Por Keven Santos, estagiário
Fonte: Ascom/ Seduc
O Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto, em parceria com o Hub Xingó de Inovação e com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), realizou a primeira edição do Hackathon Oásis de Inovação. Ao todo, participaram mais de 80 alunos dos Centros de Excelência Dom Juvêncio de Britto, Delmiro de Miranda Britto, 28 de Janeiro e Manoel Messias Feitosa, localizados no alto sertão sergipano.
As 12 equipes responderam ao desafio de estruturar negócios de impacto alinhados aos ´Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU´. Desta forma, os grupos atuaram intensamente por 52 horas na construção de um modelo de negócio com potencial de solucionar a situação na sociedade e gerar impacto no desenvolvimento da região.
Durante a realização do Hackathon, foram realizadas mentorias coletivas e individuais, com a definição da problemática, a construção da solução e a elaboração de estratégias de venda. Com isso, a equipe de mentores conduziu os competidores até o discurso final, pensado para gerar maior interesse. Também houve muita descontração com jogos, música e acompanhamento psicológico para aliviar a tensão.
A equipe ´Agrosapiens´, do Dom Juvêncio, conquistou o primeiro lugar, enquanto a equipe ‘Autech’ garantiu o segundo lugar. Já o projeto ‘Biotecpalm’, do Centro de Excelência 28 de Janeiro, ficou com o terceiro lugar. As equipes vencedoras receberam premiação em dinheiro nos valores de R$ 5 mil, R$ 2,5 mil e R$ 1,5 mil, respectivamente.
Para o organizador do evento, Denisson Salustiano, a formação de novos jovens empreendedores potencializa as chances de gerar negócios de sucesso. “Há 20 anos atrás aprendi no Dom Juvêncio o essencial para construir o meu caminho profissional e poder despertar na garotada uma nova perspectiva de carreira, voltada ao empreendedorismo inovador. É muito gratificante", analisa.
O aluno da segunda série do Ensino Médio em Tempo Integral, Francisco Netto, participa do projeto de empreendedorismo e iniciação científica ‘Agrosapiens’. Ele conta como o projeto funciona: “Pensamos em uma solução para a falta de gerenciamento de recursos hídricos da agricultura nacional, e o Agrosapiens surge como uma inteligência artificial”, explica.
Francisco conta mais detalhes do projeto. “Com uma linguagem mais humanizada, unida à agricultura de precisão, dados são enviados em tempo real para o robô, no qual são analisadas as informações e são apresentadas dicas de sustentabilidade e aprimoramento da produção do agricultor. Todos esses elementos garantem simplicidade, conforto e praticidade na vida do homem do campo”, detalha.
Francisco Netto conta como foi a experiência de participar do Hackathon. “Foram momentos de muita aprendizagem com mentores consagrados, e agradeço a todos por terem proporcionado o aprimoramento dos projetos, destacando o nosso potencial na área de inovação tecnológica. A equipe Agrosapiens é formada por Mariano Monteiro, Pedro da Silva e Alexandre Santana, sob a orientação de Alex Cordeiro e coorientação de Lark Soany”, finaliza.
Hackathon
Hackathon é um tipo de evento (ou competição) que reúne programadores em torno de um desafio de programação. O termo é derivado da junção das palavras hack, em alusão à forma de programar, e marathon (maratona), trazendo a ideia de uma maratona de programação.



