Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
Os alunos do Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas, em Lagarto, estão realizando desde o dia 16 de novembro a exposição “Corpo Vivo, Arte Viva”. A ação vai permanecer até o dia 10 de dezembro e tem mobilizado os estudantes na promoção da arte dentro da escola. Com tema livre, o projeto aborda questões sociais diversas por meio da produção artística. Problemáticas como o abuso infantil, transtornos mentais, vícios e dependência química, censura, desigualdade social, desmatamento, desrespeito aos povos originários, racismo, violência no trânsito, desvalorização da educação e do patrimônio histórico são discutidos por meio de intervenções de teatro, dança e artes plásticas.
A exposição conta com a participação de todos os cerca de 700 alunos do ensino médio integral, sob a orientação da professora de Arte, Renata Carvalho Andrade. Os trabalhos expostos e as performances acontecem nas instalações de toda a área externa da escola, como nas árvores, corredores e no pátio. Segundo a professora Renata, o projeto tem como objetivos pensar a arte na prática e estimular a criatividade dos alunos a partir de temas que eles mesmos escolheram. “Mais do que uma técnica pré-estabelecida, o conceito por trás de cada coisa. Nas instalações, ressignificar objetos do cotidiano em discurso, por exemplo”, explicou.
A professora dedicou a quarta unidade para estar mais próxima de cada grupo, orientando os alunos no desenvolvimento da exposição. Para incentivar o protagonismo, ela sempre deixou que partisse de cada grupo a ideia a ser trabalhada. Os temas a serem trabalhados foram discutidos em sala de aula, e os estudantes confeccionaram cada trabalho a ser exposto.
“A exposição proporciona sair da sala de aula convencional, pensar arte por meio de elementos do cotidiano, estimulando a criatividade, a coletividade, o senso de responsabilidade e de resoluções diante do imprevisto. É um estímulo diário à reflexão, através de experiências visuais e sensoriais que ocupam cada canto da escola. Fora isso, o aluno se vê nas obras, e em cada lugar da escola tem um pouco de cada um. Eles se movimentam e põem a escola em movimento”, disse Renata Carvalho.
A aluna Hellen Victória da Silva Oliveira, do 1º ano, é uma das que estão participando. “Eu posso dizer que a experiência de criar, montar e ensaiar a nossa performance me ajudou com a ideia de trabalho em grupo, paciência e também a saber como expressar meus pensamentos. O mais legal é ver o resultado final e perceber que todo o esforço valeu a pena”, declarou.












