Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), reuniu na manhã desta quarta-feira, 31, as professoras Isabella Santos, chefe do Serviço de Ensino Médio; e Gisele Pádua, coordenadora do Pré-Universitário Seduc, em uma live intitulada “Saiu a nota do Enem. E agora?”, transmitida pelo Instagram @educacaose, para apresentar as principais dicas referentes às notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As notas do Enem 2020 foram divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) na terça-feira, 30, e agora é o momento de avaliar as possibilidades de inserção ao Ensino Superior a partir da escolha de dois cursos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cuja inscrição acontecerá entre os dias 6 e 9 de abril. É o Sisu que seleciona os estudantes para as universidades públicas de todo o país, desde que a instituição faça o termo de adesão, em detrimento de instituições de ensino superior públicas que optam por realizar um processo seletivo próprio.
Em Sergipe, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) comumente adere ao Sisu, mas este ano os estudantes ainda aguardam a publicação do termo. Enquanto não é divulgado, as professoras Isabella e Gisele apontam alguns caminhos para que o estudante crie uma estratégia a fim de alcançar uma vaga na universidade pública.
Para começar, a professora Gisele convida os estudantes que ainda não são membros do Zap do Pré a entrarem para o grupo e ficarem cientes de todas as informações essenciais sobre o Enem e o Sisu neste primeiro momento. Basta acessar o link que está na bio do Instagram @preuni.seduc e que também pode ser acessado a seguir: https://linktr.ee/preuni.seduc, clicar na opção do Telegram e tirar todas as dúvidas.
“Ao iniciar as inscrições do Sisu é o momento de ficar ligado na nota de corte que muda o tempo inteiro. Nós sugerimos que os estudantes não escolham cursos díspares. Por exemplo: Educação Física na primeira opção e Engenharia Civil na segunda. Considerando que a nota de corte de Engenharia Civil é superior à de Educação Física, é recomendável que o curso da segunda opção tenha uma nota de corte menor, ou seja, menos concorrido”, explicou Gisele, destacando que diante disso as chances de aprovação em uma das opções são maiores. Quando o termo de adesão ao Sisu for divulgado pela universidade de interesse do aluno, ele deve verificar a nota de corte mínima do curso pretendido, assim é possível ter uma noção se o candidato alcança a aprovação ou não.
Para avaliar as opções de curso, o estudante precisa calcular a média. De acordo com Gisele Páudia, o cálculo é feito da seguinte forma: com as notas das áreas de conhecimento em mãos, multiplica-se pelo peso de cada uma delas, soma e multiplica por 10. O resultado dessa conta é a média. É a partir do conhecimento da média que o estudante vai acompanhar a nota de corte equivalente ao curso que deseja escolher na primeira en a segunda opção do Sisu.
A professora Isabella destacou também que os estudantes precisam usar as notas com estratégia. “O ideal é estabelecer a estratégia antes dos editais saírem, e ter em mente o que você quer para entrar na universidade. Essa estratégia deve estar muito bem encabeçada pelo estudante”, salientou. Ela lembra que a nota de corte muda o tempo inteiro, tornando a aprovação ou a reprovação possível mediante as oscilações da nota de corte de cada curso.
Para além das notas do Enem, as professoras também destacaram durante a live que a lista de espera é um processo tão importante quanto a inscrição e que não é automático. O estudante precisa manifestar interesse em permanecer na lista de espera porque as universidades lançam várias listas ao longo do ano. Caso o estudante não alcance o objetivo de entrar para a universidade pública, as professoras lembram que ainda iniciarão os prazos do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que também são meios de garantir a inserção ao Ensino Superior.



