Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
Atividade levou exposições de experimentos científicos, além de desfiles de Beleza Negra e danças afro-brasileiras
O Centro de Excelência Roque José de Souza, unidade da rede estadual localizada em Campo do Brito, no agreste sergipano, realizou nos dias 22 e 23 de novembro a III Mostra de Conhecimento Científico e Cultural, com o tema “Alicerce para a Formação da Consciência Humana”. O projeto uniu a demonstração de experimentos nas áreas de Matemática e Ciências da Natureza, com exposições de trabalhos que enaltecem a cultura afro-brasileira como a literatura, culinária, música, dança e religiosidade abordados nas áreas de Linguagens e Ciências Humanas. Na programação, a escola realizou ainda o desfile da beleza negra 2023, com participação da comunidade.
O projeto é realizado anualmente em cumprimento à Lei nº 11.645/2008, que torna obrigatória a inclusão da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena’ no currículo das redes de ensino. A ação também teve como finalidade estimular o interesse dos alunos pelas áreas do conhecimento por meio de atividades práticas aos conhecimentos científicos e culturais, possibilitando o desenvolvimento da capacidade investigativa para a resolução de problemas, fazendo uso da tecnologia e estimulando o respeito e valorização da cultura afro-brasileira.
A diretora do Centro de Excelência Roque José de Souza, professora Anita Maria da Costa Almeida Andrade, relatou que o objetivo da Mostra é contribuir com o desenvolvimento integral dos alunos. “O sentimento é de gratidão a toda a comunidade escolar, que não mediu esforços para que o projeto pudesse ser desenvolvido com sucesso”, afirmou.
Para a professora Maria de Lurdes, as atividades da mostra têm um impacto significativo no aprendizado do aluno, pois permitem o desenvolvimento de competências e habilidades na prática, contribuindo para a formação cidadã.
A aluna Maria Eduarda ressaltou que a Mostra Cultural na escola serve para lembrar que o Brasil é um país diverso. “Juntamos nossos colegas de religiões diferentes e de etnias diversas em uma atividade em equipe e especial para nos relembrar a história de um povo que fez parte do início do Brasil”, contou
De acordo com o aluno Felipe Gabriel, o projeto foi um evento que possibilitou trabalhar com diversas habilidades. “Todo mundo que participou trocava informações entre si, permitindo que pudéssemos aprender mais. Tudo foi trabalhado com base na consciência negra”, avaliou.
De acordo com a mãe de santo Nayara de Iansã, do Terreiro de Umbanda Mãe Neide de Oxóssi, a ação desenvolvida pela escola permite que as pessoas esclareçam suas dúvidas em relação às religiões de matrizes africanas e passem a respeitar todas as outras religiões.
O professor Gilvã dos Santos, idealizador do desfile da Beleza Negra, afirma que a escola precisa contribuir com a mudança de concepção da comunidade, e este desfile cumpre o papel de valorização das características físicas e culturais do povo negro.









