica que o robô, comandado por eles durante a competição, é resultado de muita pesquisa, trabalho e dedicação.
"A ideia é fazer com que o robô consiga fazer curvas, desviar de obstáculos e atingir seu objetivo na competição", afirma Guilherme, ao explicar que o objetivo maior é pôr em prática o conhecimento adquirido nas aulas de robótica. "Pretendemos melhorar cada vez nosso robô, e isso acaba nos estimulando a avançar no conhecimento do tema", completou.
Formando dupla com ele na Arena de Competição, estava o estudante Pablo. Também aluno do Colégio Francisco Rosa, ele participa há pouco mais de um mês da Oficina de Robótica e demonstra entusiasmo com os resultados obtidos com o estudo da robótica.
"Comecei a participar das atividades da Oficina de Robótica para aprender mais sobre o tema e também sobre física e matemática", disse Pablo.
As equipes participantes tiveram que conduzir um robô autônomo, em um ambiente de desastre, no qual os robôs tiveram que localizar e resgatar possíveis vítimas (representadas por bolinhas de isopor).
Mostra Nacional
O projeto Oficina de Robótica foi selecionado no último mês de julho para participar da Mostra Nacional de Robótica, que será realizada durante a fase final da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2016, entre os dias 9 e 12 de outubro, na cidade de Recife, Pernambuco.
Pioneiro na rede pública, o projeto conta com aulas práticas que contextualizam os conteúdos curriculares e dão novo sentido à aprendizagem.
De acordo com o professor Flávio Gilberto, a proposta é instigar os estudantes a mobilizarem conhecimentos interdisciplinares, como um compromisso social, "ressignificando conceitos científico-tecnológicos através de atividades experimentais e lúdicas, favorecendo o desenvolvimento das múltiplas inteligências", explica ele.
Oficinas
Para viabilidade do projeto, tornou-se imprescindível o apoio prestado pela Seed, ao liberar verbas de suprimento de fundos para a compra de kits de robótica e custeio de materiais para a construção de robôs.
Organizada pelo Núcleo de Tecnologias Educacionais da Diretoria de Educação de Aracaju, a Oficina Itinerante de Robótica Educacional é ministrada pelo professor Flávio Gilberto Bento da Silva em diversas escolas da capital.
De acordo com o professor Flávio Gilberto, a Oficina trabalha com os saberes adquiridos pelos alunos em sala de aula, e por meio da experimentação, desenvolve ferramentas de ensino e aprendizagem.
Ele explica que a maioria dos projetos em desenvolvimento pelos participantes da Oficina é de tecnologias assistidas, ou seja, "projetos que visam a uma aplicação social do conhecimento, na medida em que o resultado da criação pode ser aplicado para uso de pessoas com deficiência, por exemplo".






