Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
O esporte escolar tem mais uma modalidade olímpica: aos poucos o tiro com arco ganha praticantes nas escolas de Sergipe
O Colégio Estadual Armindo Guaraná, localizado em São Cristóvão, iniciou nesta segunda-feira, 10, o projeto esportivo “Arqueando Campeões Olímpicos e Paralímpicos”. O projeto tem como objetivo levar a modalidade esportiva tiro com arco, nas categorias masculina e feminina, A” e “B”, na modalidade olímpica e paraolímpica aos alunos das escolas do Estado de Sergipe, com o apoio da Secretária de Estado da Educação e Cultura e da Secretária de Esporte e Lazer (Seel).
De acordo com o diretor da escola, Max Matias, a meta é participar dos Jogos da Primavera 2023 e elevar o estado de Sergipe à condição de estar entre os Estados praticantes do esporte em consonância ao surgimento de atletas a nível olímpicos e conscientizar o uso do equipamento como ferramenta que proporciona concentração e controle emocional.
O professor responsável pela modalidade na escola, Andeson melo, ressalta que a finalidade de implantar a modalidade na escola também contempla a promoção do esporte resgatando sua historicidade e em ambientes quilombolas e indígenas, vindo a multiplicar cada vez mais o número de atletas deste esporte olímpico.
Incentivo ao esporte
Recentemente a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Seel) ofereceu o I Curso de Iniciação ao Tiro com Arco, para professores de Educação Física da rede estadual de ensino. O curso foi gratuito e ministrado pelo juiz internacional e instrutor da Confederação Brasileira de Tiro com Arco, Erick Barreto Xavier Leite.
“O tiro com arco é uma modalidade olímpica e que agora também fará parte dos Jogos da Juventude e da Primavera. Queremos incentivar o esporte no estado e a participação dos nossos futuros atletas nessas competições, por isso estamos em diálogo constante com os representantes nacionais da modalidade, que nos enviaram equipamentos e também se disponibilizaram para ministrar esse curso para os nossos professores da rede estadual”, afirma a secretária de Esportes, Mariana Dantas.
O coordenador de Esporte Educacional da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc), Wendel Ribeiro, explica que os professores receberam no curso as instruções teóricas e práticas da modalidade, explicando os níveis e categorias das competições nacionais, e também demonstrações práticas com os equipamentos. “A partir daí, esses professores deverão levar o tiro com arco para as escolas onde trabalham, incentivar os alunos e trazer novos adeptos”, afirma.
Esporte olímpico
O tiro com arco entrou pela primeira vez numa edição olímpica em 1900 em Paris, tendo se repetido nos Jogos de St. Louis-1904, Londres-1908, e Antuérpia-1920. Entre os anos de 1924 e 1968, o tiro com arco deixou de fazer parte do programa olímpico, tendo retornado apenas em 1972, em Munique, de forma permanente até os dias de hoje.
O tiro com arco chegou ao Brasil na década de 1950, pelas mãos de Adolpho Porta, um comissário de voo da Panair do Brasil. À época, ele estava baseado em Lisboa, onde se encantou pelo esporte. Em 1955, quando retornou ao Brasil, desembarcou no Rio de Janeiro trazendo na bagagem alvos, arcos e flechas, além de um regulamento da Federação Internacional.
É a primeira vez que os Jogos da Primeira contemplam a modalidade esportiva. O Colégio Armindo Guaraná está sendo uma das escolas estaduais que vislumbra garantir uma das vagas no pódio, tendo como direção o professor Max Luiz Matias e o responsável pela modalidade o professor Anderson Melo de Almeida.


