O Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), continua empenhado para implantar a regionalização da merenda escolar, garantindo segurança alimentar e nutricional aos alunos da Rede Estadual de Ensino. Esta semana, técnicos do Departamento de Alimentação Escolar (DAE/Seduc) estiveram Centro de Excelência Joana de Freitas Barbosa, no município de Propriá, para realizar o teste de aceitabilidade de novos produtos oriundos da Agricultura Familiar.
Segundo Lucileide Rodrigues, diretora do Departamento de Merenda Escolar, todo processo acontece em conformidade à resolução CD/FNDE nº 26 que determina que a Secretaria de Estado da Educação deverá aplicar o teste de aceitabilidade sempre que introduzir no cardápio alimentos novos ou quaisquer outras alterações inovadoras na merenda escolar.
“Participaram aproximadamente 200 alunos. Eles responderam a um questionário contendo todos os pontos de inserção de novos pratos e produtos na merenda escolar. Os participantes testaram a qualidade dos produtos, fizeram toda análise, deram suas opiniões, falaram sobre os gostos, saúde, etc. Além de verificar os alimentos, também foi testada a manipulação, o modo de preparo e como é servido”, afirmou.
A diretora explica, ainda, a ação tem o objetivo é inserir novos produtos no cardápio das escolas, inicialmente, que ofertam o ensino em tempo integral das Diretorias Regionais de Educação 1 (Sul Sergipano) e 6 (Baixo São Francisco). “Já começamos a aplicar o teste em Indiaroba e, agora, fomos a Propriá. Caso os produtos sejam aprovados pelos alunos, serão inseridos filé de camarão, pão de macaxeira, arroz tipo 2 e leite de coco, já que a regiões são providas desses itens com qualidade e acessibilidade de aquisição. Todo processo é acompanhado por técnicos da Seduc, entre eles, nutricionistas, e comissão de agricultura familiar”, complementou.
Para o secretário de Estado da Educação, Zezinho Sobral, o foco é mostrar a potencialidades que as nossas atividades podem ofertar para agregar à alimentação escolar da Rede Estadual de Ensino, a exemplo da cultura do camarão, do arroz, dentre outros. “Proporcionar o teste de aplicabilidade é dar a oportunidade para o estudante escolher o que deseja na merenda escolar. É um grande incentivo para quem produz e comercializa, além de proporcional segurança alimentar e valor nutricional. A gestão democrática também passa pela alimentação escolar, onde o aluno prova e escolhe se aquele produto é o que ele deseja no cardápio escolar”, afirmou.