Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) realizou na manhã desta terça-feira, 31, no no Centro Estadual Profissionalizante Profa. Neuzice Barreto, o quarto Encontro da Educação Profissional e Tecnológica com o Setor Produtivo. Desta vez, o momento reuniu profissionais da Educação com o conglomerado de empresas situadas na Grande Aracaju.
A iniciativa percorre todos os territórios com um movimento de intensificação do Ensino Profissionalizante de acordo com as potencialidades produtivas identificadas em cada região de Sergipe. De acordo com Ana Lúcia Lima, diretora do Departamento de Educação da Seduc, os encontros com o setor produtivo de cada território sergipano representam o movimento de expansão que a Secretaria de Estado da Educação tem realizado em função do Novo Ensino Médio.
“A construção da política estadual da educação profissional perpassa pela expansão com qualidade. E hoje, a população da região da Grande Aracaju tem a oportunidade de estudar no Ensino Profissional ofertado nas unidades Seixas Dória e Neuzice Barreto. Concluir o Ensino Médio com uma formação profissional é muito importante atualmente e por isso estamos intensificando as relações com a cadeia produtiva”, mencionou Ana Lúcia Lima.
Para a gestora da Diretoria Regional de Educação 08, que corresponde às unidades educacionais da Grande Aracaju, destacou que as parcerias com a cadeia produtiva é fundamental no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes, bem como para a mão de obra qualificada das empresas. “Nós entendemos que o Ensino Profissionalizante requer parcerias, então o nosso objetivo hoje é reunir o setor produtivo da nossa região para estreitar a relação com a unidades que ofertam cursos técnicos, por exemplo”, disse.
Na ocasião, a chefe do Serviço de Educação Profissionalizante da Seduc (SEPRO), Rivania Andrade, apresentou aos participantes a Política Estadual de Educação Profissionalizante e Tecnológica, bem como a importância da aproximação com o setor produtivo. De acordo com ela, a partir de 2006 a Educação Estadual iniciou as parcerias com unidades que ofereciam o Ensino Profissionalizante. De lá para cá, o desafio foi construir uma unidade de EPT por território. “Nós fizemos pesquisas para ouvir o setor econômico, as empresas e os estudantes. Nós vamos fazer o cruzamento dessas informações para obter uma análise das demandas de formação profissional de cada território, pois uma oferta de Educação Profissionalizante com qualidade acontece quando há um estreito diálogo com o setor produtivo”, relatou.
Durante a roda de conversa com os parceiros, Celso Hiroshi Hayasi, diretor da Associação de Indústrias de Socorro e da Ravelo Revestimento e Cerâmicas, sugeriu um movimento entre as empresas e as escolas, no sentido de interagir e criar dinâmicas de intercâmbio, inclusive, entre os docentes. “Estou há 18 anos em Sergipe e até hoje temos necessidade de profissionais em tecnologia para as nossas empresas. Os docentes são peças fundamentais nesse processo de ensino-aprendizagem e o que nós precisamos é de proximidade, pois quando o estudante deixa a escola ele precisa de um complemento para trabalhar, e, assim como ele, o profissional que já está trabalhando também precisa estudar para aprimorar e atualizar seus conhecimentos”, relatou.
Arthur dos Anjos é um jovem protagonista na unidade Neuzice Barreto e estudante do curso técnico em Automação Industrial. Muito participativo, encontrou no curso o caminho para seguir rumo à trajetória profissional, pois a identificação com o curso aconteceu de imediato. “A parceria proposta aqui é muito benéfica para nós estudantes, que estamos sendo qualificados e preparados para o mercado de trabalho, quanto para as indústrias que estão necessitando de profissionais”, destacou.
A jovem Bruna Daniela, também estudante de Automação Industrial, considera fundamental o estreitamento das relações com as indústrias por compreender que existe uma demanda no mercado. Por esta razão, ela e as colegas de classe Jennyfer Farias e Emilly Vitória, expuseram uma das demonstrações práticas do curso. “Estou apresentando como funciona o controle de vazão nas empresas. Nós demonstramos como uma empresa pode fazer o manejo da água de modo a controlar a vazão entre os recipientes”, explicou.











