Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
A elaboração de projetos escolares e a participação em projetos de iniciação científica foram temáticas abordadas no Encontro Formativo Diálogos sobre Projetos Escolares, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional/Serviço de Apoio ao Desenvolvimento Estudantil (Dase/Seades). A transmissão aconteceu na manhã desta quinta-feira, 22, por meio do canal do YouTube Educação Sergipe, e contou com a participação de professores, gestores e alunos da rede estadual de ensino que compartilharam as suas experiências e conhecimentos sobre projetos escolares.
O encontro foi mediado pela estagiária do Seades, Paula Renata, e a abertura foi feita pela coordenadora Danielle Virginie, que falou sobre a importância dessa conversa. “Pensamos em um evento completamente delineado para tratar desse tema, desde o início da elaboração do projeto, até o resultado final, que é o impacto que ele causa na vida dos alunos. A gente entende que para um projeto ser executado com sucesso na escola, a equipe gestora precisa estar extremamente alinhada com a metodologia. Espero que, conhecendo os caminhos, a gente tenha um retorno bastante positivo dos professores e alunos que queiram trabalhar com projetos”, disse. A coordenadora lembrou ainda que existem editais de fomento fixos no âmbito da Seduc, como por exemplo o Profin Projetos. Segundo ela, no ano passado 144 projetos foram selecionados para receber o fomento de mil reais para a execução desses trabalhos.
A primeira participação do encontro foi de Nallanda Martins, ex-aluna do Centro de Excelência Doutor Antônio Garcia Filho, de Umbaúba. Ela participou em 2019 da elaboração do projeto "Casa de Farinha: da mandioca ao bioplástico", orientada pela professora Darcylaine Martins. Ela e sua equipe participaram de feiras científicas nacionais e regionais e conseguiram premiações em diversas categorias. “Isso trouxe resultados incríveis na minha vida. Agora estou iniciando a graduação e já fui convidada por um dos professores para uma pesquisa acadêmica na universidade. Isso mostra a importância da iniciação científica, principalmente nos colégios públicos. Consegui aprender química ambiental e história de uma forma interdisciplinar, resolvi alguns problemas ambientais existentes na minha cidade. Isso teve um grande impacto para mim, pois me desenvolvi muito de forma acadêmica, pedagógica e pessoal. Espero que mais alunos tenham a oportunidade e que também queiram desenvolver iniciação científica em suas escolas”, declarou.
Stefani Romano, representante da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), também participou do encontro e falou sobre os diversos editais lançados pela instituição e destacou que há um acordo com a Seduc que prevê o lançamento de editais de apoio a projetos na rede estadual de ensino. Ela ainda mostrou um passo a passo de como submeter uma proposta de projeto por meio do site da Fapitec. “Eu fico entusiasmada com o depoimento da aluna porque a gente vê que o trabalho feito pela gente não é em vão. A gente não imagina o quanto esses projetos estão chegando aos alunos e o quanto estes estão se desenvolvendo”, disse.
Compartilhamento de experiências
Professores e gestores conversaram sobre suas experiências com editais e projetos escolares no âmbito da rede estadual de ensino. Foi o caso de Jadson Teles, gestor do Centro de Excelência Arquibaldo Mendonça, de Indiaroba. Ele conta que sua unidade de ensino está começando a implementar uma gestão voltada para os projetos escolares. “Sempre entendi a necessidade de se fomentar um olhar pedagógico sobre esse horizonte dos projetos escolares. Eles criam uma cultura de pesquisa, estudo e autonomia dos estudantes; criam um vínculo necessário e maior entre professores, alunos e a escola. E também criam nas escolas uma identidade muito forte que acaba contagiando toda a comunidade. Os alunos que se engajam em projetos escolares acabam, em sua maioria, sendo aprovados em universidades, se interessam mais pela ciência e têm um grau de percepção maior sobre a sociedade”, declarou.
A professora Laís Menezes atua no Centro de Excelência Edélzio Vieira de Melo, em Santa Rosa de Lima. Ela destacou que os projetos são algo que movimentam a comunidade escolar e a cidade como um todo. “Os pais se sentem orgulhosos, os alunos e professores que participam acabam se tornando referência para outros, e isso é um estímulo para que outros participem. O nosso município é pequeno, sem muitas expectativas, e quando um projeto está sendo desenvolvido, amplia-se o campo de visão dos alunos em relação a outros cursos e outras áreas”, afirmou.
Darcylaine Martins, que foi a orientadora da aluna Nallanda Martins, do Centro de Excelência Doutor Antônio Garcia Filho, disse que trabalhar com projetos de pesquisa é algo importante para os alunos, pois tira-os da rotina de sala de aula, traz elementos do cotidiano do estudante para o aprendizado, e dá sentido aos conteúdos vistos durante as aulas. Em sua apresentação, ela mostrou as principais etapas para a elaboração de um projeto. “É importante escolher o conteúdo a ser trabalhado, conversar com os alunos para conhecer a realidade de cada um, escolher um tema gerador dentro da abordagem STEAM, realizar visita pedagógica para aula inaugural do projeto, fazer os alunos explorarem o local e vivenciarem na prática os conteúdos. Após tudo isso vêm a culminância e a divulgação para a comunidade”, explicou.
A professora Lark Soany, do Colégio Estadual Dom Juvêncio de Britto, em Canindé de São Francisco, destacou a importância da participação dos alunos em Projetos de Bancada e, em especial, na categoria Projetos de Palco, que tem na Cienart. “Essa categoria é o momento de a gente valorizar os talentos e habilidades dos alunos, não só na parte científica como também artística”, disse. Ela mostrou também um passo a passo de como a escola submete projetos em eventos ou editais, nas feiras científicas de que participa. A professora ainda citou alguns editais que estão abertos, como a Febic, Ciência Jovem, Desafios Criativos da Escola, e Respostas para o Amanhã.







