Governador defende importância da educação para o desenvolvimento do Nordeste

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED


Em evento promovido pelo TCU, Jackson Barreto demonstrou a necessidade de investimentos maciços na educação para a região NE superar as desigualdades em relação às demais regiões

 

O governador Jackson Barreto debateu os desafios e possíveis soluções de desenvolvimento em gestões governamentais no Nordeste, nesta terça-feira, 21, durante o evento "Nordeste 2030 – Desafios e caminhos para o desenvolvimento sustentável".

 

Organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em Fortaleza, capital do Ceará, o encontro acontece no Centro Administrativo Presidente Getúlio Vargas (CAPGV), sede do Banco do Nordeste (BNB), nesta terça, 21, e quarta-feira, 22, e reúne os nove governadores da região, representantes do BNB e do TCU.


Jackson foi um dos palestrantes do terceiro painel do evento, que abordou o tema "Reconstruindo a Confiança no Setor Público para a Implantação de Políticas Públicas Prioritárias em prol do Desenvolvimento Sustentável" e, em sua fala, defendeu a necessidade de investimentos maciços na educação para que o Nordeste possa superar as desigualdades existentes em relação às demais regiões. O painel foi mediado pelo ministro substituto do TCU, Marcos Bemquerer, e contou com a presença dos governadores Flávio Dino (Maranhão) e Renan Calheiros Filho (Alagoas).


"Sem investir pesado em educação, não há como diminuir as diferenças regionais. O desnível é muito grande. Houve melhoras a partir do Governo Lula. Sergipe passou de uma universidade federal para quatro e ampliou, também, o ensino médio profissionalizante, mas ainda é pouco perante as desigualdades históricas", enfatizou, acrescentando que não há como discutir desenvolvimento regional sem discutir o papel da educação; e citou, como exemplo, a Lei do Piso.


"A Lei diz que o Governo Federal é solidário aos Estados e Municípios no pagamento dos reajustes do piso dos professores, mas na prática isso não acontece. Nenhum Estado ou Município recebeu essa solidariedade e, aqui no Nordeste, a maioria não têm as condições financeiras para repassar esses aumentos para toda a carreira do magistério. Se não temos as condições de dar aos professores os salários que eles merecem, como podemos avançar na educação?", questionou.


O governador insistiu no tema durante suas participações e deixou clara sua opinião sobre os incentivos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. "Esse é um outro gargalo. Como podemos avançar na ciência, tecnologia, nas pesquisas e na inovação, se os grandes fomentadores intelectuais como Capes e CNPQ concentram seus investimentos em outras regiões? Quantas bolsas de estudos são direcionadas ao Nordeste?", perguntou Jackson Barreto.


Instituições públicas


No mesmo painel, discutiu-se ainda a importância do fortalecimento das instituições públicas, além da construção de capacidades estatais para regulação e operação de projetos de infraestrutura. Nesse contexto, Jackson Barreto cobrou que se repense o papel da Sudene.

 

"Devíamos orientar nossas discussões para a recriação da Sudene, que sempre foi uma força que congregava todas as demais forças da região e as elevava ao patamar que garantia desenvolvimento", finalizou, destacando a importância do Banco do Nordeste para o crescimento regional. "Temos que amar o Banco do Nordeste pelo grande papel que essa instituição desempenhou e ainda desempenha no desenvolvimento da nossa região".

 

Na ocasião, o governador recebeu medalha comemorativa pelos 125 anos do TCU.

 

Nova discussão

 

O ministro do TCU, José Múcio Monteiro, que é pernambucano, fez um apelo para que os governadores nordestinos unam forças para buscar marcos capazes de desenvolver o Nordeste.

 

"O PIB do Nordeste em 2013 já era maior do que muitos países da América Latina. Juntos, somos fortes. Precisamos buscar estratégias que transformem a força dessa união em melhorias e desenvolvimento para nossa região", disse, informando que o debate começará em Sergipe.

 

"Vamos iniciar essa discussão em Sergipe e depois expandir a discussão para os demais estados nordestinos".

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