Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) realizou na segunda-feira, 28, mais uma edição do projeto Boas Práticas na Rede, uma série de lives que contemplam todas as diretorias regionais de educação de Sergipe para um bate-papo sobre as experiências pedagógicas vivenciadas por professores, gestores, pais, mães e alunos. O encontro foi realizado pelo canal do YouTube Educação Sergipe e teve como participantes gestores de escolas da Diretoria Regional de Educação 5, no Médio Sertão Sergipano.
Estiveram presentes a diretora do Departamento de Educação (DED/Seduc), Ana Lúcia Lima, que fez a mediação; João Luiz Andrade, diretor da DRE 5; o professor José Arimatea Diniz Fontes, do Centro de Educação Profissional Berila Alves de Almeida (Nossa Senhora das Dores); professora Jacyara Garcia Feitosa, do Colégio Estadual General Calazans (Nossa Senhora das Dores); professora Laís Santana Santos Souza, do Colégio Estadual Alcebíades Paes (Cumbe); e Maria Sônia Paes de Oliveira Santana, diretora do Colégio Estadual Professor Fernando Azevedo (Nossa Senhora das Dores).
A diretora do DED, Ana Lúcia Lima, abriu o encontro virtual agradecendo a todos os gestores pelo empenho em dar continuidade às aulas neste momento de distanciamento social. "Agradeço a vocês por todo o empenho, colaboração e dedicação à realização das Atividades Escolares Não Presenciais. Vocês tiveram que se reinventar e replanejar as ações para que houvesse também o engajamento das famílias, dos estudantes, e isso é muito importante para a gente sustentar essa retomada do ano letivo de 2020 por meio das Atividades Escolares Não Presenciais. Sabemos das dificuldades de vocês e estamos aqui para dar todo o suporte às escolas neste momento tão difícil", declarou.
O diretor da DRE 5, João Luiz Andrade, fez a apresentação dos convidados, destacando a importância de ter neste encontro três educadores e uma diretora. "Optamos por dar voz aos professores para que possam mostrar os belos trabalhos que estão sendo desenvolvidos em suas escolas, e mostrar que, por mais que seja difícil, é possível sim produzirmos aprendizado e conhecimento nas Aulas Escolares Não Presenciais. Mas temos aqui também uma diretora de escola, porque acredito que é importante valorizarmos o trabalho da gestão escolar. É uma alegria enorme compartilhar esses momentos, trazer boas práticas e boas experiências vivenciadas nas escolas da DRE 5", afirmou.
A DRE 5 teve 100% de adesão das escolas às Aulas Escolares Não Presenciais. Em sua apresentação, o diretor João Luiz fez um mapeamento da Diretoria Regional, que possui sete escolas estaduais distribuídas em cinco municípios: Cumbe, Divina Pastora, Graccho Cardoso, Nossa Senhora das Dores e Siriri. Ele falou também sobre os desafios das escolas neste momento de distanciamento social; como está sendo o acesso dos alunos através dos meios digitais e físicos; as orientações que estão sendo passadas às escolas; como está sendo o engajamento dos estudantes e suas famílias; e quais recursos os gestores escolares estão utilizando para que os alunos possam ter acesso aos estudos.
Boas Práticas
Maria Sônia Paes de Oliveira Santana, diretora do Colégio Estadual Professor Fernando Azevedo, iniciou o compartilhamento das experiências vivenciadas em sua unidade de ensino. "Nossa equipe tem uma gratidão muito grande por ser reconhecida pelo trabalho. Estamos lidando com esse momento desafiador, mas muito construtivo, diante dessa pandemia. A gente se reinventou, se superou, e as coisas estão fluindo muito bem na Educação", disse.
Ela discorreu sobre como está sendo feita a gestão pedagógica e administrativa escolar. A diretora explicou que, logo que se iniciou o período de distanciamento social, foi feita uma reunião de adesão às Aulas Escolares não Presenciais, hoje com 100% dos professores que aderiram. Foram formados grupos de WhatsApp de todas as turmas e, em seguida, foi realizado um levantamento dos recursos midiáticos para o acompanhamento individual dos estudantes.
A escola também passou a levar, de casa em casa, o material impresso e os livros didáticos aos alunos que não tinham acesso à internet e não tinham como os pegar na unidade de ensino. Semanalmente, a equipe gestora realiza reunião com a coordenação, e quinzenalmente, com os professores, para alinhar as ações pedagógicas. A diretora explicou ainda que os professores participaram de curso de formação continuada para melhor se apropriarem das mídias digitais e possibilidades pedagógicas, com o intuito de tornar as aulas mais motivadoras para os alunos.
A escola ainda promoveu algumas práticas pedagógicas de engajamento dos alunos, professores e família, como a campanha de mobilização para incentivo à participação dos estudantes nas aulas; a Busca Ativa; e o acompanhamento da frequência dos alunos nos ambientes de sala de aula.
A segunda apresentação foi da professora Laís Santana Santos Souza, do Colégio Estadual Alcebíades Paes, que falou sobre suas experiências como uma professora aprendiz no atual momento de pandemia.
Em sua apresentação, a professora mostrou a sua experiência nesta nova fase e algumas ações que têm sido realizadas. Ela contou que passou a estimular nos alunos o uso frequente dos livros didáticos; passou a entregar apostila de alfabetização e matemática para algumas crianças que necessitavam de um acompanhamento mais próximo; flexibilizou os horários de acordo com as realidades das famílias; promoveu o incentivo à leitura; buscou o fortalecimento dos vínculos entre família e escola; fez o planejamento de atividades significativas para as crianças, com temas como: solidariedade, corrupção, honestidade, não à violência contra crianças e diversidade; entre outras ações.
Em suas turmas, todos os dias são enviadas orientaçõesàs crianças, via grupo de WhatsApp, sobre o que deve ser estudado. Semanalmente acontecem dois encontros virtuais pelo Google Meet. "Esse é um retrato do que estamos vivenciando nessa fase tão atípica, mas que tem sido um espaço de renovação e de desafios a serem superados. De repente os portões das nossas escolas tiveram que ser fechados, mas abriram-se janelas de possibilidades para que a aprendizagem continuasse", declarou.
Já a professora Jacyara Garcia Feitosa, do Colégio Estadual General Calazans, falou sobre a gestão de sala de aula nos anos finais do ensino fundamental e nas turmas do Prosic. Ela explicou que tem contado com uma grande colaboração da equipe diretiva para manusear com propriedade os recursos tecnológicos necessários.
A professora apresentou a diversidade de recursos digitais que são utilizados em suas aulas, como os aplicativos: Google Meet, Google Forms, OBSstudio, YouTube, inshot, Power Point, WhatsApp e Gravador de Tela. "Os nossos grandes desafios nessas aulas são a readaptação dos professores nesse novo modelo de ensino e estimular os nossos alunos para essa mudança pedagógica. Queremos mostrar-lhes que não estão sozinhos, que estamos com eles, dando apoio a eles e a suas famílias", disse.
A última apresentação foi do professor José Arimatea Diniz Fontes, do Centro de Educação Profissional Berila Alves de Almeida. Ele escolheu como tema "Gestão de Sala de Aula: Prática Pedagógica e Uso das Tecnologias". O professor Arimatea contou que o uso da tecnologia é algo que, desde o início do período de distanciamento social, está em pleno vigor.
Durante toda a sua apresentação, ele mostrou as diversas possibilidades pedagógicas que podem ser facilitadas por meio das ferramentas da plataforma "Google For Education", como o Google Meet, que ele utiliza para ministrar suas aulas. Ainda assim, Arimatea explicou que, como alguns alunos só tinham dados de internet apenas para utilização em redes sociais, passou a adotar também o WhatsApp como suporte para as aulas.
Ao final, ele deixou uma mensagem de motivação para os seus alunos. "Não desistam, estudem, usem as plataformas disponiveis, façamos esse grande esforço. Um dia eu também tive as minhas grandes dificuldades, mas se eu consegui chegar até aqui, assim como tantos nobres colegas professores, vocês também conseguem", finalizou.
Intérprete de Libras
Durante a live, houve também espaço para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), tradução conduzida pelas intérpretes Lidiane Sacramento Soares e Wilma Nunes, profissionais responsáveis por ajudar na comunicação entre pessoas ouvintes e com deficiência auditiva, ou entre surdos




