Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc
O público-alvo foram os coordenadores municipais do programa Auxilio Brasil que sucede o Bolsa Família
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio da Coordenadoria de Estudos e Avaliação Educacional (Ceave), realizou nesta quarta-feira, 13, a II Reunião Bimestral para orientar e capacitar as coordenações municipais do Programa Auxílio Brasil sobre a coleta da frequência escolar dos alunos beneficiários com matrícula nas redes estadual, municipal, federal e particular. O encontro foi mediado por técnicas do Serviço de Gestão da Captação e da Permanência do Aluno (Segcap).
Um dos pontos reforçados durante a reunião foi a necessidade de realizar o cadastro do operador escolar e o auxiliar municipal, como explicou a diretora da Ceave, professora Joniely Cruz. “Além disso, também traremos uma apresentação do sistema presença, que é onde acontece o acompanhamento da frequência escolar dos estudantes, como fazer transferência, qual o papel dos articuladores, e a questão das nomenclaturas e novas interfaces que compõem essa lista do sistema nas redes de ensino. É importante lembrar que para além da permanência do estudante e do viés social, o auxílio também fortalece as ações educacionais e beneficia os estudantes que participam de projetos”.
A operadora estadual do Auxílio Brasil na Educação, Jaqueline dos Santos Bispo, que conduziu a capacitação ao lado da também operadora Leila Santos Silva, destacou que o objetivo é fazer com que as equipes municipais estejam alinhadas com as novas mudanças e orientações no programa, “a fim de que a gente possa ter a formação da frequência dos alunos com qualidade e que as famílias desses estudantes não tenham nenhum prejuízo com relação ao benefício. Apresentaremos ainda o novo sistema presença para coletar as informações de frequência, que é feita bimestralmente, mas por conta da pandemia não é realizada há dois anos, e por isso estamos retomando com esse encontro”.
O acompanhamento da frequência tem como objetivo combater a evasão escolar e estimular a permanência e progressão escolar dos estudantes de famílias participantes do programa Auxílio Brasil, colaborando efetivamente para a universalização da educação básica. São critérios para o cumprimento da condicionalidade da educação a frequência escolar mensal mínima de 60% para os beneficiários de 4 e 5 anos e a frequência escolar mensal mínima de 75% para os beneficiários de 6 a 15 anos e de 16 a 21 anos de idade incompletos, aos quais tenham sido concedidos benefícios.
De acordo com a coordenadora do Sistema Presença em Lagarto, Anne Rose Oliveira, o abandono escolar ainda é um grave problema enfrentado pelos municípios, e que com a volta do acompanhamento da frequência escolar, essa realidade pode ser diminuída. “Temos um trabalho constante de busca ativa junto às famílias, no qual a gente dialoga em todas as frentes, seja presencialmente, por telefonema, mensagem de texto, ou pelas mídias sociais, que têm nos ajudado bastante. Essa formação com certeza nos dará um direcionamento importante de como devemos trabalhar diante das mudanças vigentes”, disse.
Quem também destacou a importância da capacitação foi a coordenadora do Sistema Presença em Barra dos Coqueiros, Ana Paula Gomes, que trabalha há 10 anos nesse segmento. “Esse momento de formação é sempre enriquecedor porque esclarece algumas dúvidas, principalmente agora com esse novo sistema que tem novas configurações, bem como as novas diretrizes, a exemplo da mudança na idade mínima, que agora é a partir de 4 anos de idade. Então todo esse alinhamento é fundamental para o nosso trabalho”, concluiu.






