Alunos do Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas expõem seus talentos no Festival de Artes Integradas

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

O Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas, em Lagarto, deu início na manhã desta terça-feira, 25, ao Festival de Artes Integradas. Até a próxima quinta-feira, os mais de 700 alunos terão três dias de muita arte. O evento conta com a participação da comunidade no entorno da escola e com orientação dos professores de forma integrada e multidiciplinar. 

 

O evento foi idealizado e coordenado pela professora Renata Carvalho, que destacou a importância do festival para descobrir potências artísticas dentro da escola. “Os alunos estão tendo todo o protagonismo neste festival. É uma forma de fomentar o público. Os estudantes passam a admirar os colegas que estão produzindo arte, que estão cantando, encenando, desenhando. Aqui é um espaço de novas experiências para que a mente se abra. Quando a escola traz a arte, ela está acertando”, disse.

 

Alguns artistas de Aracaju e também de Lagarto foram convidados para expor e apreciar as manifestações artísticas. Foi o caso de Thiago Fragata, que trabalha com poesia e artes plásticas. Ele expôs na área externa algumas de suas obras, como uma girafa, crocodilo, peixe, cavalo marinho e uma cobra cascavel, todas feitas em madeira e de forma sustentável. “Este festival é uma iniciativa louvável porque faz o aluno refletir que as diversas formas de arte estão integradas, e não segmentadas, como muitos pensam. Mostra que o poeta também trabalha com a música, com o teatro e com outras manifestações artísticas”, explicou. 

 

Exposições

 

Todo o espaço da escola foi tomado pelas mais diversas formas de manifestação artística. Na parte externa e nos pátios, é possível apreciar as instalações dos alunos, com a utilização de objetos do cotidiano para trazer alguma mensagem. Já na área do palco, estudantes e convidados se revezaram em apresentações de música, teatro, dança, declamação de poesia, performances, shows, oficinas e rodas de conversa, entre outras atividades.

 

No corredor do bloco 2 é possível visitar salas com algumas exposições. Uma delas é a exposição imersiva, na qual os visitantes se deitam no chão e assistem a uma projeção feita no teto, com fotos de estrelas, da lua e outros astros do universo. Em outra sala, há uma mostra de vídeo-dança produzida pelos alunos. Na sala de artes, são feitas apresentações cênicas, tanto de teatro, de música, dança, entre outras. 

 

Um dos grandes destaques é a exposição coletiva, na qual os alunos ambientaram a sala em uma feira pensando no fimde tarde, com uma iluminação em cor mais alaranjada simulando o pôr do sol. Nesta sala há também banquinhos, e a decoração conta com folhas secas e galhos de árvore por todos os lugares, simulando uma pequena praça. Um dos alunos responsáveis por esta exposição é Paulo Prata, do 2º ano. “Esse festival estimula os alunos e a comunidade a participarem mais e conhecerem outras formas de manifestação artística. É a primeira vez que eu participo e estou gostando bastante”, declarou. 

 

Na biblioteca da escola os alunos e convidados têm a oportunidade de conhecer quadros dos artistas lagartenses Tássia Reis, Laura Rabelo e Costa Eira. Ainda no mesmo ambiente há a galeria de Arte Lado 8, com exposições de desenhos, fotos e pinturas feitos pelos próprios alunos. A aluna Jauske, do 2º ano, destacou que “essa é uma ótima iniciativa para que todos possam conhecer mais formas de arte, da mais comum à mais experimental, como exposições, performances, música, vídeo, entre outras coisas. Estou muito orgulhosa de estar envolvida nesse festival”. Já Raika Mariane, do 1º ano, é vocalista da banda “No One”, e também vai se apresentar nos dois últimos dias do festival. “Este evento cria mais experiências nesse meio artístico. Os alunos terão essa oportunidade apenas na escola, porque a sociedade não nos dá essa experiência artística. Estou tendo essa oportunidade como artista e como espectadora”, disse.

 

Na área externa do pátio, é possível também conferir a exposição “Peso da Saudade”. Em uma árvore da própria escola, os alunos penduraram pedras, simbolizando o peso, e cartas escritas com mensagens para parentes ou amigos já falecidos, mostrando a saudade que sentem.

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