Colégio Estadual Professor Barreto Fontes realiza projeto contra gravidez na adolescência e infecções sexualmente transmissíveis

Por Lívia Lessa
Fonte: ASCOM / SEED

Durante o evento os alunos assistiram a palestras e ainda fizeram o teste rápido para identificar doenças como a sífilis, hepatites B e C e HIV, além da prevenção da gravidez na adolescência

Por Lívia Lessa

 

Os estudantes do Colégio Estadual Professor Barreto Fontes, unidade escolar circunscrita à Diretoria Regional de Educação 8 (DRE 8), no munícipio de Nossa Senhora do Socorro, tiveram a oportunidade de participar do Projeto Vida Saudável, nesta segunda-feira, 4. A atividade, idealizada pela professora de biologia e enfermeira Ana Waleska Menezes, tem como propósito discutir a respeito das temáticas que envolvem o universo Lésbico, Gay, Bissexual, Travesti, Transexual e Transgênero (LGBTQ+), sobre a importância da prevenção e tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST´s) e sobre a redução dos índices de gravidez na adolescência.

 

Na oportunidade, os estudantes assistiram a palestras com a ativista transfeminista Linda Brasil, com o médico sanitarista e gerente do Programa Estadual DST/Aids em Sergipe, Almir Santana, com enfermeiros e psicólogos. Além disso, os alunos e a comunidade fizeram o teste rápido para identificar doenças como a sífilis, hepatites B e C e HIV.

 

"Já estamos na quarta edição deste projeto, tínhamos um índice elevado das IST´s e gravidez na adolescência. A partir das ações desenvolvidas ao longo destes quatro anos já é possível verificar resultados exitosos, houve a diminuição dos casos" comentou a diretora Ises Rodrigues ao elogiar a atuação da professora Ana Waleska e os demais docentes envolvidos na iniciativa.

 

A psicóloga Lidiane Drapala, que trabalha no Ambulatório Transgêneros, reforça que a realização da atividade é uma maneira de alertar a comunidade escolar no que tange ao apoio e acolhimento e que quando for necessário esses cuidados em saúde sejam preconizados os serviços específicos com profissionais preparados e habilitados.

 

"Viver é um jogo de forças políticas, dessa maneira, é preciso firmar verdades, construir saberes e determinar conhecimentos. Partindo deste pressuposto, sabe-se que a pauta trans não é nova, mas só está tendo visibilidade recentemente, este movimento se dá não só em Sergipe, como também no Brasil e especialmente em Aracaju. Vir à escola e mostrar aos adolescentes que existe um leque de conteúdo, conceitos e formas de vida", comenta. Para Lidiane, do ponto de vista da psicologia esta atividade reflete como uma prática preventiva e educativa primando muito o que é saúde mental.

 

Projeto Vida Saudável

 

Para Ana Waleska a criação do projeto surgiu ao perceber que na unidade escolar um número elevado de alunas na faixa etária entre 12 e 16 anos estavam grávidas. "Comecei a fazer reunião com os professores para pensarmos de que maneira poderíamos ajudar esses estudantes, pensei numa proposta de conscientização, acolhimento e orientação. Foi feito uma parceria com o médico Almir Santana" relembra. "Este projeto foi crescendo e hoje contamos com o envolvimento e colaboração da Universidade Federal de Sergipe (UFS), com o Ambulatório de Transgêneros de Lagarto e a liga DST/Aids de Aracaju para atender estes jovens. Neste ano foram realizadas palestras sobre Transgêneros", explica ao comentar que o trabalho é realizado ao longo dos anos em sala de aula e o desfecho é a realização do evento.

 

Discussões e reflexões

 

Segundo Linda Brasil, é de extrema importância realizar atividades como esta na escola. "É preciso realizar discussões sobre diversidade, sexualidade e gênero apresentando as diferenciações. A partir da conscientização se combate a violência LGBTQ+ e também a violência contra as mulheres. Ao promovermos o diálogo e reflexão começamos a desconstruir as visões estereotipadas do que é ser homem ou mulher e que existem outras possibilidades além da visão heteronormativa. Ainda há uma evasão escolar grande de pessoas trans por falta de respeito e a escola tem que ser um ambiente de conscientização e acolhimento", diz a ativista ao elogiar a atuação da equipe docente e diretiva. "É necessária e importante a discussão dos temas transversais nas escolas, só combatemos o preconceito e a violência a partir do conhecimento", comenta.

 

O estudante do 6° ano, Rafael Augusto Gomes, reconhece que a atividade permitiu dirimir as dúvidas. "É importante a iniciativa, por meio das palestras é possível ampliar os conhecimentos", diz. Para a aluna do 7 ano, Janielle França, ela aprendeu muito com este encontro. "Aprendi muito e irei compartilhar as informações com os colegas, amigos e familiares", finaliza. 

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