Encontro entre escritores sergipanos e a Educação Estadual trata sobre a inclusão de novos livros paradidáticos em escolas da rede estadual

Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc

Essa foi a primeira tratativa de uma série que objetiva inserir livros com cunho sergipano, de autores sergipanos, para leitores das escolas públicas estaduais

 

Escritores sergipanos estiveram reunidos nesta quarta-feira, 19, com técnicos da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc) para dialogar sobre a melhor forma de inclusão de livros paradidáticos com conteúdo sergipano em bibliotecas de escolas públicas estaduais. O coletivo de escritores apresentou um projeto contendo 108 títulos, distribuídos em mais de 11.400 exemplares, dentre eles, de história e geografia sergipanas, romances, de literatura, cordel, de memórias e pesquisas científicas.

 

O secretário de Estado da Educação e da Cultura, Zezinho Sobral, juntamente com o secretário executivo da Seduc, Marcel Resende, solicitou que o diretor do Departamento de Educação, professor Genaldo Freitas Lima, analisasse as obras, verificasse as diretrizes legais de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Currículo Sergipano para que os títulos dos autores sergipanos possam ser adquiridos e distribuídos nas 318 escolas da rede pública estadual de ensino.

 

“A gente convidou os técnicos da Seduc para entender a construção de cada livro, a aplicabilidade na educação de nossos jovens e a possibilidade de inseri-los nas ações pedagógicas. Os autores que estão aqui sabem transcrever palavras e histórias sergipanas para livros e fotos com o amor que têm por Sergipe”, destacou Zezinho Sobral.

 

O secretário da Educação ainda ressaltou que disponibilizar os livros paradidáticos nas bibliotecas públicas das escolas tem tudo a ver com a construção da sergipanidade. “São autores sergipanos que têm tudo a ver com a sergipanidade, com a nossa identidade cultural, que produzem material de excelente qualidade e podem fazer parte da base de aprendizagem de nossos alunos da rede estadual”, destacou.

 

O escritor Antônio Saracura, que tem em sua trajetória mais de cinco livros publicados, dentre eles: “Os Tabaréus do Sítio Saracura”, “Os Meninos que não queriam ser padres”, “Tambores da Terra Vermelha”, “Minha querida Aracaju Aflita” e “Os Ferreiros”, destacou como proveitoso o encontro, não somente por ser ali o primeiro passo para a inserção de livros de sergipanos nas escolas da rede estadual de ensino, mas por ser um espaço de incentivo e apoio para que continuem escrevendo.

 

“É uma oportunidade de mostrarmos que temos bons livros sendo escritos por sergipanos e para que os alunos possam também perceber que podem ser novos escritores, que têm potencialidades. E inserir essas obras nas escolas é participar efetivamente da educação de Sergipe”, afirma.

 

O escritor e professor Amâncio Cardoso, autor do livro “Sergipe, um roteiro turístico, histórico e cultural”, destaca que a efetivação da aquisição dos livros poderá abrir novos espaços de leitura, ou seja, novos leitores, além de despertar a identidade sergipana.

 

Para o escritor e técnico da Seduc Marcos Vinícius, os novos títulos são considerados paradidáticos porque não são fornecidos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Segundo Vinícius, as obras detalham e acrescentam conteúdos vistos de forma mais superficial no livro didático e apoiam a realização de atividades curriculares e extracurriculares, já dispostas no Currículo de Sergipe, quando este detalha as habilidades e competências dos conteúdos sergipanos que sejam ensinados nas escolas. 

 

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