Gestores escolares da Grande Aracaju dialogam com o secretário de Educação do Estado

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

Em mais um “Diálogo com o Secretário”, ação promovida pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, o gestor da pasta, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho conversou, na tarde dessa quinta-feira, 22, com diretores de escolas da rede estadual circunscritas à Diretoria Regional de Educação 8, na Grande Aracaju. O encontro aconteceu de maneira remota e teve como principal tema de debate “Educação como Política de Estado e indicadores pedagógicos”. A série de reuniões está sendo realizada com todos os gestores escolares de todas as diretorias regionais.

 

O professor Josué Modesto fez a sua explanação mostrando alguns tópicos importantes, sendo o principal a ideia da Educação como política de Estado. O secretário destacou que agora os gestores escolares ocupam esse cargo por mérito próprio, após terem passado por um processo seletivo, com análise de currículo e de proposta pedagógica. “A gestão se afasta da seleção dos seus dirigentes pelos critérios político-partidários, o que antigamente era a prática. Essa foi uma mudança muito importante, e significa que a educação objetiva prover o melhor ensino para todos os nossos estudantes, melhores condições de trabalho para os professores e trabalhadores da educação. Significa ter também gestão preocupada com os indicadores, com o desempenho das escolas, e com o melhor serviço prestado à população”, disse. 

 

A aprovação da lei do Professor Substituto também foi outra conquista comentada pelo secretário. “Uma rede com a nossa complexidade sempre tem a necessidade temporária de professores, para substituir os que, por algum motivo, precisarem se afastar temporariamente da sala de aula”, explicou. Outro ponto de destaque foi a implementação do regime de colaboração entre o Estado e os municípios. “O Estado não pode se responsabilizar apenas por suas escolas. Precisamos também induzir os municípios às melhores práticas. E um exemplo dessa parceria é o Programa Alfabetizar pra Valer. Dos nossos 75 municípios, 74 fizeram adesão ao programa, e enquanto durarem os efeitos da pandemia, vai se estender também às crianças do 3º ano do ensino fundamental”, declarou. 

 

O programa “Educação Mais Conectada”, que direciona aos professores o valor de R$ 5 mil para a aquisição de equipamentos novos de informática ou dispositivos móveis e acessórios, além de R$ 70,00 mensais para a contratação de dados móveis, também foi comentado pelo secretário. “É o reconhecimento de que os professores fizeram uma imersão no mundo digital. É importante alavancar essas tecnologias para melhorar o ensino, mesmo quando retornarmos às aulas presenciais”, disse.

 

Ele falou também sobre algumas ações da Seduc, a exemplo do Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe (Saese), ICMS Social, Programa Sergipe na Idade Certa (Prosic), Educação de Jovens e Adultos (EJA), Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) versus indicadores pedagógicos, entre outras.

 

Diálogo

 

Ainda durante o diálogo com os gestores, o professor Josué examinou alguns indicadores pedagógicos das escolas da DRE 8, como a quantidade de alunos em risco escolar, diários preenchidos e a distorção idade/série. A diretora da DRE 8, Marleide Cruz de Araújo, agradeceu ao secretário pelo encontro e destacou a necessidade do retorno às aulas presenciais para que os indicadores melhorem. “O ano passado foi bem desafiador, por causa da pandemia. Foi um ano de muito aprendizado, muito estudo, escuta e acolhida. Estamos aprendendo a fazer uma gestão de resultados para avançar nos indicadores. Precisamos agora de uma campanha de retorno às aulas presenciais, logicamente respeitando os protocolos de higiene e segurança. Essa é uma necessidade enorme dos professores e alunos”, disse.

 

A diretora Luanne Nascimento, do Colégio Estadual Doutor Carlos Firpo, em Barra dos Coqueiros, falou sobre os indicadores de sua escola. Segundo ela, a participação dos alunos nas aulas online tem estado em torno de 80%. Além disso, após a implantação da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), a distorção idade/série reduziu de 70% para 40%. “Temos feito seminários e pedagogia de projetos para estimular o protagonismo e dinamizar as aulas. Fizemos a revitalização da biblioteca da escola. A gente tem solicitado que os professores pensem em práticas para mobilizar as habilidades com baixo grau de domínio e que precisam ser desenvolvidas. Temos conseguido galgar resultados positivos, principalmente em relação ao engajamento dos alunos”, declarou.

 

Robson Santos Silva, diretor da Escola Estadual Francisco Sales Sobral, em Itaporanga d’Ajuda, também comentou os indicadores da sua unidade de ensino. O ano passado foi de muito aprendizado para todos nós. Acredito que somente com o retorno das aulas presenciais, nós melhoraremos cem por cento. Mas temos feito algumas ações importantes, como a Busca Ativa, trazendo os alunos de volta e mostrando-lhes que as aulas são atrativas”, disse. Exemplo disso são as aulas de gameficação, e também o site da escola, por meio do qual os alunos podem fazer as suas avaliações e receber os resultados na hora, já com o gabarito.

 

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