Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
A atividade teve o objetivo de chamar atenção contra os preconceitos de gênero e promoção de ambientes saudáveis
O Centro de Excelência Dr. Milton Dortas, unidade escolar do ensino médio em tempo integral, localizado no município de Simão Dias, centro-sul de Sergipe, realizou no sábado, 7 de outubro, como parte das atividades do Clube de Artes, o projeto ‘Fora do Armário: a Escola contra a LGBTfobia’, orientado pelos professores Carlos Marcelo (Arte) e Marcos Nobre (Língua Portuguesa).
A roda de conversa com o tema “Escola e Família na luta contra o preconceito” contou com a participação de estudantes, professores e do coletivo ‘Mães pela Diversidade’. Considerando que a maioria dos estudantes LGBT crescem em ambientes familiares que reforçam o preconceito e a violência, o projeto convidou os pais a refletirem sobre a necessidade de acolhimento dos adolescentes LGBT e promoção de ambientes saudáveis, seguros e abertos ao diálogo, tanto na escola quanto nas famílias.
Dessa forma, os estudantes e professores organizaram uma programação diversa, com apresentações artísticas, debates e roda de conversa, afim de provocar os demais membros da comunidade escolar para os riscos e problemas gerados pela LGBTfobia, tais como baixa autoestima, queda no rendimento escolar, transtornos mentais e até suicídio. O objetivo do projeto é desenvolver ações pedagógicas que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar.
A aluna Iandra Vitória Santos, presidente do Clube de Artes que participou da elaboração do projeto, destacou a atividade como um incentivo na construção de uma escola que respeita, diversa, acolhedora e plural. Ela explicou que o projeto Fora do armário realizado pelo Clube de Artes é de grande importância para os alunos, famílias e gestão da escola, pois contribui para a formação de novos cidadãos com mais respeito e empatia pelo próximo.
“O mundo está em constante mudança e temos que estar aptos a participar dessa mudança. Não cabem mais à sociedade pensamentos que gerações passadas utilizavam; a sociedade tem uma dívida com a comunidade LGBTQIAP+ que por muito tempo foi excluída. Portanto, é na escola que vamos formar novos pensadores e acabar com preconceitos enraizados na nossa sociedade”, afirmou Iandra.
O professor de língua estrangeira moderna, Everton Nascimento, conta que foi uma experiência que o comoveu pelo fato de termos mães falando de suas experiências com filhos ou filhas LGBTs. “Voltei ao tempo e revivi tantos momentos de sofrimento na escola e a alegria de saber que um momento como esse pode auxiliar pessoas a entenderem melhor esse universo e evitar tantos outros sofrimentos. Foi um trabalho que ficará marcado nos corações de quem estava presente”, destacou.
O projeto segue até o fim de outubro com uma série de ações, a exemplo de oficina de vogue, show de talentos, apresentações artístico-culturais, roda de conversa sobre diversidade na escola e lançamento de HQ.


