Alunos do Severino Uchoa participam de oficina de Graffiti

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED

 

Por Ítalo Marcos

 

A tarde de terça-feira, 19, foi um momento para aprender e fazer arte, no Centro de Referência de E.J.A Professor Severino Uchôa. No pátio da escola, alunos dos ensinos médio e fundamental tiveram a oportunidade de participar de uma Oficina de Graffiti, promovida pelo Núcleo de Projetos Criativos e Inovadores da Secretaria de Estado da Educação (NUPI).

 

Antes da oficina, os jovens tiveram uma conversa com a equipe do NUPI, que lhes passou informações sobre a origem do movimento do graffiti e algumas técnicas utilizadas. Em seguida, eles partiram para a aula prática.

 

Munidos de luvas, tintas e pinceis, os estudantes se debruçaram sobre tapumes e o encheram de cores e formas variadas produzindo imagens. De acordo com a coordenadora do NUPI, Clara Macedo, essa ação é apenas o início, pois posteriormente alguns trabalhos serão selecionados para exposição.

 

"Nosso intuito é desenvolver pessoas que tenham capacidade crítica de olhar a arte e conseguir compreender. Queremos ensinar para os alunos que a arte não é apenas contemplação, é ferramenta política. Nada melhor que o graffiti para explicar como isso funciona. É um movimento que surgiu da periferia, que bradava contra o sistema que oprime", disse.

 

Clara Macedo explicou ainda que futuramente haverá uma série de oficinas em outras escolas da rede estadual de ensino em Aracaju e no interior. O diretor do Severino Uchôa, César Henrique Pita Estrelado, destacou que é importante fazer com que os estudantes estejam engajados em alguma ação, seja música, teatro ou graffiti. Sobre a oficina, ele afirmou ainda que há um espaço na escola onde as pinturas dos jovens serão expostas depois.

 

"Isso vai além de estimular a arte, pois através de uma oficina como essa, a gente consegue desviar os alunos do foco de algumas ações que a gente não considerava tão legais. Eles mesmos nos procuraram e pediram para fazer atividades diferentes. Isso faz com que a gente valorize mais o professor, que fica à frente da ação, e também o aluno que quer fazer aquela atividade. Acreditamos que todos têm algo positivo para mostrar. A ideia é que sejam incentivadas as habilidades que eles trazem em si", declarou.

 

Fazendo arte

 

Os alunos que participaram da Oficina de Graffiti disseram ter gostado de aprender mais uma forma de fazer arte. Foi o caso de Flávio Oliveira Ramos. "Já faço desenhos no papel, mas essa é a primeira vez que aprendo a fazer graffiti na parede. Para mim é bom porque a gente vê novas formas de fazer arte", disse.

 

A mesma opinião foi compartilhada por sua colega, Thauany Oliveira. "É a primeira vez que participo de uma oficina de Graffiti e estou achando muito legal aprender a pintar"., afirmou. Quem também estava tendo contato com a técnica do graffiti pela primeira vez foi Paloma Stefane Araújo dos Santos. "Estou achando interessante aprender a grafitar e isso também nos estimula a interagir com os outros. É sempre bom ter contato com formas diferentes de se expressar", declarou.

 

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