Professores do Colégio Estadual John Kennedy produzem Videosflix e força tarefa em disciplinas de ciências exatas

Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc

 

Muitas maneiras de ministrar uma aula estão sendo recriadas desde o início do isolamento social em razão da pandemia do novo coronavírus e, consequentemente, a suspensão das aulas presenciais nas instituições de educação de Sergipe. Professores, gestores, alunos e familiares estão em processo de adaptação às novas metodologias de ensino, aprendizagem e participação empreendidas pelos agentes educacionais envolvidos na rotina escolar de todo o aluno da Rede Pública Estadual de Ensino.

 

O professor José Wesley, que leciona as disciplinas de Química e Práticas Experimentais do Ensino Médio em Tempo Integral, ofertadas no Colégio Estadual John Kennedy, localizado no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, resolveu desenvolver o que chama de Videosflix, uma série de videoaulas que exibem na tela as explicações dos assuntos que irá discorrer durante a aula, e, no canto superior esquerdo, a própria imagem, método bastante utilizado para remontar o espaço da sala de aula.

 

Wesley também faz parte da equipe do Currículo de Sergipe, contribuindo com gravações de aulas do Ensino Fundamental II, que são postadas no canal do Youtube “Educação Sergipe” e portal Estude em Casa. Paralelamente, o Videosflix surgiu para apoiar a aprendizagem da unidade em que Wesley ministra aulas, de modo a oferecer uma interação mais pessoal, considerando a afinidade do professor com os alunos.

 

As aulas atendem aos conteúdos de Química, por série, buscando focar e deixar claro para o aluno que foram selecionados os assuntos mais cobrados em provas de concursos e vestibulares; bem como contemplam as normas e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O professor Wesley acredita que existem procedimentos em videoaulas encontradas na internet, cujo conteúdo não explora com mais profundidade.

 

"Espera-se que o aluno já saiba realizá-los. Pensando nisso, não venho inovar ou competir com outro profissional que já tem mais habilidades do que eu em gravações. Basta acessar os principais canais de Química no Youtube; mas projetar aulas mostrando com calma e ilustrações coloridas, na tentativa de chamar atenção, relacionando assuntos de matemática com química e física, algo que pode ser encontrado de forma fragmentada na internet", explica Wesley, enfatizando a boa devolutiva dos alunos ao conseguirem compreender temas e procedimentos de química nas aulas não presenciais.

 

Além disso, os professores das áreas de Ciência da Natureza e Matemática realizaram uma força tarefa após identificarem a dificuldade dos alunos do Ensino Médio em relação aos procedimentos específicos de Matemática, que farão avançar o aluno na interpretação das fórmulas.  Assim, os docentes intensificaram as explicações em regras de soma, multiplicação, potência, fração, aplicadas às realidades específicas das fórmulas de Química e Física.

 

Wesley exemplifica: “Em um cálculo que tenha dados em parênteses, potência, raiz, soma, divisão, quem deve ser executado primeiro? Outra coisa, há muitos procedimentos químicos e físicos que se o aluno entender bem a regra de três, nem sempre precisará decorar a fórmula”. Também foram propostas práticas experimentais, algumas das quais foram realizadas em casa, outras em formato de um minirrelatório.

 

Por conta disso, nas reuniões com os líderes de turmas, os alunos relataram uma maior satisfação nas semanas que foram aplicadas à força tarefa. "Alguns até comentaram que tinham gosto de estudar assim, vendo e entendendo a relação de procedimentos de matemática aplicados nessas e em outras disciplinas", relatou o professor Wesley. Todo material é divulgado em salas virtuais no Google Classroom, grupos específicos por disciplinas no Whatsapp e reuniões via Google Meet.

 

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