Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
A delegação paralímpica sergipana fez história em sua participação nas Paralimpíadas Escolares Brasileiras com um saldo final de 35 medalhas. Este resultado colocou Sergipe em 7º lugar no quadro geral do campeonato.
Considerada sua melhor participação no campeonato desde que as paralimpíadas escolares foram criadas, em 2009, Sergipe se destacou por ser uma delegação participante em quatro modalidades esportivas, ficando entre os sete melhores estados.
O evento, considerado o maior do gênero, aconteceu em São Paulo no período de 23 a 25 de novembro. A delegação sergipana participou graças ao apoio do Governo de Sergipe, que garantiu passagens aéreas e assistência necessária para a ida dos sergipanos ao evento, que reúne mais de 900 para-atletas de todo o país.
Para-atletismo
Os para-atletas sergipanos levaram Sergipe ao lugar mais alto do pódio. Conquistaram 20 medalhas de ouro, oito de prata e cinco de bronze, alcançando o 5º lugar na modalidade, entre os demais estados participantes.
Os principais destaques foram Anny Beatriz, do Colégio Estadual 24 de Outubro, ouro no arremesso de peso, nos 100 metros cadeira de rodas e no lançamento da pelota; Ronald Victório, da EMEF João Prado, de Japaratuba, ouro nos 400 metros, no salto em distância e nos 100 metros.
"Atingimos o nosso objetivo, que foi estar entre os cinco melhores estados da federação, conquistando 33 medalhas. É um trabalho realizado com muita dedicação e persistência. Ao longo de sete anos trabalhando com para-atletas, adquirimos know-how e experiência. Alguns deles estão em sua quinta participação colhendo frutos de um trabalho cujo retorno se dá a médio e longo prazos", afirmou Ferreira de Melo Júnior, técnico da seleção sergipana de para-atletismo.
Medalhistas
Foram também medalhistas: Bruno Marco do Colégio Estadual Professora Ofenísia Freire, ouro no arremesso do peso e no dardo; João Pedro do SESC, ouro no arremesso de peso, no dardo e bronze nos 100 metros; Elton Mota, do Colégio Estadual Cel. José Barbosa, ouro nos 1.500 metros, prata nos 400 metros e bronze nos 100 metros; Iasmin Nascimento do Colégio Estadual Senador Leite Neto, ouro no lançamento da pelota, prata nos 100 metros e no arremesso de peso; Eronildes do Colégio Estadual Senador Leite Neto, ouro no arremesso de peso, e prata no lançamento da pelota; Yasmin Moura da Escola Municipal Antonieta Gambardella, ouro nos 100 metros em cadeiras de rodas, prata no lançamento da pelota e no arremesso de peso; Marcela Lima do Colégio Estadual Nelson Mandela, ouro no arremesso de peso, no dardo e bronze nos 100 metros em cadeira de rodas; Geovânio dos Santos, do Colégio Estadual Senador Leite Neto, ouro no lançamento do dardo e prata nos 1.500 metros; Thainá Freitas do Colégio Estadual João Costa, ouro no arremesso do peso, no lançamento do dardo, e prata nos 100 metros; Jeize do Colégio O Globo, ouro no arremesso de peso e prata no lançamento do dardo; Sara Bispo, da EMEF Manoel Bomfim, bronze no arremesso de peso e no lançamento do dardo.
Paranatação
Nas disputas da paranatação, Sergipe conquistou o bronze nos 100 metros peito com as braçadas vitoriosas de Matheus Souza. "Esforcei-me e treinei muito. Consegui minha medalha", vibrou o atleta.
Técnico da seleção sergipana, Ivan Secundo fez uma análise da participação no evento. Para ele, as Paraolimpíadas Escolares 2016 foram uma referência para a natação.
"A gente veio com quatro atletas, apenas um veterano que é o Matheus que conseguiu ganhar medalha na natação, que é um destaque muito grande devido à quantidade de participantes, 16 na prova dos 100 metros peito. O nível dos participantes é bastante elevado, e alguns batem o tempo de seleção brasileira. Os outros atletas de Sergipe, Bruno Luís, Marcos Antônio e Evelyn Caetano são iniciantes nas paralimpíadas e tiveram um ótimo resultado, pois ficaram em quarto, quinto e sétimo lugar, respectivamente. É muito favorável, uma vez que é a primeira vez que participam de um evento desse porte", comentou.
Judô
A delegação conquistou o bronze na categoria até 60 quilos, com a vitória do judoca Adriel Barbosa. "Vou continuar me dedicando ao judô para me tornar campeão olímpico", disse o jovem vencedor.
"Mais que inédita, essa medalha é um resultado de superação. Adriel ainda não tem graduação no judô, e ainda, o mais leve na modalidade pesando apenas 41 quilos. No entanto, aplicou o Ippon mais bonito, opinião unânime para os professores presentes no momento da sua última luta na competição. Muitos vieram me parabenizar pelo golpe do aluno", declarou, Neidson Mangueira, técnico e mestre de Adriel.
Encerramento
Na noite da sexta-feira, 25, foi realizada a cerimônia de encerramento das Paralimpíadas Escolares Brasileiras. O evento ocorreu no auditório do Hotel Holliday Inn, reunindo todos os participantes, que se confraternizaram, trocaram camisas e comemoraram a vitória do esporte paralímpico estudantil.
O professor Ezequias dos Anjos, coordenador de desporto paralímpico da Seed, fez um balanço positivo do evento: "Esta foi uma das melhores campanhas de Sergipe nesse evento. Isso se deve à política de inclusão do Governo de Sergipe, dando ao aluno com deficiência a oportunidade de praticar esporte, tendo como resultado a socialização e estímulo para melhorar seu rendimento escolar e cognitivo. Estamos muito felizes por Sergipe estar se estacando nacionalmente. Ficamos à frente de muitos estados favoritos nesse evento".
Paralimpíadas Escolares
As Paralimpíadas Escolares Brasileiras são organizadas desde 2009 pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, e reuniu este ano mais de 900 atletas, de 12 a 17 anos, representando 23 estados e o Distrito Federal.
Em 2016, serão oito modalidades no programa: atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas, que são disputadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista.
Desde o início, o evento tem revelado grandes atletas brasileiros da atualidade. Os velocistas Alan Fonteles e Petrúcio Ferreira, a saltadora Lorena Spoladore, o nadador Matheus Rheine e o atleta de goalball Leomon Moreno, todos eles medalhistas em mundiais e Jogos Paralímpicos, são alguns dos nomes descobertos em uma Escolar.
Além da visibilidade e da possibilidade de entrada no esporte de alto rendimento, as Paralimpíadas Escolares asseguram aos três primeiros lugares de cada gênero e classe das modalidades o direito de receber o Bolsa Atleta nível escolar.























































