Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc
Estudantes de três turmas do 5º ano da Escola Estadual Augusto Maynard, situada no bairro São José, em Aracaju, viveram um momento especial na tarde desta sexta-feira, 29. Eles participaram, pela primeira vez, de uma formatura drive-thru. O sistema originalmente criado para a venda de comidas foi adaptado como uma alternativa para a formatura de cerca de 67 alunos em tempo de pandemia.
Este ano, a turma de formandos chamou-se José Augusto Rodrigues Xavier, em forma de homenagem a um aluno da unidade escolar que faleceu depois de ser acometido pela covid-19. Segundo a diretora da escola, Silvana Maria Santos, o Drive Thru Democrático, como foi denominado, recebeu familiares e alunos que poderiam comparecer da maneira que fosse possível: de carro, bicicleta, moto, a pé, ônibus e uber, para citar alguns exemplos.
“Quando os alunos chegam aqui são recepcionados na frente da escola. Eles passam, aí a gente deixa um totem, espera ele tirar foto democraticamente, tem álcool em gel, há todos os cuidados e todo mundo de máscara. A gente está tentando resolver da melhor forma possível, então o aluno recebe uma lembrancinha, bolo, que na verdade a gente fez um bolo simbólico, mas o bolo está indo já acondicionado para não haver a contaminação, além de receber também uma camisa”, explicou a diretora Silvana.
A coordenadora pedagógica da unidade escolar, professora Rose Mary Andrade Santana, acrescenta que, além da recepção aos alunos, eles também receberam o diploma. “Eles são importantes para a gente. Eles estão saindo e muitos estão aqui desde os seis anos de idade. Então, com esse período de pandemia, eles ficaram distantes e a partir deste ano estarão indo para outros lugares, outros ambientes. A gente não poderia deixar passar em branco”, disse.
Para Terezinha Cardoso Quirino, que acompanhava a formatura da filha Weslainny Cardoso Quirino, as dificuldades enfrentadas pelo distanciamento social, sobretudo no ambiente escolar, distante de amigos e professores, causou certa tristeza. Mas com o apoio da escola na condução das aulas remotas, mãe e filha não ficaram desamparadas. “A minha filha foi bem atendida e fez todos os deveres. Eu não tenho do que reclamar porque a escola foi bem atenciosa com ela, só que não é a mesma coisa como é pessoalmente. É um pouco mais difícil, mas deu para superar”, declarou.
A pequena Weslainny Cardoso Quirino estava com brilho nos olhos ao viver esse momento ao lado dos amigos e da mãe Terezinha. Embora tudo tenha ocorrido fora do habitual, distante do que imaginava a criança, a alegria de Weslainny foi predominante. “Eu estou muito feliz de estar aqui, mas não é o que eu imaginava”, disse a menina. Quando questionada sobre do que sente mais falta, respondeu: “Dos colegas, da professora e dos deveres que ela passa no quadro”.
Já o aluno Miguel Assis de Oliveira mostra-se ansioso para iniciar as aulas do 6º ano mesmo sabendo que tudo ainda continuará como foi em 2020. “Não faço ideia de como vai ser a nova escola em que eu vou estudar e nem a nova série, mas muitos dos meus colegas também vão estar lá. Então acho que vai ser muito bom.”
Professora do 5º ano B, Rosângela Bispo S. Silva falou sobre os desafios de lecionar de maneira remota e ainda chegar à conclusão do ano letivo. “Esse foi um ano bem diferente, um ano de superação. Então, nós, juntamente com toda a equipe diretiva, vivemos um momento atípico. Mas como é próprio do professor, sempre tentando superar os desafios. E não foi diferente dessa vez porque juntos conseguimos progredir bastante. Embora com todas as dificuldades, avançamos”, ressaltou.













