Avaliação de Fluência é aplicada nas Escolas da rede estadual

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

As unidades de ensino da rede estadual já começaram a aplicar a Avaliação de Fluência para os alunos do 2º ano do ensino fundamental. Por meio dela é aferido o desempenho desses estudantes no processo de aprendizagem do código alfabético da Língua Portuguesa, aspecto importante para a alfabetização e desenvolvimento da compreensão de textos escritos.

 

A Avaliação de Fluência, que se evidencia através do Programa Alfabetizar pra Valer, no Pacto Sergipano pela Alfabetização na Idade Certa, começou a ser aplicada na segunda-feira, 4, pela Coordenadoria de Estudos e Avaliação Educacional (Ceave/Seduc). O objetivo é trabalhar na melhoria da aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental, com ênfase na alfabetização. A ação vai acontecer até o dia 13 de abril, de forma presencial, em 1.004 unidades de ensino em todo o estado, com previsão de 22.220 estudantes do 2º ano. Após o teste, os aplicadores terão até o dia 17 de abril para sincronizar os áudios e confirmar a aplicação. Segundo a professora Kátia Travassos, chefe do Serviço de Gestão do Sistema de Avaliação Educacional, “a avaliação de fluência é um instrumento importante para diagnosticar o nível de leitura em que se encontram as redes estadual e municipais do estado de Sergipe, oportunizando aos gestores implementarem políticas públicas na área da educação a partir de evidências”.

 

Na manhã desta quinta-feira, 7, uma das unidades de ensino que aplicaram foi a Escola Estadual Professor Manoel Franco Freire, em Aracaju, onde 17 crianças do 2º ano do ensino fundamental participaram da avaliação. Pela tarde, serão mais 19 estudantes. Em uma sala separada, os alunos iam individualmente para se submeterem ao teste. Eles leram palavras que existem no dicionário e também algumas pseudopalavras, para que fosse identificada a sua fluência e habilidade de leitura. As crianças leram também um texto e fizeram a interpretação, para que fosse verificado o nível de entendimento. Todas as leituras foram gravadas por meio de um aplicativo, para que os áudios sejam submetidos à avaliação.

 

A professora aplicadora, Alene Mara França Sanches Silva, destacou a importância desse instrumental para a melhoria da alfabetização dos alunos. “Essas avaliações externas vêm para contribuir na qualidade da alfabetização e do ensino. Se há algo que precisa ser melhorado, deve haver um esforço do sistema educacional para auxiliar no aprendizado desses alunos”, disse.

 

A diretora da escola, Adriana Azevedo de Souza, destacou que o período de pandemia causou uma grande dificuldade em relação à alfabetização, que exige mais contato com os professores. “Essa avaliação é muito necessária, pois nos dará uma ideia mais precisa da situação. Com os resultados, iremos agir mais diretamente com as crianças que estão com mais deficiência na leitura e escrita. O diagnóstico fica mais preciso, e as crianças, como sabem que serão submetidas à avaliação, ganham mais a confiança de se esforçarem”, afirmou.

 

Avaliação

 

A aplicação dos instrumentos avaliativos possibilita um diagnóstico da competência leitora no processo de alfabetização na rede pública de Sergipe, como também um monitoramento de toda a dinâmica do Pacto ao longo de quatro anos de implementação. Com a geração dos dados, decorrente da aplicação dos instrumentos diagnósticos, as redes são estimuladas a fortalecer suas políticas de formação continuada e a elaborar políticas públicas na área da alfabetização, bem como a avaliarem e consolidarem as já existentes e que vêm contribuindo para a qualificação dos resultados.

 

O processo de aplicação utiliza uma tecnologia desenvolvida pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, por meio do aplicativo Caed Fluência. Após essa etapa, a plataforma PARC (https://parc.caeddigital.net) disponibiliza aos gestores e professores possibilidades de conhecerem os resultados da avaliação, sinalizando caminhos de transformá-los em estratégias e ações pedagógicas, no sentido de qualificar os processos de ensino e de aprendizagem.

 

No mês de junho serão oportunizados momentos formativos para que as redes tratem e se apropriem dos resultados, permitindo identificar o nível de fluência por rede, município, escola e estudante, visando, assim, ao desenvolvimento de ações em prol do processo de alfabetização. 

 

A ação é gerenciada pela Coordenadoria de Estudos e Avaliação Educacional (CEAVE), por meio do Serviço de Gestão do Sistema de Avaliação Educacional (SEGSAE), em parceria com as diretorias de educação – DRE e DEA,  com o Departamento de Educação (DED), por meio do Serviço de Ensino Fundamental (SEF), com a Assessoria de Colaboração e Articulação com os Municípios (ASCAM), sendo esta responsável pela mediação e a articulação com os gestores municipais (secretários de Educação) e UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

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