Josué Modesto reúne diretores escolares e dialoga sobre o Saese

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

Após uma série de encontros virtuais com gestores escolares das unidades de ensino de toda a rede estadual, o secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, iniciou na tarde dessa terça-feira, 21, o segundo ciclo da ação intitulada "Diálogo com o Secretário". Essa primeira reunião, que aconteceu por meio da plataforma Zoom, contou com a participação de diretores de escolas pertencentes à DEA e às DREs 4 e 1, bem como dos seus respectivos diretores regionais. O evento contou ainda com a participação do superintendente executivo da Seduc, professor José Ricardo de Santana.

 

O secretário discorreu sobre três temas principais: o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Índice de Desempenho Escolar em Sergipe (Idese) e os alunos em situação de risco escolar. Ele mostrou os dados de cada um desses índices por diretoria regional, por município e por escolas, ressaltando os avanços e as projeções para o ano de 2021. Outros pontos de destaque no encontro foi a realização do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe (Saese), que acontecerão neste ano.

 

Ele explicou que a aplicação do Saeb ocorrerá no período de 8 de novembro a 10 de dezembro, para alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental, e para a 3ª série do ensino médio, por meio de um questionário de Língua Portuguesa e Matemática. O 2º ano do ensino fundamental será avaliado de forma amostral, com os testes desses mesmos componentes curriculares, e o 9º do ensino fundamental também passará por avaliação amostral com testes de ciências humanas e ciências da natureza. "É importante lembrar que para obter o Ideb, é obrigatória a presença na avaliação do Saeb de, pelo menos, 80% dos alunos matriculados e de, no mínimo, dez estudantes. Esse é um dos nossos grandes desafios: motivar os alunos a estarem presentes nessa avaliação", explicou.

 

Já o Saese acontecerá no período de 18 a 29 de outubro, com todos os alunos do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio, também nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. "A grande vantagem do Saese é que será realizado anualmente. Como é uma prova nossa, teremos os nossos resultados e as escolas terão, no início do  ano seguinte, um diagnóstico bastante detalhado. A partir da sua aplicação, as escolas poderão calibrar os seus projetos pedagógicos. É um farol a iluminar a nossa trajetória de trabalho em prol da melhoria da educação", disse o secretário.

 

O professor Josué Modesto falou sobre os alunos em situação de risco escolar, que são aqueles cuja frequência esteja inferior a 75% ou cuja média esteja inferior a 5,0 em qualquer componente curricular. Ele ainda reforçou a questão dos protocolos de higiene e biossegurança das unidades de ensino, dizendo que “enquanto as crianças estiverem na escola, elas estarão em um ambiente seguro”.

 

Os gestores de cada uma das diretorias regionais de educação que participaram desse primeiro encontro ressaltaram a importância de mais uma rodada de diálogos com o secretário. "O encontro de hoje foi mais uma oportunidade de debatermos dados que servem como base de projeção para o avanço dos nossos indicadores educacionais. Os gestores escolares, diante dos dados apresentados pelo próprio secretário, puderam refletir e externar sua visão sobre estratégias que possam garantir que suas unidades escolares participem de maneira efetiva das avaliações externas, tanto do Governo Federal, com o Saeb, quanto do Governo do Estado, com o Saese. Esse debate teve como foco o público de estudantes dos anos iniciais. É um marco para a educação sergipana esse encontro no qual o secretário veio diretamente apresentar e construir junto aos seus gestores escolares os caminhos para o sucesso escolar. É um orgulho para todos nós", declarou Franz Russemberg, diretor da DRE 1.

 

Quem também elogiou a iniciativa foi a diretora da DEA, professora Gilvânia Guimarães, ressaltando os pontos debatidos na reunião. "Esse é mais um marco para a história da educação estadual, pois teremos um indicador que será nosso efetivo termômetro, dando-nos uma experiência real do que será o Saeb. Desde o princípio tenho pautado para os nossos gestores escolares que é melhor ter o Ideb do que não ter. Por isso o grande desafio é garantirmos o mínimo de 80% dos nossos alunos presentes à avaliação. O contexto pandêmico trouxe uma maior aproximação entre família e escola. Tenho alertado aos gestores o quanto é importante o retorno presencial das aulas para fortalecer essa relação de confiança, a fim de que os pais estejam levando seus filhos nos dias das provas", afirmou.

 

Já a diretora da DRE 4, Maria Luiza Rodrigues de Albuquerque Omena, agradeceu o momento de socialização com o secretário e reconheceu que todos têm grandes desafios pela frente. "Desde que iniciamos o planejamento de retorno às atividades presenciais, a gente vem analisando os índices alcançados por cada uma das escolas no Ideb. E desde que foram eleitos os indicadores de qualidade da educação do estado de Sergipe, a gente também vem tratando disso juntamente com as escolas. Temos agora grandes desafios a enfrentar, começando por conseguir que as escolas mantenham as condições para receber os nossos alunos, nos aproximarmos mais das famílias, apoiar os professores, fazer o monitoramento constante nos diários eletrônicos, entre outros", disse.

 

Gestores aprovam

 

Os gestores escolares que estiveram nesse segundo diálogo virtual com o secretário aprovaram a iniciativa e destacaram o que vêm fazendo em suas unidades de ensino para melhorar os índices educacionais. Muitos falaram sobre a importância de fazer uma mobilização para que os alunos participem das avaliações. Foi o caso de Vera Maria Hora da Conceição, diretora da Escola Estadual Monsenhor Eraldo Barbosa de Almeida, no município de Capela. “Esse é um momento para debater questões pertinentes da nossa escola, de buscarmos soluções para alguns percalços que enfrentamos mediante a situação de pandemia em que vivemos. Retornamos às aulas de forma híbrida, e creio que o desafio agora é grande, que é o de trazer o nosso aluno para a escola. A Seduc nos dá todo o suporte para que possamos caminhar e direcionamento para que nosso alunado venha a aprender de fato. Nesse período, nós sempre procuramos as famílias, mantivemos o contato, e a maioria concordou que seus filhos voltassem para a escola, com toda a segurança que devemos ter”, disse.

 

A diretora Kátia Novaes Gusmão, da Escola Estadual José Conrado de Araújo, em Salgado, fez uma breve explanação de como a equipe da unidade de ensino vem atuando. “Estamos trabalhando com os alunos de uma forma bem individualizada, com reforço em Matemática e Português, para que possamos minimizar as perdas que os estudantes tiveram durante a pandemia. O número de alunos em situação de risco escolar caiu bastante, principalmente por causa das turmas do Programa Sergipe na Idade Certa, que favoreceram muito na correção da distorção idade/série. Além disso, destaco que o acolhimento socioemocional é importantíssimo para que se reflita em bons resultados nos índices educacionais”, afirmou.

 

Já a diretora Bárbara Ingrid Alves Freire, do Colégio Estadual Professora Judite Oliveira, em Aracaju, destacou a necessidade de incentivar os alunos a participarem do Sistema de Avaliação da Educação Básica, mostrando que isso vai trazer melhoras nos resultados da educação como um todo. “Fizemos reuniões com os pais e mostramos a importância dessa prova do Saeb. Motivamos as crianças a terem um sentimento de pertencimento com a escola. Esperamos que nosso Ideb suba de 4.8 para a nossa meta, que é 5.0”, disse.

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