Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc
Dentro das atividades da Jornada Pedagógica da rede estadual, que se estende até o dia 11 de fevereiro, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) também vem realizando uma vasta programação sobre a Educação Especial, tendo como público-alvo os professores das Salas de Recursos Multifuncionais. Nesta quarta-feira, 9, durante encontro remoto, os educadores se debruçaram sobre as seguintes temáticas: deficiência visual, cuja palestra foi organizada pelo Serviço de Educação Inclusiva (Seinc), e a importância da avaliação biopsicossocial, sob a coordenação do Centro de Referência em Educação Especial (Creese).
É importante destacar que a programação da Jornada Pedagógica teve início no dia 3 de fevereiro, com o tema “Currículo de Sergipe e Recomposição das Aprendizagens: Acreditar e agir no hoje, e Esperançar no futuro”. As ações formativas da jornada foram organizadas para acontecer de forma híbrida, intercalando atividades presenciais e atividades com suporte de plataformas virtuais. No período de 14 a 18, a Seduc ampliará o momento de planejamento ao participar, juntamente com as diretorias regionais de educação (DREs), da Semana de Planejamento nas Escolas.
De acordo com Lilian Alves, coordenadora do Serviço de Educação Inclusiva (Seinc), a formação “Tecendo Saberes sobre Inclusão, que vem ocorrendo desde a última sexta-feira, 4, já abordou temas sobre as funções do profissional de apoio escolar II e Instrumentais de Trabalho; público de educação especial e instrumentais das salas de recursos; além da palestra autismo e deficiência intelectual. A programação continua nos próximos dias, debatendo a deficiência física e altas habilidades/superdotação, envolvendo todos os professores que atuam na educação especial da rede estadual de ensino”.
Falando sobre a deficiência visual e as estratégias para a condução do atendimento educacional ao aluno cego ou com baixa visão, Anatércia Silva, destacou que o entendimento desse contexto educacional perpassa pela garantia da aprendizagem do estudante. “A perda da visão afeta de modo irremediável a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma e posição; compromete a formação de conceitos; por isso é necessário provocar o interesse e estimular a curiosidade por meio de atividades de vida diária e dentro das possibilidades”, frisou ela.
Dentre os assuntos abordados na palestra estão a conceituação de cegueira e baixa visão, recursos pedagógicos, conceituação de orientação e mobilidade; importância da audiodescrição; auxílio s ópticos, não ópticos e eletrônicos; aplicativos para alunos DV, entre outros. Na ocasião, também foram apresentadas estratégias para identificar se o aluno está tendo dificuldades no processo de aprendizagem, a exemplo da discriminação de detalhes e figura-fundo, organização e estruturação do espaço (locomoção), coordenação visomotora, habilidade manual e leitura lenta.
Avaliação biopsicossocial
Já o momento formativo sobre a importância da Avaliação Biopsicossocial do Aluno público-alvo da Educação Especial: Aprendizagem com equidade foi ministrado pelo professor Anderson de Araujo Reis, coordenador do Creese. Em sua fala, ele ressaltou que a Educação Especial precisa ser construída de forma dialógica e colaborativa. “E esse momento é para que a gente possa conversar, socializar experiências, dividir com vocês nossas ações, e tudo que envolve esse contexto educacional, com foco na aprendizagem com equidade”.
“Falar sobre avaliação Biopsicossocial dentro de uma perspectiva da aprendizagem enche-me de alegria. Trata-se de um instrumento normativo que visa a compreender as especificidades do aluno com deficiência. Quando necessária, a avaliação deve ser realizada por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar; e aí entra o Cresse, que é o setor responsável por esse trabalho na rede estadual de ensino. A equipe que atua nesse atendimento vai considerar os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo, os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, a limitação no desempenho de atividades e a restrição de participação", disse ele, informando que esse procedimento é regulamentado pela Lei Brasileira de Inclusão/Estatuto da Pessoa com Deficiência de 2015.
Além de atuar na avaliação dos alunos da rede estadual que apresentam barreiras no processo de aprendizagem, o Creese também presta assistência aos municípios sergipanos com vistas ao processo de implantação de suas equipes multidisciplinares. Neste sentido, é fundamental que a escola, juntamente com o professor, busque responder à caracterização biopsicossocial, considerando os aspectos psicológicos, psicopedagógicos e fonoaudiológicos. É fundamental que todos os aspectos sejam minimamente respondidos, pois eles servirão de base para o início da avaliação. Mais informações podem ser acessadas no site da Seduc.
O cronograma completo da Jornada Pedagógica pode ser acessado no endereço: https://bit.ly/3uu7Sjg.
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