Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Debates giraram em torno da questão da preservação da água
Por Ítalo Marcos
Uma troca de experiências e diálogos sobre educação ambiental. Assim foi a oficina preparatória para a V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada na manhã desta terça-feira, 6, no auditório da Biblioteca Pública Epifânio Dória, em Aracaju. O evento foi destinado a representantes de secretarias municipais de educação e contou com alguns convidados, como a presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Rosa Cecília Lima Santos.
A oficina foi conduzida pelas técnicas de referência em Educação Ambiental do Serviço de Educação em Direitos Humanos da Seed (SEDH), Cristiane Barreto e Maria Aparecida dos Santos Passos. O projeto da Conferência é mobilizar todas as escolas das redes públicas e privadas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Durante a oficina, foi mostrada uma apresentação do Programa "Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas", que é o tema da conferência neste ano. Houve também apresentação da atuação do Comitê de Bacias do São Francisco sobre o cuidado com a água.
"Esse é um momento preparatório para que as escolas sejam mobilizadas a realizar a conferência nas unidades de ensino. Ela será realizada em quatro etapas: oficinas preparatórias, oficinas nas escolas, etapa estadual e etapa nacional. A estadual será realizada até 9 de maio, e a nacional de 15 a 19 de junho em Brasília. Estamos na fase das oficinas preparatórias, mobilizando o estado", explicou Cristiane Barreto.
O assessor do SEDH, Pedro Santana Santos, esteve presente no evento e destacou a importância da conferência para a juventude. "A Conferência é uma política pública que tem um alcance na perspectiva de trabalhar nas escolas o protagonismo dos adolescentes, dar a voz a eles. É muito importante porque coloca a comunidade para discutir com os alunos qual é a forma de intervenção a partir do eixo-temático da conferência, que nesse caso é a água. Sabemos que a água é um bem precioso e temos hoje rios poluídos. Devemos nos perguntar o que é que podemos fazer para proteger esse recurso hídrico que é extremamente necessário para a manutenção da nossa vida", disse, afirmando ainda que os jovens terão um espaço para levar os projetos ao conhecimento de um coletivo maior de várias realidades até chegar no âmbito nacional.
Conscientização e protagonismo
Os participantes da oficina destacaram a importância da Conferência para estimular a conscientização e o protagonismo juvenil. Foi o caso de Ronaldo Oliveira, secretário de Educação de Itaporanga D´Ajuda. "É necessário fazer com que os nossos alunos tenham a conscientização voltada para a preservação do meio ambiente, principalmente no tocante ao tema da conferência, para a valorização de como utilizar a água de forma correta. É muito relevante os nossos professores lançarem essa conscientização aos nossos alunos", declarou.
Rosa Cecília Lima Santos, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, disse ser primordial despertar nos jovens o respeito à água e o seu uso sustentável. "Temos que mostrar não apenas o valor econômico da água, mas também o valor que ela tem para a qualidade de vida e a sobrevivência das espécies. É muito importante trabalhar isso com os jovens, pois eles têm o poder de multiplicar os conhecimentos", afirmou.
A professora de biologia Amanda Vieira Batista, que é coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação de Itabaianinha, também destacou que a conferência vai trabalhar a questão do protagonismo juvenil. "Esse é um momento bastante válido porque o aluno começa a perceber a problemática ambiental partindo da própria escola. A partir disso, ele começa a pontuar o que fazer para resolver esses problemas", disse.
Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente
A V CNIJMA é um processo dinâmico de diálogos e encontros voltados para o fortalecimento da cidadania ambiental nas escolas e comunidades a partir de uma educação crítica, participativa, democrática e transformadora.
Por meio da Conferência, a comunidade escolar abre um amplo debate coletivo, tendo como referência: "Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas de Sergipe", possibilitando, deste modo, a realização de ações pedagógicas com foco na resolução de problemas socioambientais e na valorização do protagonismo de adolescentes e jovens.
Estão aptas a participar do processo de Conferência, as unidades educacionais cadastradas no Censo Escolar 2017 que tenham ofertado pelo menos uma turma do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, das redes estadual e municipais, privadas, urbanas e rurais, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural.
Durante a etapa de Conferência nas Escolas todos podem participar sem restrição de faixa etária, no entanto, nas etapas seguintes (Estadual e Nacional), os/as delegados/as ou seus suplentes deverão ter entre 11 e 14 anos no período da Conferência Nacional, a realizar – se em junho de 2018, em Brasília (DF).
Caberá aos estudantes, numa relação pedagógica com seus professores, elaborar projetos de ação na escola e apresentá-los por meio de materiais de educomunicação, tais como: jornal, vídeo, panfletos, jornais, blogs, programa de rádio, fotografia dentre outras possibilidades de se comunicar para divulgar a ação de sustentabilidade proposta pela escola.








