Colégio Estadual Tobias Barreto promove debates sobre Cultura da Paz

Por Italo
Fonte: Ascom/ Seduc

Alunos, professores e servidores do Colégio Estadual Tobias Barreto tiveram a oportunidade, na manhã desta quarta-feira, 6, de assistirem a uma série de palestras, cuja temática principal foi a Cultura da Paz. O evento foi realizado no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, e contou com a participação de três profissionais de áreas distintas, os quais conversaram com a comunidade escolar sobre o tema. A abertura foi feita pela gestora da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), professora Gilvânia Guimarães, que falou com os estudantes sobre a importância de se ter mais empatia nas relações interpessoais. 

 

“É necessário colocar-se no lugar do outro, não para tolerar, mas para respeitar as diferenças e saber conviver de forma harmoniosa. É impossível conviver sem conflitos, sem dissensos, mas devemos respeitar as diferenças. O que faz a diferença é o fazer pedagógico diário. Hoje é um momento de a gente instigar, inquietar-se e indignar-se com situações de violência, para a gente buscar resolver. A gente espera que vocês consigam transformar o mundo em um lugar cada vez melhor”, disse.

 

De acordo com a diretora do Colégio Estadual Tobias Barreto, Silvia Maria Santos Silva Souza, a iniciativa do evento veio da necessidade de se promover uma melhoria nas relações dentro da comunidade escolar, com mais momentos de diálogo e de escuta entre todos. “Eles precisam se conscientizar de que voltamos a uma rotina e que precisamos fazer nossa parte, melhorando todo o ambiente, deixando-o mais humanizado. Desta forma, é lógico que vamos melhorar o desempenho escolar”, declarou.

 

Palestras

 

A primeira palestra foi proferida pela psicóloga Milena Aragão, que falou sobre o tema “Reflexões: empatia, escuta e manejo das emoções”. A segunda palestra foi ministrada pelo subtenente da Polícia Militar Alexandre Prado, que representou o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e falou sobre a importância de os jovens serem responsáveis por seus atos e fazerem escolhas mais seguras. A última fala foi explanada pela advogada Ananda Santos, que debateu sobre regras e leis para uma boa convivência.

 

“Estamos precisando muito desse momento de debater a cultura de paz. A sociedade está preocupada com o que vem acontecendo, e nós, que fazemos parte da segurança pública, temos também essa preocupação. Parabenizo a direção da escola por poder aglutinar os seus alunos aqui, a fim de que eles possam assistir a essas palestras sobre tal temática tão importante, para que possamos conscientizar os nossos jovens sobre a necessidade dessa cultura de paz”, disse o subtenente Alexandre Prado.

 

Os alunos e professores que participaram do evento elogiaram a iniciativa. Foi o caso de Maria Letícia Dias de Souza, do 3º ano do ensino fundamental. “Durante esse período de pandemia em que ficamos afastados, pode ser que tenhamos perdido um pouco esse sentimento de saber como se sente o outro. Nós voltamos de um momento traumatizante, em que perdemos bastante a relação mútua com as pessoas, não sabíamos mais como nos portar. Pode ser que, a partir desse comportamento que adquirimos, a gente possa até ferir a outra pessoa, não saibamos mais como socializar. Por isso essas palestras são importantes, para destruir esses sentimentos que foram adquiridos por nós”, afirmou.

 

O seu colega Mateus Aziel também ficou bastante satisfeito com os conhecimentos aprendidos. “É uma forma de acolhimento para nós, que estamos retornando desse período de pandemia. Passamos por dificuldades, pois o ensino online não foi a mesma coisa que o presencial. Hoje é um momento para estar com os colegas e aprender sobre esses temas, a fim de que possamos nos sentir apoiados e preparados para o futuro”, disse. Opinião semelhante teve a estudante Lauany Gabriely. “Às vezes a gente fica mais reflexiva e sem saber direito como expressar os nossos sentimentos. Então um evento como esse é importante para que a gente possa aprender mais sobre as relações pessoais. Estou gostando bastante das palestras”, declarou.

 

O professor de Arte, Júlio Franca, destacou que os conhecimentos obtidos durante as palestras serão de grande benefício para os estudantes. “Todo mundo retornou da pandemia um pouco abalado emocionalmente. Percebemos que, nas aulas presenciais, alguns alunos ainda não estão entendendo os limites, e isso vem criando conflitos e intolerâncias. É preciso entenderem os limites do próximo. Estamos buscando tentar sensibilizar os alunos para que saibamos como tratar as pessoas, a fim de que possamos melhorar”, afirmou.

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