Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
Estratégias efetivas em casos concretos e de ameaça às escolas foram tratadas com gestores da educação e da segurança pública de 11 munícipios sergipanos
A união de forças entre a Educação e a Segurança Pública tem possibilitado aos gestores escolares das redes públicas e privada repensar estratégias efetivas de implementação da cultura de paz no ambiente escolar e no entorno dele. Representantes das polícias Civil e Militar, das Guardas Municipais, do Corpo de Bombeiros, diretores, coordenadores e gestores escolares, representantes das escolas particulares, presidentes dos conselhos escolares, dos grêmios estudantis, conselheiros tutelares e autoridades religiosas estiveram reunidos nesta terça-feira, 18, em Estância, para alinhar perspectivas de segurança no ambiente escolar e cultura de paz em onze municípios do Sul sergipano.
O encontro foi promovido pela Diretoria Regional de Educação 1 e é o primeiro de uma série de eventos planejados por técnicos da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc), em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), nas dez regionais de educação do estado.
Na programação, o encontro teve dois momentos: a primeira mesa de trabalho intitulada “Segurança” e a segunda mesa, “Cultura de Paz”. No primeiro momento os integrantes da mesa levaram informações aos gestores de como, quando e a quem recorrer em casos concretos e possíveis ameaças. O tridígito de emergência das polícias Militar e Civil foi socializado somente para gestores, além dos protocolos de segurança.
Conduzida pelo diretor da DRE 1, professor Franz Russemberg da Silva, a mesa de trabalho foi composta pelo delegado da DAGV de Estância, Marcos Garcia; o tenente-coronel do 6º Batalhão de Polícia Militar, William Nascimento; coronel Enílson Aragão, secretário municipal da Defesa Social e Cidadania de Estância; do tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar, Carlos Alves; dos comandantes das guardas municipais de Itabaianinha e Estância, Dulcilene Laureana e Raimundo Souza, e do representante do Núcleo de Segurança da Seduc, José Wilson Barroso.
“São várias mãos que podem nos auxiliar para garantir o devolver da sensação de segurança e bem-estar em nossas escolas, buscando aquilo que há de maior: o conhecimento”, disse Franz Russemberg.
Todos foram unânimes ao destacar que a comunidade escolar pode ficar tranquila, haja vista que os possíveis casos de ameaças foram detectados, monitorados e não passaram de “brincadeiras de mal gosto” e propagação pelas redes sociais e grupos de notícias falsas.
“A comunidade escolar pode ficar tranquila. Nunca tivemos uma parceria tão fortalecida entre Educação e Segurança Pública. Todas as forças unidas no combate à desinformação, primeiramente, e a qualquer tipo de agressão à escola, quer seja ela por ameaça ou por fatos concretos. Seguíamos o fluxo, mas com a intensidade de um trabalho necessário e que deve ser feito, fortalecendo os gestores escolares e os estudantes para que também a boa informação chegue e combata as ameaças que são as fake news”, afirmou Franz Russemberg.
A segunda mesa denominada “Cultura de Paz” foi mediada pelo coordenador pedagógico da DRE 1, Antônio Neto, com o intuito de replicar os protocolos de segurança e levar estratégias de cultura de paz, como medidas preventivas, realização de rodas de conversas, formação para professores e o projeto do governo Acolher, que levará psicólogos e assistentes sociais para as escolas estaduais de Sergipe.
“Que não seja somente no momento que estamos passando, mas estamos sendo convidados a refletir e levar propostas para as nossas casas, nossos bairros, igrejas e o entorno das escolas”, disse Neto.
A coordenadora do Núcleo de Atenção Psicossocial da Seduc, psicóloga Estefany Andrade, afirmou que replicará a prática desta terça-feira nas oito diretorias regionais e na Diretoria de Educação de Aracaju. Ela explicou que a Seduc já tem um protocolo de violência percebida e não percebida na escola, tem apoiado a onda de Círculos Restaurativos e participa do grupo de trabalho junto à Segurança Pública, além de implementar o Programa Acolher.
Multiplicadores nas escolas
O diretor do Centro de Excelência Arquibaldo Mendonça, de Indiaroba, Jadson Teles, classificou como “momentos de troca de compartilhamento de experiência dos diversos setores”, que possibilitam criar mecanismos de apoio e esclarecimento do que é realmente fato. Ele destacou que o Arquibaldo Mendonça já vem, constantemente, realizando rodas de conversas para evitar ansiedade, intranquilidade e propagação de notícias falsas na comunidade escolar.
O diretor da Escola Estadual Dom José Vicente Távora, Mailson Oliveira, lembrou que todas as escolas são monitoradas por câmeras, e os diretores têm em seus celulares a possibilidade de acionar o botão de pânico em casos que exijam comunicação imediata com a rede de segurança. “Na quinta-feira, 20, realizaremos uma reunião com alunos, pais e professores para replicarmos o que ouvimos aqui e trazer um cenário de tranquilidade”, afirmou.
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