Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
O ano letivo se inicia e, inúmeras ações pedagógicas são pensadas por professores e gestores escolares que se reúnem para elaborar o planejamento anual. E foi num clima de entrosamento, reflexão e diálogo, que no período de 8 a 10 de fevereiro do corrente ano, na Escola Estadual João Paulo II, localizada na rua São Francisco, Alto da Jaqueira, bairro Cidade Nova, em Aracaju (SE), que aconteceu a I reunião pedagógica do ano letivo 2017, a qual teve a participação efetiva dos docentes.
Segundo a diretora da unidade de ensino, professora Suely Ismerim Lima Matos, "a elaboração e execução do planejamento requer organização das intencionalidades, e a equipe diretiva e docentes, ao assumirem seu papel, devem previamente estabelecer uma conexão com a realidade do aluno".
No primeiro dia de encontro, os participantes receberam informações sobre o calendário escolar, a avaliação do desempenho dos alunos em 2016 – constatado por meio dos relatórios avaliativos – , a distribuição da carga horária das disciplinas, diretrizes, objetivos e metas a serem atingidos a curto, médio e longo prazos.
Nessa perspectiva, uma das primeiras ações a serem executadas a curto prazo será a reelaboração do Regimento Escolar e do Projeto Político Pedagógico (PPP).
O coordenador de ensino, Clodoaldo Messias dos Santos, explicou que participar desses momentos de discussões é salutar. "Enquanto agentes transformadores de opiniões, especificamente dentro do espaço escolar e na comunidade, devemos estar mais atentos e conscientes das responsabilidades e atribuições. O aluno é, sem dúvida alguma, o maior motivo de a escola existir", enfatizou.
Clodoaldo Messias acrescentou que todos os envolvidos no processo são conscientes de que a eficiência e a qualidade do projeto de ensino não podem ser confundidas com sua duração. O projeto necessariamente precisa ser ajustado durante o ano letivo e vai ser tão melhor quanto maior for sua capacidade de ser redesenhado conforme as circunstâncias exigirem.
No segundo dia de encontro, as docentes da Escola Estadual João Paulo II assistiram à apresentação do tema: "A importância do registro escrito à luz do diário de classe e do planejamento", ministrado pela professora Márcia Ferreira Santiago Feitosa, técnica pedagógica da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
O momento foi propício para obterem orientações acerca das definições de competências para o manuseio e preenchimento do diário de classe de acordo com a legislação vigente. Com o objetivo de dirimir as dúvidas, foi oportunizada aos docentes uma "oficina pedagógica", com o intuito de eles identificarem, no instrumental apresentado, quais competências não foram observadas quanto ao correto preenchimento do diário de classe.
Segundo Márcia Santiago, para o professor que atua em sala de aula, o registro, quer no diário de classe quer no plano de aula, representa muito mais que a enumeração sistemática de atividades desenvolvidas com a turma. "O registro escrito pode nos dar inúmeros indícios sobre a prática, e cada decisão que foi ou será tomada permite aprimorar o trabalho no dia a dia e adequá-lo às necessidades de aprendizagem dos alunos", afirmou.
Ferramentas indispensáveis
Pautas de observação, notas e diários ajudam a acompanhar o desenvolvimento dos alunos e são ferramentas indispensáveis para que o professor possa refletir, analisar, organizar e reavaliar sua prática, juntamente com o apoio compartilhado do coordenador pedagógico.
A docente Josimara Oliveira Santos, que ministrou aula para o 3º ano do ensino fundamental, em 2016, elabora, durante o ano inteiro, atividades diagnósticas para ver se os alunos conseguiram alcançar habilidades pretendidas num determinado conteúdo. "Com elas, consigo verificar a evolução da turma e ganho dados para fazer avaliações", ressalta.
Após análise minuciosa dos resultados obtidos no ano anterior, as docentes compreendem que para este ano devem manter o foco na leitura, na escrita e na matemática, especificamente.
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Na opinião da professora Suzana Gonçalves de Jesus Alves, a semana de planejamento contribuiu bastante para que ela pudesse se sentir renovada e disposta para mais um ano letivo. “Minha prática em sala de aula certamente não será a mesma, pois agora sei como melhor organizar meu diário e, principalmente, relacionar os conteúdos ministrados a meus registros escritos no dia a dia”, afirma.





