Diretores escolares do Agreste e de Aracaju dialogam com Josué Modesto

Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc

O secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, continua dialogando com os diretores escolares da rede estadual. Nesta segunda-feira, 30, o projeto “Diálogo com o secretário” recebeu gestores do Agreste Central sergipano (DRE 3) e de Aracaju (DEA). Acontecendo de forma remota, os encontros têm como principal tema os indicadores pedagógicos que norteiam a educação como política de estado, os quais, nesse terceiro ciclo, estão balizados a três pontos: a distorção idade-série, os alunos em risco escolar e o preenchimento dos diários eletrônicos por parte dos professores.

 

Josué Modesto tem reforçado com os diretores a premissa de se fazer uma “Escola Boa”, cujo conceito surge a partir de estudo técnico desenvolvido pelo assessor do gabinete do secretário, professor Cláudio Macedo. “A escola para ser boa precisa ter regularidade: é necessário observar a questão da distribuição do livro didático; é crucial que os alunos tenham acesso ao livro didático, idealmente no primeiro dia de aula. O mesmo deve ocorrer com o kit material escolar e o fardamento. Os recursos do Profin são para essas demandas. Temos um longo período para recuperar as aprendizagens dos nossos estudantes, e esse é um momento de total união em busca da melhoria dos resultados. Toda escola precisa de recomposição”, disse o secretário de Estado.

 

Na ocasião, o secretário Josué Modesto chamou a atenção para a publicação dos editais do programa Estudante Monitor, que deve ocorrer ainda esta semana. Conforme cronograma definido, cada escola deverá fazer a seleção interna dos alunos e encaminhar a lista de classificados à Seduc. Serão 6 mil vagas distribuídas para as funções de desempenho escolar e busca ativa e transporte escolar. Os jovens terão remuneração mensal de R $250,00, além de auxílio transporte. “A ideia é potencializar uma formação cidadã e a participação ativa do estudante na construção de novos cenários de aprendizagem dentro do ambiente escolar”, destacou. 

 

O diálogo foi iniciado, pela manhã, com o grupo de diretores da DRE 3. De acordo com a diretora do Colégio Estadual Guilherme Campos, em Campo do Brito, professora Heliana Meireles, a retomada das aulas presenciais após dois anos de pandemia tem sido um grande desafio para a sua equipe. De acordo com ela, esse período foi prejudicial para a rotina dos estudantes, que, por sua vez, retornaram desacostumados das tarefas e obrigações diárias para com a escola, sobretudo com problemas socioemocionais. “Então a gente está intensificando esse trabalho de acompanhamento e vendo de perto como esse aluno está. Não está sendo um momento fácil. Esses dois anos foram muito prejudiciais para a educação em geral. Eu acredito que o nosso trabalho deve acontecer de maneira contínua, individualizada, se for necessário, com foco na leitura”.

 

A professora Daniela Santana, diretora da DRE 3, destacou que a constituição de uma rede de apoio socioemocional já está sendo amplamente discutida com as escolas estaduais do Agreste Central. "Essa é uma pauta em que estamos nos debruçando para tentar resolver. No dia 4 de junho iremos organizar um evento aqui na Regional com a participação do Conselho Tutelar e das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social, com foco nesse atendimento aos nossos alunos. O apoio fornecido pelo Dase é válido e extremamente importante, mas a gente precisa ir além. O nosso objetivo é justamente promover encontros como esses para orientar as equipes escolares e os professores, por meio de parceria com as prefeituras”, explicou.

 

Já no período da tarde foi a vez do grupo de diretores da DEA. Comentando sobre os indicadores pedagógicos, a diretora do Centro de Excelência Barão de Mauá, localizado no conjunto Orlando Dantas, na capital, professora Maria Gisleide Santos, salientou que a busca pela melhoria desses números deve ser traduzida em projetos que auxiliem o estudante em sala de aula. “Hoje eu posso dizer que o Barão de Mauá é riquíssimo em projetos escolares. Ao todo, temos cerca de 20 ações em execução, três das quais foram contempladas e estão recebendo apoio do Profin Projetos com a quantia de R$ 5 mil. Isso para a gente é extremamente importante porque é o que nós acreditamos. Trabalhar as metodologias ativas é uma forma de impulsionar a aprendizagem dos nossos estudantes”.

 

Para a diretora da DEA, professora Gilvânia Guimarães, mesmo com os desafios, os resultados das escolas estaduais de Aracaju têm sido cada vez mais positivos. “Isso se deve ao engajamento das nossas equipes. Temos um time de gestores totalmente comprometidos com a permanência dos alunos nas escolas, na aprendizagem, sobretudo na equidade. Eu quero destacar que esse time tem se apropriado dos indicadores pedagógicos: eles têm compreendido e aplicado esses dados em projetos e estratégias de ensino”, disse. Ela ainda pontuou a questão do apoio socioemocional, que também foi levantado durante diálogo com o grupo de diretores da DEA. “Trabalhamos com a premissa de que o acolhimento deve acontecer o ano todo, com ações pontuais, como rodas de conversa e palestras”, acrescentou.

 

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