Alunos da Rede Estadual de Sergipe participam de Feira de Iniciação Científica em Santa Catarina

Projetos dos Centros de Excelência Atheneu Sergipense e Dom Juvêncio de Britto são destaques nacionais

Por Izabela Campos (estagiária)

Alunos do Centro de Excelência Atheneu Sergipense de Aracaju, e do Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto de Canindé de São Francisco, marcaram presença na 9ª Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), realizada de 16 a 20 de setembro em Pomerode, Santa Catarina. O evento oferece ao estudante a oportunidade para desenvolver e apresentar ideias criativas e inovadoras na forma de projetos científicos. Trata-se de uma imersão no mundo da ciência e da educação promovida pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC) com jovens pesquisadores de todo o país.

O Atheneu Sergipense foi representado por três equipes, com três projetos: ‘Esponjas biodegradável de fibra de coco: Desenvolvendo alternativas sustentáveis às esponjas de plástico’; ‘Ecoembalagens de fibra de coco: Transformando a matéria-prima da Praia de Atalaia/SE em ecoembalagens sustentáveis’, e ‘Desenvolvimento de aventais térmicos utilizando polímeros naturais, como fécula de mandioca e bagaço da cana’. 

O projeto “Esponjas biodegradáveis de fibra de coco: desenvolvendo alternativas sustentáveis às esponjas de plástico” tem como orientadora a professora Cristiane Lemos Moreira e foi desenvolvido pelos estudantes Caio Matheus Dias, Gabriel Santos e Jessy Santos. Os alunos propuseram esponjas de limpeza feitas com fibra de coco, uma alternativa viável para contribuir na redução da poluição plástica em direção a um futuro mais sustentável.

Já o projeto ‘Ecoembalagens de fibra de coco: transformando a matéria-prima da Praia de Atalaia/SE em ecoembalagens sustentáveis’ foi orientado pela professora Darcylaine Vieira Martins e desenvolvido pelos alunos Bruna Menezes, Gabriel Rodrigues e Mary Gabrielle Pereira. Ele propõe o desenvolvimento de ecoembalagens sustentáveis utilizando resíduos de coco descartados.

“Acredito que ao trabalhar com os alunos nesse projeto, estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e engajados, além de estimular a pesquisa científica de forma prática e impactante. Essa experiência tem sido enriquecedora, tanto para mim quanto para os estudantes envolvidos”, contou a professora Darcylaine Martins.

O terceiro projeto do Atheneu na Febic foi ‘Desenvolvimento de aventais térmicos utilizando polímeros naturais como fécula de mandioca e bagaço da cana’, orientado pela professora Patrícia Soares de Lima e aplicado pelos estudantes Anne Beatriz Ribeiro, Eloá do Nascimento e Lavynnia Souza. A iniciativa promove sustentabilidade e inovação através da criação de aventais biodegradáveis para as merendeiras da escola, transformando o bagaço de cana-de-açúcar em placas mais resistentes.

“Participar da Febic foi experiência incrível para meu desenvolvimento como pesquisadora. Apresentar o projeto científico desenvolvido por mim e meus colegas proporciona uma visão mais ampla do que é a pesquisa na prática, além de me conectar com outros jovens cientistas e profissionais da área. Estou dando meus primeiros passos na Iniciação científica e essa oportunidade foi essencial para o meu crescimento”, compartilhou a jovem pesquisadora Mary Gabriele Costa Pereira.

Força do sertão na pesquisa
Já o Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto também contou com projetos desenvolvidos pelas equipes de alunos representando o trabalho já incentivado nas salas de aula.

O primeiro foi ‘Acendra – Purificação de águas de barreiros à base de biopolímero extraído do quiabo (Abelmoschus esculentus)’, orientado pela professora Lark Soanny e desenvolvido pelos alunos Anne Gabriela Almeida, Arthur Sandes e Lucas Adib. A ideia foi encontrar maneiras de tornar a água de barreiro potável, purificando água sem coagulantes químicos a partir do biopolímero extraído do quiabo, fruto abundante na região.

A escola, referência em iniciação científica no sertão sergipano, também apresentou o projeto ‘Lahutan Cosmetiqué – Kit de higiene pessoal desenvolvido a partir da flora local’, desenvolvido pela estudante Maria Clara Menezes Lima. O terceiro projeto foi o ‘Hiperaapp: Abordagens Integradas para Promover Conscientização, Suporte e Aceitação do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na Sociedade’, oferecendo assistência às pessoas com o transtorno, desenvolvido pelas jovens Raissa Alves Batista, Anny Loyse e Ana Clara. Todos foram orientados pela professora Lark Soanny.

“Orientar projetos é sempre muito gratificante. “Fico muito feliz em poder ver eles voando alto e participando de feiras tão grandiosas quanto a Febic. É emocionante ver nossos alunos sergipanos e sertanejos fazendo pesquisa de qualidade e ganhando o país e o mundo. A educação transforma e ainda é uma arma poderosa”, disse a professora.

Raissa Alves Batista é estudante do Dom Juvêncio, e explicou a proposta do projeto. “O Hiperaapp é uma forma de conscientização, suporte e aceitação do TDAH na sociedade. Nossa metodologia foi concretizada com a elaboração de um kit de materiais alternativos para auxiliar no controle dos sintomas do transtorno. Desenvolvemos também uma aba específica para atendimento profissional, onde disponibilizaremos contatos de profissionais que possam auxiliar com as dúvidas e oferecer uma visão profissional”, destacou.

Fotos | Ascom Seduc

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