Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
O Centro de Vivências da Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi palco da premiação da XII Feira Científica de Sergipe (Cienart), que teve como destaques escolas da rede estadual de ensino, contempladas em três das quatro categorias, além do inédito prêmio “Meninas na Ciência”, que foi recebido pelo grupo do Centro de Excelência Poeta José Sampaio, de Nossa Senhora do Socorro. Os outros destaques foram o Excelência Profissionalizante Professora Neuzice Barreto, na categoria Palco; o Centro de Excelência Professor Hamilton Alves Rocha, de São Cristóvão, na modalidade “Educação básica em colaboração com o ensino superior”; e o Centro de Excelência Maria Rosa de Oliveira (Tobias Barreto), na modalidade Ensino Médio.
O evento foi realizado na tarde de sexta-feira, 21, e contou com a presença do secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, que saudou os alunos presentes com palavras de incentivo. “Para mim é uma alegria voltar à UFS e dizer que espero que os nossos estudantes, que vieram das diversas escolas do estado apresentar os seus trabalhos, sintam que esta é uma casa construída pelo povo brasileiro para todos; é um lugar de construção da ciência e do conhecimento”, disse.
A Cienart é uma iniciativa conjunta da Associação Sergipana de Ciência e da Universidade Federal de Sergipe. A feira faz parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), da Fapitec e do CNPq. Neste ano foram apresentados 120 trabalhos em quatro diferentes modalidades. Ainda durante a abertura, o vice-reitor da UFS, professor Rosalvo Ferreira Santos, destacou que a universidade é uma casa aberta para todos. “Esta instituição tem a obrigação de permitir que todos tenham oportunidade de frequentar os seus espaços, desenvolver suas habilidades e competências. Defendemos uma universidade para todos, inclusiva, democrática, libertária e sem discriminação. Que nós possamos construir ciência de forma positiva a cada ano, e construir uma sociedade mais igualitária e mais justa”, declarou.
Segundo a coordenadora da Cienart, professora Zélia Soares Macedo, desde a primeira edição a feira recebeu 1.206 projetos de 59 municípios, o que equivale a 80% do estado de Sergipe. Neste ano foram inscritos 250 trabalhos, 140 dos quais foram selecionados. E desse total de 140 selecionados, foram confirmados 120, de 28 municípios diferentes.
Premiação
As equipes premiadas receberam certificado, brindes e bolsas de PIBICJr. No total, foram concedidas 20 bolsas com duração de um ano. Os demais trabalhos indicados pela comissão avaliadora receberam certificados de menção honrosa. O trabalho com maior pontuação na classificação geral ganhou R$ 2 mil, o segundo colocado recebeu R$ 1.500,00 e o terceiro colocado, R$ 1 mil. Todas as três equipes primeiras colocadas deverão utilizar a verba para a realização do próximo projeto, com o compromisso de apresentar o trabalho na próxima CIenart.
Nesta edição, pela primeira vez, a Cienart, juntamente com a Associação Sergipana de Ciências, entregou o prêmio “Meninas na Ciência”. A equipe vencedora foi do Centro de Excelência Poeta José Sampaio, de Nossa Senhora do Socorro, com o projeto “O templo do conhecimento: a história das bibliotecas e a importância da leitura”, orientado pela professora Janaína Couvo Teixeira Maia. Bastante emocionados, os estudantes subiram ao palco para receber o prêmio. “Eu não esperava ganhar essa premiação. Nós fazemos um trabalho cotidiano de incentivo à leitura e, de repente, ver esse projeto sendo reconhecido é algo maravilhoso. É a primeira vez que as meninas participam da Cienart, e receber esse prêmio é extraordinário”, disse a professora Janaína Couvo. A estudante Alana Isabelly, do 8º ano, também comemorou. “Esse projeto foi formado com o intuito de mostrar o que realmente aconteceu com as bibliotecas de antigamente, como a de Alexandria, as da Idade Média, as bibliotecas da família real, entre outras. Estou muito feliz com essa premiação”, afirmou.
Na categoria Palco, a Cienart contou com 19 trabalhos inscritos e 15 finalistas, sendo que em primeiro lugar ficou com o Centro de Excelência Profissionalizante Professora Neuzice Barreto, também de Nossa Senhora do Socorro, com o projeto “Vozes da Resistência”, desenvolvido por alunos do Clube de dança da unidade de ensino. O projeto também ficou em terceiro lugar geral na Cienart. Por meio da música e da dança, os alunos utilizaram a arte como forma de expressão para contar um pouco da história. Conduzida por um narrador, a apresentação contou com intervenções de canções que trouxeram as reflexões estudadas ao longo do processo para provocação e reflexão do público. O projeto teve como orientadora a professora de Arte, Caroline Loureiro Borges. “Estar no primeiro lugar geral no palco é magnífico, mas o terceiro lugar na feira inteira, com tantos projetos de tantas áreas diferentes, é uma forma de dizer ao mundo que a arte é conhecimento; é construção de cidadania. E não conheço nenhum discurso, nenhuma fórmula que toque nas almas e na vida das pessoas como a arte é capaz de fazer”, declarou a professora Caroline Loureiro.
Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, os centros de excelência Deputado Jonas Amaral (Nossa Senhora do Socorro) e Prefeito Joaldo Lima de Carvalho (Itabaianinha).
Outras modalidades
A Cienart contou ainda com a modalidade “Educação básica em colaboração com o ensino superior”, cujo premiado em primeiro lugar foi o Centro de Excelência Professor Hamilton Alves Rocha, de São Cristóvão. O projeto teve como tema “Esponjas verdes absorventes com potencial aplicação na indústria têxtil”, orientado pela professora Patrícia Fernandes Andrade. Bastante emocionada, juntamente com seus alunos, a professora destacou que “a escola ganha visibilidade e motivação para os alunos, porque, ao receberem uma premiação dessa, os estudantes veem que existe um caminho no qual podem ter esperança. A ciência é o conhecimento que vai promover essa transformação e a mudança. É preciso que eles acreditem que é possível fazer a pesquisa no ensino médio”.
Ainda nessa modalidade, o Colégio Estadual Doutor Antônio Garcia Filho (Umbaúba) ficou em segundo lugar, com o projeto “Ecobags de papel de palha de coqueiro – Uma alternativa sustentável para substituir as sacolas plásticas usadas na feira livre de Umbaúba”; e o Centro de Excelência José Rollemberg Leite (Aracaju) em terceiro lugar, com o projeto “Saneantes versus Sars-CoV-2: investigando os fenômenos científicos nesse duelo”.
Outra premiação em que a rede estadual de ensino se destacou foi na modalidade Ensino Médio, cujo primeiro colocado foi o Centro de Excelência Maria Rosa de Oliveira (Tobias Barreto), com o trabalho intitulado “O reaproveitamento da semente da abóbora para produção de café”, orientado pela professora Joyce de Souza Ferreira. Um dos alunos do grupo é o jovem Natanael Santos Silva, do 3º ano, que comemorou bastante a conquista. “Essa premiação é muito simbólica para a nossa escola, até porque o projeto foi desenvolvido a partir da observação de um problema da nossa instituição de ensino. Esse trabalho foi elaborado pelo nosso colégio para reaproveitar a semente e ver a questão da autossustentabilidade. É uma grande honra levar esse prêmio para a nossa cidade e para a nossa escola”, afirmou.
Presenças
A cerimônia de premiação da XII Cienart contou com a presença do pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da UFS, professor Lucindo Quintans Júnior; do assistente técnico da diretoria de engenharia, ciências exatas, humanas e sociais do CNPq, Arquimedes Belo Paiva; da coordenadora executiva de projetos da Fapitec, Stefani Dias; da secretária da Associação Sergipana de Ciências, professora Eliana Midori; entre outros convidados.



















