Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc
O secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, voltou a reunir-se com gestores escolares para discutir a escola pública. Nessa segunda-feira, 16, o projeto “Diálogo com o secretário" contou com a participação de diretores das unidades circunscritas à Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), a fim de aproximar ainda mais as ações da Seduc com as escolas, bem como construir soluções coletivas para continuar enfrentando os desafios em quase um ano e meio de pandemia do novo coronavírus. Os encontros vêm ocorrendo desde o mês de julho.
Inicialmente, Modesto iniciou sua fala fazendo a atualização das ações de gestão da Seduc, a exemplo da convocação de professores substitutos visando ao retorno presencial, regime de colaboração entre o Estado e os municípios, Programa Alfabetizar pra Valer, Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe (Saese), ICMS Social, Programa Sergipe na Idade Certa (Prosic), Educação de Jovens e Adultos (EJA), Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) versus indicadores pedagógicos e o Programa Educação Mais Conectada.
Segundo Modesto, mesmo diante de tudo que o processo educacional vem enfrentando por conta da pandemia, ainda é necessário pensar numa escola que promova a equidade, com foco na efetiva aprendizagem dos estudantes. “A partir do momento em que foi instituída a Educação Pública como uma política de Estado foi possível potencializar toda e qualquer ação que envolvesse as melhorias na rede pública estadual, desde o fortalecimento do regime de colaboração até o direcionamento de recursos diretamente às escolas”, pontuou.
No decorrer de sua apresentação, Josué Modesto chamou a atenção para a luta que a Seduc trava em busca da distribuição de fardamento para todos os alunos e, também, de itens de higiene pessoal feminino, ou seja, absorventes para as jovens que enfrentam a pobreza menstrual, fator que gera ausência nas aulas. Mais adiante, foram apontados pelo gestor os índices de alunos em risco escolar, preenchimento dos diários eletrônicos e distorção idade/série, de cada uma das unidades escolares da Rede Pública Estadual localizadas em Aracaju.
Diálogo
Para a professora Andreza Andrade, diretora do Centro de Excelência José Rollemberg Leite, unidade que oferta o ensino médio em tempo integral, localizado no bairro José Conrado de Araújo, em Aracaju, a ideia de abrir um espaço para conversa direta com o secretário foi uma medida assertiva criada pela Educação Estadual. “Aproxima muito, faz a gente ser valorizado e dá oportunidade de o secretário conhecer a atmosfera da escola, mesmo que de forma remota”, disse ela, ao apresentar e comentar alguns resultados da escola sobre aulas não presenciais, busca ativa e ações desenvolvidas durante a pandemia para garantir a manutenção das aulas.
O diretor do Centro Estadual de Educação Profissional José Figueiredo Barreto, professor Marco Antônio Assis, também elogiou a iniciativa. Ele explicou que a escola tem capacidade para atender a mais de mil alunos em um ano letivo, mas, devido aos efeitos da crise sanitária, a procura diminuiu. “A gente tem trabalhado bastante na perspectiva de garantir que cada aluno nosso conclua suas atividades devidamente preparados para o mercado de trabalho”. Ele ainda falou sobre captação de matrícula, os processos seletivos em andamento, busca ativa e acompanhamento das atividades não presenciais.
A DEA administra 81 escolas da rede estadual, as quais atendem a 47.506 alunos distribuídos em todas as modalidades. A diretora da DEA, professora Gilvânia Guimarães, destaca a importância de se abrir o espaço para dialogar com os gestores. “Parabéns ao secretário Josué Modesto pela excelente ideia de colocar em pauta a escola pública. Costumo dizer que tenho os melhores gestores do estado de Sergipe, e modéstia à parte, são os melhores mesmo. São profissionais que trabalham incansavelmente para garantir o melhor para suas comunidades”, frisou ela, apontando ainda a autonomia dos gestores na administração financeira das escolas.
Também contribuiu para o diálogo o superintendente executivo da Seduc, professor José Ricardo de Santana, que falou sobre a gestão participativa a fim de melhorar os indicadores escolares, sobretudo o alinhamento dos diretores com a equipe pedagógica; além do assessor do gabinete do secretário, professor Cláudio Macedo, que exemplificou as estratégias para vencer a distorção idade/série, problemática que está sendo enfrentada com as ações do ProSIC, cujo objetivo é promover intervenções pedagógicas para o avanço das aprendizagens dos estudantes da Rede Estadual de Ensino que se encontram em situação de distorção idade/série.













