Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Evento marca o início dos festejos juninos nas escolas da região
Os festejos juninos das escolas circunscritas à Diretoria Regional de Educação 3 iniciaram-se nesta quinta-feira, 2, com um grande festival cultural, artístico e gastronômico.
O palco do loteamento Luiz Gonzaga, em Itabaiana, recebeu a culminância do Projeto Sabores e Saberes do Agreste de Sergipe, protagonizado por 42 escolas estaduais.
Cada barraca montada no espaço recebeu uma temática trabalhada pelas escolas, a exemplo das danças típicas, dos santos juninos, da história do cangaço, da literatura do agreste, das parlendas, das trava-línguas e adivinhas, do artesanato, da culinária, das danças e da música.
Em uma delas, os cantores Amorosa, Mestrinho, Josa – "O Vaqueiro do Sertão – , Antônio, "o Clone", e Djalma Lobo foram lembrados com uma exposição do histórico de cada um.
A gastronomia popular, principalmente a apreciada no mês junino, esteve presente também nas barraquinhas. Em uma delas o tradicional mungunzá com amendoim foi servido.
O Santo Antônio, santo padroeiro da cidade de Itabaiana, foi lembrado através de estandartes, andores e altares. Candeeiros, moringas, cactos e objetos símbolos do Nordeste brasileiro decoraram o espaço do evento.
Intercâmbio de saberes
De acordo com a coordenação da DRE 3, mais de 2.500 alunos dos 14 municípios compareceram à praça do evento, superando a primeira edição realizada em 2015.
No palco central, a abertura do projeto ficou por conta da diretora da Regional 3, Soraya Rezende, que agradeceu à equipe e aos parceiros pela realização do Sabores e Saberes do Agreste Sergipano 2016.
"É um espaço de socialização e construção de saberes críticos, capazes de garantir outros ambientes que valorizem a interdisciplinaridade, tendo como marco central a valorização e o resgate da cultura do Agreste Sergipano", explicou a anfitriã Soraya Rezende, ao agradecer à Secretaria de Estado da Educação.
Representando o secretário de estado da Educação, Jorge Carvalho, o assessor Everton José dos Santos enalteceu a importância da realização do evento para o intercâmbio de experiências entre escolas e destacou a importância de se resgatarem as histórias do Agreste de Sergipe.
Música, dança e folguedo
O repentista Eronildes de Oliveira Rosa, o Palmerinha da Bahia, iniciou a programação cultural no palco. Logo em seguida, a quadrilha junina Balança Mais não Cai deu o tom junino no ritmo da sanfona, triângulo e zabumba, não deixando ninguém parado.
O estudante e integrante do grupo Ceboleiros Cordelistas, Caio Felipe, disse que o evento é importante por conhecer também as tradições dos outros municípios.
"Ficamos em primeiro lugar na Feira da Ciência e Arte e estamos trazendo o cordel para o evento", disse.
Para a diretora Telma Augusta, da Escola Rotary Dr. Carlos Melo, o projeto é um espaço de integração, socialização e de resgate das tradições.
"É muito importante participar. Aprendemos com os alunos e os alunos aprendem também com as outras escolas e absorvem não só o que foi dado em sala de aula, mas também o que as outras escolas trazem", destacou.
A programação se estendeu durante toda a tarde, finalizando com um grande show de músicos da região. A previsão é de que em 2017 o evento aconteça na mesma data, superando o grande público presente à edição deste ano.


































