Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
O evento foi realizado pelo Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto e contou com 54 projetos de pesquisa
A I Feira de Conhecimento e Arte (Feconart) do Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto, unidade que oferta o ensino médio em integral no município de Canindé de São Francisco, movimento a comunidade escolar durante os dias 10 e 11 de agosto. Foram desenvolvidos 54 projetos de pesquisa nas áreas de saúde, meio ambiente, estética e beleza, engenharias de alimentos, humanas e tecnologia, dentre os quais 49 projetos de bancada e cinco desenvolvidos no palco.
A feira também contou com a participação de duas escolas da rede municipal: Escola Municipal Dr. Augusto do Prado Franco e a Escola Municipal Domingos Gerônimo dos Santos, ambas na categoria fundamental maior. “Foi uma realização grandiosa onde o conhecimento foi a luz que abrilhantou a nossa Feira. Muito engajamento dos nossos estudantes em todo o processo de construção dos seus Projetos e o resultado foi mais que satisfatório”, avaliou a diretora da escola, Edla Heidy.
Ao final do evento, a Feira de Conhecimento e Arte do Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto premiou os 10 melhores projetos na categoria de bancada – Ensino Médio. Na categoria palco e fundamental, foram premiados os dois projetos que mais se destacaram; além disso, o prêmio destaque de cada área para o projeto que apresentou melhor desempenho.
“Um evento como esse traz para a comunidade escolar e sociedade nova perspectiva de que o saber acadêmico pode transformar realidades, através de estudos sistematizados na busca de um problema para ser resolvido através de conhecimento pelos alunos produzidos. É uma ferramenta poderosa de estímulo ao aprendizado, num formato diferente, fora dos padrões de salas de aula”, avaliou o professor, pesquisador e um dos organizadores, Alex Alves.
De acordo com a professora Lark Soany Santos, uma das organizadoras do evento, com a retomada das aulas presenciais no pós-pandemia e em processo de readaptação da rotina escolar, os alunos não se sentiam estimulados a produzir conhecimento e a Feconart surge como um divisor de águas.
“Os alunos começaram a pesquisar, investigar, experimentar e produzir conhecimento de uma forma dinâmica é muito produtiva. Nos últimos dois dias nos vimos a recomposição do conteúdo sendo aplicada na prática quando, por exemplo, os alunos do 2º ano tiveram que retomar os conteúdos de separação de mistura para criar um dessalinizador. Durante o processo de preparação os nossos alunos saíram da caixa que estavam e começaram a enxergar o mundo ao seu redor, começaram a buscar soluções para os problemas reais e assim poder transformar a realidade que vivem”, explicou.
Pesquisa na Escola
Durante os dois dias de feira, foi estimada a presença de cerca de três mil pessoas, vindas das diversas cidades do alto sertão: Monte Alegre de Sergipe, Santa Rosa do Ermírio (Poço Redono), Canindé de São Francisco e Piranhas (AL).
A Feconart foi contemplada com edital de Feiras (SEDUC/Fapitec) 2021 no valor de R$ 5mil. Além disso, também contou com o apoio da Universidade Federal de Sergipe – Campus Sertão. “Foi percebido um grande engajamento dos alunos, a motivação para desenvolverem os trabalhos e como eles focaram e apresentaram os resultados do trabalho. Consideramos um sucesso pela qualidade dos resultados e de público presente”, disse, o professor Alex Alves.






