Programa "Estudante Monitor" combate evasão escolar e fortalece o protagonismo

Por Arthur Dias/ Estágiario
Fonte: Ascom/ Seduc

 

Iniciativa inovadora da rede pública estadual beneficia 5.423 alunos e alcança resultados positivos na educação básica através de ações promovidas pelos próprios estudantes nas salas de aula

 

Com as finalidades de combater a evasão escolar e potencializar o desempenho dos alunos da rede pública estadual de ensino, o programa Monitoria Estudantil para a Educação Básica, popularmente chamado de “Estudante Monitor”, ofertado pelo Governo de Sergipe, é formado por estudantes das escolas públicas estaduais e têm suas vagas distribuídas por todas as Diretorias Regionais de Educação (DREs), mediante autorização do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase) da Seduc.

 

O Programa Estudante Monitor é implementado com o objetivo de enfrentar os desafios diários e complexos do ambiente escolar, os quais têm um impacto direto nas experiências dos alunos e nos resultados educacionais esperados. O programa busca abater os efeitos negativos dessas dificuldades ao criar oportunidades para soluções coletivas que fortaleçam o senso de comunidade escolar e é dividido em dois grupos: a Monitoria em Desempenho Escolar e na Busca Ativa e o Transporte Escolar.

 

A Monitoria em Desempenho Escolar é ofertada aos estudantes do ensino fundamental e médio. Sob a supervisão de um professor orientador, os monitores estimulam a participação de estudantes no processo educacional, além de promover um ambiente de compartilhamento por meio da interação entre estudantes e também na contribuição na melhoria do desempenho escolar dos tutorados e dos demais estudantes envolvidos.

 

Já na Monitoria em Busca Ativa e Transporte Escolar, o monitor criará uma rede de apoio entre a escola e o aluno para atividades de supervisão e de promoção de convivência, além de fortalecer o ambiente escolar como um local de segurança adicional para o transporte escolar. Ele atuará no acompanhamento de estudantes durante o itinerário realizado pelos ônibus escolares, de modo a contribuir para a manutenção de um ambiente de cooperação coletiva, observando comportamentos, ausências e reportando situações à gestão do colégio.

 

Neste ano, o “Estudante Monitor” bateu número recorde de selecionados – 5.423 no total – e as atividades tiveram início no dia 3 de abril.  Segundo informações do Dase, o programa é atualmente composto por aproximadamente 6 mil estudantes monitores, cuja atuação nas atividades de monitoria beneficia cerca de 60 mil  alunos matriculados, nas quase 200 escolas que aderiram ao Programa Estudante Monitor. Os participantes recebem o benefício de R$ 439,00 (R$ 250,00 + auxílio-transporte no valor de R$ 189,00).

 

Colégio destaque

 

Uma das referências do “Estudante Monitor” na rede de ensino público de Sergipe é o Colégio Estadual Tobias Barreto. A escola, que é circunscrita à DEA, tem 32 monitores (30 de Desempenho Escolar e dois de Busca Ativa) que promovem as ações dentro da comunidade escolar. Uma das estudantes monitoras é Kamile Vitória, do 3º Ano D, que explicou as funções desempenhadas por ela e por seus colegas, que servem como referência e exemplo de dedicação e comprometimento para o restante dos alunos do Tobias Barreto.

 

“Das atividades, as que mais fornecemos informações são os relatórios de frequência em sala de aula para a escola, assim como auxiliar os estudantes que têm dificuldades em algumas matérias com revisões, por exemplo”, citou Kamile. “Esse projeto foi excelente. Ele não só ajudou o âmbito escolar, mas também aos alunos em sala e também a mim. Eu aprendo tanto como pessoa quanto como discente. A partir da dedicação e comprometimento com o projeto de todos nós estudantes monitores, criamos esse protagonismo para nós”, complementou.

 

Em adição, a professora Silvia Maria, atual gestora do Colégio Tobias Barreto, explicou que o projeto mudou o comportamento dos estudantes, muito por conta dessa criação de um protagonismo como forma de fomentar a responsabilidade e a liderança dentro de cada um. “Para a educação, isso é muito necessário. O aluno tem que ser sempre o protagonista do trabalho que é produzido na escola. Vendo o grande interesse dos alunos em quererem participar, nos dá ainda mais vontade de seguir o projeto e, quem sabe, isso reflita em outras escolas públicas”, afirmou Silvia.

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