Josué Modesto participa do Pacto pela Educação e mobiliza as redes estadual e municipais para o Saese

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

 

O secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, participou na manhã desta sexta-feira, 15, de um encontro promovido pelo Pacto pela Educação, integrado pela Seduc, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público de Contas, Undime, Uncme, Fames, entre outras instituições parceiras no regime de colaboração entre Estado e municípios. A reunião foi realizada no auditório da Biblioteca Pública Epiphanio Dória, em Aracaju, e contou com a presença de representantes das secretarias de Educação de 65 municípios sergipanos.

 

O evento foi aberto pela presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Quitéria Barros, que destacou a necessidade da mobilização de todos os municípios em torno da aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe (Saese), que terá início na próxima segunda-feira, 18, e vai até 29 de outubro, bem como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que será aplicado entre os dias 8 de novembro e 10 de dezembro.

 

“Estamos hoje aqui para fazer uma chamada às redes municipais e estadual e a todos os educadores sergipanos, para que participemos dessas avaliações. Precisamos ter um diagnóstico desse momento a fim de que, a partir dele, possamos pensar ações políticas e estratégias para fazer o enfrentamento aos diversos prejuízos criados pela pandemia. Vamos nos debruçar sobre esses indicadores com um olhar cuidadoso, para pensarmos o que fazer a partir dessa realidade”, disse.

 

O secretário Josué Modesto parabenizou os professores pelo seu dia, comemorado nesta sexta-feira, e lembrou das reuniões virtuais que têm sido realizadas a propósito da aplicação do Saese e Saeb. “Toda avaliação provoca certa inquietação e angústia. As circunstâncias não são fáceis, pois estamos, assim espero, em um momento de final de pandemia, com grandes impactos na educação. Tenho convicção da importância de termos um diagnóstico muito preciso de como estamos”, afirmou. Ele lembrou que Sergipe era um dos poucos estados que ainda não tinham uma avaliação própria.

 

Josué Modesto explicou ainda as vantagens do Saese em relação à avaliação nacional. “O Saeb é muito bom, mas ele tem algumas lacunas. Ele é aplicado a cada dois anos, e os gestores e professores não têm acesso aos microdados, a exemplo dos resultados por turma. Precisamos aplicar o Saese, porque a gente necessita ter um retrato detalhado para direcionar as nossas ações e desenhar estratégias de qualidade para uma educação equitativa. Queremos mostrar à sociedade que temos uma dívida acumulada que precisamos resgatar”, declarou. Ele destacou ainda que o Programa Alfabetizar pra Valer foi estendido para as turmas de 3º ano do ensino fundamental enquanto durarem os efeitos da pandemia. O encontro contou ainda com as presenças do superintendente executivo da Seduc, José Ricardo de Santana; da coordenadora de Estudos e Avaliação Educacional (Ceave), professora Joniely Cruz, e da técnica da Assessoria de Colaboração e Assistência aos Municípios (Ascam), Josiane Andrade Santos.

 

Chamamento pelo Saese e aulas presenciais

 

Durante o encontro, o procurador de Contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE), João Bandeira de Mello, reforçou a importância do Saese como medidor da qualidade da educação para levar a novas ações de melhorias na área. “Precisamos de que os resultados aconteçam. Temos que ir medindo os resultados durante o processo e não apenas no final. O Saese foi um dos primeiros pontos que o pacto viu como essencial. Precisamos ter uma fotografia de onde estamos, para que possamos tomar providências. A Seduc está proporcionando isso a todas as redes de Educação, não para estigmatizar ou comparar, mas para que cada município possa saber onde precisa melhorar”, disse.

 

Ainda em sua fala, Bandeira de Mello destacou a necessidade do retorno às aulas presenciais e disse que o TCE não aceitará uma simples decisão de prefeitos de adiar essa decisão.  “A maioria dos municípios já retornou com suas aulas presenciais, mas alguns disseram que só o farão no próximo ano. Todos os estudos técnicos vão no sentido de que a melhor maneira de se difundir o conhecimento e melhorar o desenvolvimento social e intelectual dos alunos é por meio das aulas presenciais. Se o município decide não retornar, essa não deve ser uma decisão simples do prefeito. Tem que ter um motivo e estar muito bem fundamentado, seja por risco sanitário, decisão judicial ou algo que demonstre tecnicamente essa necessidade”, afirmou.

 

O procurador falou também sobre o Índice de Eficiência Educacional, nova ferramenta de controle da Educação em nível estadual que faz uma relação da eficiência do investimento na educação com o resultado pedagógico.

 

Já a conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Susana Azevedo, ressaltou a necessidade da união de todos em prol da educação. “Queremos que nossos filhos e netos tenham uma educação de qualidade. Por isso criamos o Pacto pela Educação, chamando todos os parceiros envolvidos, para fazermos com que a educação de Sergipe seja uma prioridade. Hoje, dia dos professores, eu faço um chamamento para que nós possamos dar a nossa contribuição, a fim de que as crianças tenham um ensino eficiente e de qualidade”, declarou.

 

A coordenadora da Ceave, professora Joniely Cruz, ministrou uma palestra sobre o Saese e Saeb, passando mais informações sobre os sistemas de avaliação. “Qualquer processo de avaliação precisa estar alinhado à Base Nacional Comum Curricular e com o Sistema Nacional de Avaliação. O Saese vai nos fornecer, além dos dados de proficiência e aprendizado, os indicadores de contexto. Por isso os nossos professores e gestores estão, neste momento, respondendo a alguns questionários online. Vamos medir também os impactos da pandemia na vida dos nossos estudantes e no reinventar dos nossos professores no contexto de ensino remoto”, disse.

 

Mobilização 

 

Os secretários municipais de Educação que participaram do encontro se mostraram engajados na mobilização dos seus alunos na participação do Saese. Foi o caso de Fabiana Oliveira, secretária de Santa Rosa de Lima, no Leste Sergipano. “O Saese, esse processo de avaliação pelo qual iremos passar a partir da próxima semana, é uma grande evolução da educação estadual. Esse encontro hoje é para fortalecermos esse vínculo e mostrarmos que todos estamos direcionados a um único processo educacional. Ao todo, em nosso município, 159 estudantes das classes do 2º, 5º e 9º anos participarão dessa avaliação”, disse.

 

A secretária de Educação Perla Nelly Menezes Reboiras, de Campo do Brito, no Agreste Central Sergipano, município onde cerca de 300 crianças participarão do Saese, também falou sobre a importância dessa mobilização. “A gente sabe que esse é um momento decisivo para que possamos avaliar como está o desenvolvimento da aprendizagem dos nossos alunos, além de podermos alinhar as nossas próximas ações para definir um melhor aprendizado para as nossas crianças”, declarou.

 

Ginaldo Lessa, secretário de Educação de Indiaroba, no Sul Sergipano, comemora a união de todos em prol da melhoria da educação. “É importante todos estarmos de mãos dadas com o objetivo de firmar esse pacto pela educação por meio da Secretaria Estadual e das secretarias municipais, além dos órgãos de controle, todos juntos em busca de mais qualidade e mais recursos. O Saese será importante para a vida educacional dos nossos munícipes. Através dos reflexos que ele trará, daremos passos mais firmes e constantes na política educacional”, afirmou.

 

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