Coordenadora da Sala de Cultura Popular da Biblioteca Pública Epiphanio Dória ilustra cordel sobre a importância da vacina

Por Paula Toquinho
Fonte: Ascom/ Seduc

 

Visando estimular cordelistas a escreverem sobre a importância da adesão de toda a população à campanha de vacinação contra a covid-19, o Grupo Poesia & Cultura Popular, que reúne cordelistas sergipanos e de outros estados do Nordeste, colocou a mão na massa e irá lançar neste mês de fevereiro um cordel coletivo com o mote “Bote a mão na consciência e tome logo a vacina!”. Toda a ilustração do conteúdo de divulgação dos cordéis foi feita pela coordenadora da Sala de Cultura Popular da Biblioteca Pública Epiphanio Dória, Claudia Nên. O lançamento do projeto acontece no próximo sábado, 13, às 20h, em uma Live via Instagram: @gilmarcordelsergipe. O cordel será doado a diversas cordeltecas espalhadas pelo Brasil, inclusive à Sala de Cultura Popular da Biblioteca Pública Epiphanio Dórea.

 

Para Claudia Nên, que já fez muitas ilustrações para cordelistas renomados, a exemplo de Chiquinho do Além Mar, Adalberto Oliveira, João Firmino, dentre outros, ilustrar esse cordel coletivo teve um sabor muito especial. "Fazer parte desse projeto é, sem dúvidas, um momento muito importante para mim, pois busca conscientizar e chamar a atenção da população para a importância da vacinação contra a covid-19. Sabemos que temos um cenário de fake news, com ideias contrárias à vacina e à ciência, e, para mim, assim como para os cordelistas que idealizaram esse projeto, vacinar é pensar no coletivo de uma sociedade sadia e sem doenças. Estou muito feliz em fazer parte dessa iniciativa", frisou.

 

O poeta Gilmar Ferreira, de Simão Dias/SE, idealizador do Grupo Poesia & Cultura Popular, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e criador do mote “Bote a mão na consciência e tome logo a vacina!”, a preocupação tanto dele quanto dos outros membros do grupo deu-se a partir da percepção de que uma pequena, porém significativa parcela da população, tem demonstrado desinteresse em aderir à campanha, afirmando que não tomará a vacina. "Muitas das pessoas relutantes ao imunizante demonstram certa falta de conhecimento acerca da importância da vacina. Contudo, boa parte desse grupo é composta de indivíduos ignorantes, e uma boa parcela é composta por negacionistas à ciência, pessoas sem o menor senso de empatia e de compaixão para com o seu próximo, seguidoras de lunáticos que visam manter poder político por meio da alienação de inconsequentes", explicou.

 

No cordel de autoria coletiva há 34 estrofes de 16 poetisas e 18 poetas dos estados do Nordeste: Bahia (4); Ceará (01); Paraíba (01); Pernambuco (01); Piauí (01); Rio Grande do Norte (03) e Sergipe (23). De acordo com Gilmar Ferreira, a maior quantidade de escritores sergipenses se dá em virtude de um número maior de vates desse estado no grupo Poesia & Cultura Popular, considerando que o mencionado grupo inicialmente foi composto por poetas de Sergipe. Dentre os artistas que fazem parte do livro, cabe destacar as jovens Ana Sofia Reis (10 anos de idade, de Boquim/SE), Fábia Hellen da Silva Ferreira (12 anos de idade, de Santa Brígida/BA) e Letícia Santana de Moraes (14 anos de idade, de Simão Dias/SE). "Essas jovens representam a renovação da Literatura de Cordel e marcam a presença feminina nesse gênero da poesia popular no Brasil, e a participação delas demonstra que apesar de muitos adultos religarem em não querer tomar a vacina contra a covid-19, ainda há esperança de que, por meio da poesia e da sensibilidade, podemos alertar (‘conscientizar’) que todo mundo deveria tomar a vacina", finalizou Gilmar.

 

O poeta Adalberto Oliveira, cordelista de Nossa Senhora da Glória, disse que o projeto é um incentivo para a população brasileira tomar a vacina, uma vez que, segundo ele, muitas informações indevidas publicadas nas redes sociais acabaram criando uma certa dúvida nos brasileiros. "O fundamento do projeto é alertar a população sobre a necessidade da vacinação e dissipar qualquer dúvida quanto à importância dessa vacinação em massa, uma vez que você aposta na saúde, na sua vida, mas também na vida dos outros”, alertou.

 

Todos os poetas adquirirão cordéis e revenderão em seus respectivos estados. Uma quantidade de cordéis será posta à venda na Banca de Literatura de Cordel do Poeta (in memoriam ) João Firmino Cabral, localizada na Passarela das Flores, no Mercado Central de Aracaju. O valor arrecadado com essa venda será destinado à edição de jovens poetas do grupo Poesia & Cultura Popular.

 

Notícias Anteriores