Por Lívia Lessa
Fonte: ASCOM / SEED
Por Lívia Lessa
A Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Serviço de Educação em Direitos Humanos (SEDH), participou na manhã desta segunda-feira,7, dos debates e grupos de trabalho do I Colóquio sobre Educação Inclusiva e Cidadania. O evento aconteceu no auditório Promotor de Justiça Valdir de Freitas Dantas, localizado na sede do Ministério Público de Sergipe (MP), em Aracaju.
O encontro é uma iniciativa MP realizado em parceria com a Seed, Secretária Municipal de Educação de Aracaju (Semed), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Prefeitura de Aracaju, Conselho Estadual de Educação (CEE) e Conselho Municipal de Educação. O I Colóquio sobre Educação Inclusiva e Cidadania teve o objetivo de fomentar o debate a respeito de métodos e técnicas educacionais que possam contribuir para a inclusão de todos os cidadãos, independente de quaisquer restrições e condições.
Durante o evento, a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e diretora do SEDH/Seed, professora Josevanda Franco, representando o secretário de Educação, professor Josué Modesto, informou que a rede estadual atende 2.324 estudantes com deficiência.
"A Seed conta com um total de 127 salas de recursos multifuncionais espalhadas pelo Estado. Nestes espaços, são atendidos os alunos que necessitam de um acompanhamento que favoreça o desenvolvimento pessoal e colabore no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, disponibilizamos tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). A nossa proposta e objetivo é que Secretaria amplie esta política de atendimento para inserir todos aqueles que dialeticamente estão excluídos", ressaltou Josevanda Franco, ao informar que o Governo de Sergipe cumpre com o que determina a Lei e que os professores passam constantemente por cursos e formações continuadas.
I Colóquio sobre Educação Inclusiva e Cidadania
Ainda conforme destaca Josevanda Franco, I Colóquio sobre Educação Inclusiva foi pensado justamente para oferecer um espaço de discussões e reflexões. "Participam do evento os operadores, professores das salas de recursos multifuncionais, os docentes do ensino regular, ou seja, todos aqueles que atuam na educação de uma maneira geral para que possamos fortalecer essas ações que asseguram a todos, especialmente crianças e adolescentes com deficiência, o direito de acesso e permanência na escola. Todo o trabalho está voltado para a disseminação e fortalecimento das Políticas Públicas que estão relacionadas e que foram apresentadas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de julho de 2015", explicou.
Para a promotora de justiça e diretora do Centro Operacional de Direitos Humanos, Berenice Andrade de Melo, o apoio e a colaboração de todos os parceiros para a realização do evento foi muito importante. "Precisamos oferecer todos os educadores o suporte necessário para que os estudantes com deficiência desenvolvam as suas potencialidades, habilidades e competências", declarou.
O Colóquio contou com a palestra intitulada "Inclusão da pessoa com deficiência no trabalho e aprendizagem profissional", ministrada pelo auditor fiscal do trabalho do Rio Grande do Sul, Rafael Faria Giguer. Durante a apresentação, o palestrante destacou que o trabalho e a educação são essenciais para que as pessoas com deficiência não se sintam excluídas.
"Considero como de extrema importância a realização de eventos como este para troca de experiências e informações. É uma forma de fortalecer cada vez mais as Políticas Públicas e ainda pensar na educação numa perspectiva mais ampla que perpassa por uma construção social", frisou Rafael Faria Ginguer.
A vice-reitora da UFS, Iara Maria Campello Lima, destacou que embora já tenha ocorrido mudanças na sociedade, ainda tem muito que avançar no que se refere à inclusão. "Este ano, 60 alunos com deficiência entraram no nível superior. Ainda não é um indicador ideal, mas historicamente este número vem crescendo. Na UFS contamos com 386 estudantes com deficiência em todos os cursos", anunciou.
De acordo com a presidente do CEE, Luana Boamorte, encontros e iniciativas como esta é de extrema importância não só no que tange o fortalecimento das políticas públicas, mas para pensar em ações e estratégias que promovam avanços. "É necessário que se criem espaço para discutirem acerca da educação nesta perspectiva inclusiva. O Conselho Estadual de Educação fez parte da comissão organizadora do Colóquio e esperamos que os participantes cada vez mais se apropriem de informações sobre este universo", reconheceu.
Presenças
A mesa de abertura do evento foi composta pelo procurador geral de justiça, José Rony da Silva Almeida; procuradora de justiça e coordenadora geral do MP, Ana Christina Souza Brandi; diretor da Escola Superior do MP, Newton Silveira Dias Júnior; promotora de justiça e diretora do Centro Operacional de Direitos Humanos, Berenice Andrade de Melo; auditor fiscal do trabalho do Rio Grande do Sul, Rafael Faria Giguer, vice-reitora da Universidade Federal de Sergipe, Iara Maria Campello Lima; presidente do Conselho Estadual de Educação, Luana Boamorte; presidente do Conselho Municipal de Educação, Maria José Guimarães Vieira; professora da UFS, Rita de Cássia Santos Souza; vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e diretora do SEDH/Seed, professora Josevanda Franco; vereador, Lucas Aribé, presidente da Federação das Escolas Particulares de Sergipe, Joaquim Macêdo; e a secretária municipal de educação, Maria Cecília Tavares Leite.

























