Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc
O Colégio Estadual Maria das Graças Azevedo Melo, localizado no bairro Coqueiral, em Aracaju, realizou na tarde desta quarta-feira, 7, a Feira das Nações Africanas, projeto desenvolvido por cerca de 15 professores, aproximadamente 450 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, equipes gestora e de apoio. Desde 2019 a comunidade escolar se reúne em torno dos temas centrais da população afro.
A diretora Jamille Barreto Santos destaca que o projeto está sendo ampliado a cada ano e envolve toda a comunidade escolar em torno das manifestações culturais, religiosidade e costumes dos países situados no continente africano. “Esse é um projeto muito importante que se iniciou em 2019, e de lá para cá estamos ampliando. É um projeto que trabalha não só o dia da consciência negra como também a cultura afro-brasileira e as temáticas relacionadas aos países do continente africano. Hoje os estudantes estão apresentando a culminância do projeto desenvolvido no decorrer de alguns meses e estamos abrindo espaço para a comunidade a fim de que possa conhecer a importância da conservação da cultura, preservação dos costumes africanos e afro-brasileiros”, disse.
Na ocasião, os estudantes que fazem parte do projeto Tribos e Teatro também realizaram a culminância das atividades teatrais que vinham acontecendo por meio da ONG Parceiros Voluntários, com chancela da Unesco e reconhecida como uma tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil, realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), com patrocínio das empresas Brinks, Cyrela, DLL, Gerdau e IBM.
Segundo a professora Stella Regina, que leciona Arte e é responsável pelo projeto na unidade, Sergipe é um dos três estados brasileiros contemplados pelo chamamento da ONG sediada no Rio Grande do Sul. “É a primeira vez que a unidade recebe um projeto de artes cênicas, e o eixo norteador que os estudantes escolheram foi Educação Para a Paz como foco nos temas racismo e violência”, explicou. Também colaborou com o projeto a oficineira Taynara Silva de Souza, cujo trabalho foi direcionado com aulas de improvisação e interpretação.
“Foram dez oficinas de quase duas horas, e o trabalho foi positivo porque surtiu um efeito muito grande, uma vez que, para a maioria deles, foi a primeira vez que ocorreu o contato com o teatro. Quando a pessoa não tem certo contato com arte existe um pouco de resistência, mas ao longo do processo eles se jogaram de cabeça, e hoje a apresentação foi toda construída por eles”, contou Taynara Silva.
Para Monize Evelly Santana dos Santos, da 1ª série, o projeto abriu uma janela para a arte em sua vida, pois assim como a maioria de seus colegas, também não tinha tido nenhum tipo de aproximação com o teatro, a não ser pela televisão. “Participar do Tribos e Teatro foi uma experiência muito boa porque pude trabalhar a timidez, os movimentos, improvisação etc. O projeto também me ajudou bastante em relação à minha autoconfiança e como, é a primeira vez que estou participando de um projeto de teatro, Sinto-me feliz e realizada por estar envolvida em algo novo da minha vida. É um aprendizado que vou levar para sempre”, destacou.
Ao lado dos amigos, a estudante Leila Maria, da 2ª série, precisou conhecer Ruanda sem precisar ir até a África Oriental, onde esse país está localizado. Durante as pesquisas conheceu os costumes e a cultura do lugar. “Nós nunca havíamos ouvido falar no país Ruanda e está sendo uma experiência bem acolhedora, já que fomos atrás para entender tudo sobre ele. Descobrimos que eles consomem algumas comidas que existem no Brasil, mas de um jeito muito diferente; a dança desse país foi muito difícil de aprender porque é diferente e assim estamos aprendendo sobre outros países também”, concluiu.










