Educação Estadual e Sintese promovem reunião remota sobre atividades escolares não presenciais

Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc

Técnicos da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), juntamente com integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), reuniram-se remotamente nesta terça-feira, 2, para dialogar sobre as atividades escolares não presenciais na rede estadual de ensino.

 

O superintendente da Educação, José Ricardo de Santana, mediou a reunião que, segundo ele, pautou as mesmas preocupações, tanto da Educação quanto do Sintese. “Nossos esforços são a garantia de direito da aprendizagem dos nossos estudantes. Estamos buscando a todo instante que, além das atividades que as escolas já realizam, a Seduc possa disponibilizar e prover instrumentos educacionais com segurança sanitária a distância”, disse.

 

Virtualmente, o superintendente destacou a Portaria n° 2235/2020, publicada no dia 27 de maio, que regulamenta, em caráter excepcional, a oferta de atividades escolares remotas a serem desenvolvidas nas unidades de ensino da Rede Pública Estadual, computadas como carga-horária mínima anual obrigatória, durante o período em que permanecer o decreto governamental suspendendo as atividades educacionais presenciais.

 

Ele explicou que a Portaria não exige padrão para todas as escolas, justamente para respeitar a autonomia das unidades escolares. “Cada escola identifica a realidade, a comunidade e faz seu plano em cima dessas realidades. Estamos trabalhando com nossas diretorias regionais para apoiarmos as nossas escolas com suas necessidades em dar início a essas atividades. Estamos tendo contato com estudantes, professores e gestores e estamos nos esforçando para envolver a família a fim de que continuemos a persistir na aprendizagem dos nossos alunos", disse.

 

A reunião coordenada pelo superintendente José Ricardo de Santana contou com a participação das diretoras de Educação da Seduc, Ana Lúcia Lima (DED); da Inspeção Escolar, Eliana Borges (DIES); da Comunicação, Gleice Queiroz (Ascom), com os integrantes do Sintese: Ivonete Santos, Roberto Silva, Leila Moraes e Caroline Santos.

 

Ações não presenciais na prática

 

Na reunião foram elencadas várias ações postas em prática pelas escolas da rede estadual de ensino, a exemplo do que ocorre na Diretoria Regional de Educação 7, que iniciou um estudo minucioso do texto legal da Portaria junto às equipes gestoras das 14 escolas que estão em sua circunscrição. A partir da publicação do documento, por meio de webconferência, as equipes discutiram o teor da portaria, debateram ideias e traçaram novos rumos para a educação em tempos de pandemia, de maneira a construir um plano de trabalho, a fim de alcançar todo o alunado da Rede Estadual de Ensino do sertão sergipano.

 

“O trabalho coletivo é o que tenho priorizado desde o início de minha gestão. Não se constrói a educação sozinha. Não podemos decidir unilateralmente a vida educacional de tantas pessoas. Temos que aproveitar as ideias dos nossos profissionais, discuti-las, refiná-las e pô-las em prática. A educação jamais deve deixar de ser democrática”, aponta Elaine Melo, diretora da DRE 7.

 

Foram realizadas reuniões remotas dos gestores das escolas, com o fito de deliberarem sobre a adesão às aulas não presenciais. Enquanto isso, a DRE 7 segue orientando e capacitando os profissionais para o enfrentamento exitoso dessa nova realidade educacional.

 

A diretora do Colégio Estadual Coronel Maynard Gomes, localizado no município de Porto da Folha, Jucileide Lima, reuniu-se com a equipe gestora da unidade de ensino. De acordo com a diretora, a adesão ao retorno das aulas foi unânime visto que, anteriormente à portaria, o colégio já trabalhava métodos de mitigar os efeitos do distanciamento social na unidade.

 

Jucileide Lima ainda explica que a unidade escolar buscou mapear os alunos dos anos iniciais que não dispõem de recursos tecnológicos, como o acesso à rede de internet e ao celular. Além disso, buscou identificar, para aqueles com acesso, se têm wifi ou utilizam redes móveis. Com o diagnóstico, o colégio pretende garantir a esses estudantes o conteúdo das aulas com material impresso, e com isso, a DRE 7 avança no planejamento de retorno às aulas não presenciais e dialoga com gestores, professores e alunos.

 

Em Nossa Senhora do Socorro, o diretor da Escola Estadual Marinalva Alves, Dilson Gonzaga Sampaio, também fez um diagnóstico dos matriculados. “A gestão apresentou a realidade social do território e da comunidade escolar, apontando as possíveis dificuldades enfrentadas pelos alunos e os pais, havendo nas reuniões vários encaminhamentos e propostas inovadoras com o intuito de atender à demanda estudantil. A escola dispõe de dois grupos de WhatsApp: um geral e outro de acordo com a série do aluno. Essa ferramenta nos auxilia com a comunicação e aproximação entre escola e as famílias. Serve também para postagem de vídeos e atividades dirigidas. Uma alternativa são os e-mails. Indicamos também o portal da Seduc”, pontuou.

 

Na Escola Estadual Francisco Sales Sobral, em Itaporanga d´Ajuda, desde a primeira semana após a suspensão das aulas que as equipes diretiva e pedagógica vêm envidando esforços com o objetivo de proporcionar aos seus alunos o acesso ao conhecimento, de forma que nenhum deles ficasse exposto ao perigo que uma aglomeração ofereceria. Fundamentando-se nas ações de ensino remoto, o diretor da escola, professor Robson Santos, conta que três ferramentas foram postas em funcionamento.

 

“A primeira ferramenta criada pela escola foi o Salesflix, um portal de vídeos com conteúdos temáticos e separados por disciplinas, o qual traz pequenas aulas para o nosso público de alunos que são do Ensino Fundamental Menor. Mesmo não atingindo a todos, pois muitos alunos não têm acesso à internet, a receptividade por parte dos pais que tiveram acesso à plataforma foi muito boa. A orientação para o uso foi fundamental. Uma coisa é disponibilizar a plataforma; outra coisa, totalmente diferente, é guiar pais e alunos no seu manuseio. Dessa forma, foi criado um grupo no aplicativo whatsapp para conversa com os pais. Nesse espaço, os pais passaram a ter acesso à plataforma e informações de como aplicar os conteúdos na forma de atividades remotas com seus filhos. Assim, as atividades remotas passaram não somente a agregar conhecimento aos alunos neste momento tão difícil, mas também a passar a oferecer informações confiáveis aos pais acerca do momento de pandemia, uma vez que o que circula nas redes muitas vezes desinforma em vez de informar. Nossas conversas no whatsapp passaram a ter também esse papel informativo”, detalhou Robson Santos.

 

A segunda ferramenta da Escola Francisco Sales, dentro do grupo de whatsapp, foi o envio de atividades remotas virtuais: vídeos, áudios, pdfs e imagens com atividades semanais organizadas pelos professores e orientadas pelas equipes diretiva e pedagógica, sempre colocando à disposição dos pais o espaço do whatsapp para sugestões, críticas e para tirar dívidas sobre as atividades. Contemplando os alunos que não têm acesso à internet, bem como a falta de conhecimento para o manuseio dos recursos digitais, a terceira ferramenta oferta atividades impressas, que são entregues aos país ou responsáveis legais.

 

A terceira metodologia foi criada pelo professor Josivan Moura, que compõe o quadro de professores e tem se mostrando um grande aliado na adesão de novas tecnologias ao ensino. A plataforma de Ensino Remoto criada por ele usa a ferramenta Google Sites para criar um ambiente de hospedagem de aulas e questões lúdicas, na qual o professor tem a oportunidade de monitorar remotamente o acesso dos alunos e dar feedback. Os vídeos são postados no Youtube pelo professor e hospedados nessa plataforma. Ali também são adicionados questionários sobre os conteúdos dos vídeos. Tudo isso somado ao contato direto com o professor para que o aluno possa tirar dúvidas pelo whatsapp.

 

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