Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Evento homenageou a cultura sergipana
Por Ítalo Marcos
O tradicional Cortejo Cultural do Colégio Estadual Ministro Marco Maciel foi realizado na manhã desta sexta-feira, 18, com a participação dos cerca de 400 alunos, além de professores, funcionários e equipe diretiva. Esta foi a sétima edição do evento, que neste ano teve como tema "Uma viagem pelo imaginário da cultura sergipana".
Vestidos com roupas e adereços diversos, os estudantes percorreram as ruas e avenidas nas proximidades da escola, com o objetivo de divulgar a cultura sergipana.
A diretora Adriana Hora destacou que "esse é um momento de motivação e orgulho para eles. A escola sai de suas paredes e vai às ruas mostrar todo o trabalho de pesquisa que os alunos realizaram durante o ano letivo. Então eles ficam muito felizes".
Todo o evento foi coordenado pela professora de Arte, Adalcy Costa dos Santos, que durante todo o ano trabalhou com os alunos as pesquisas sobre os temas abordados e a confecção das roupas e adereços, feitas pelos próprios estudantes, utilizando materiais recicláveis.
Segundo ela, cada turma escolheu um subtema para trabalhar, como os Quilombos, os Xokós, o Cangaço. Além disso, ainda foi observada a questão do gênero, como a mulher no cangaço, o trabalho das quilombolas, etc.
"Eles tiveram que ser empreendedores, conseguiam dinheiro para providenciar o material. Além disso, produziram toda a confecção, tiveram que socializar as informações e trabalhar com um objetivo em comum, em equipe. Foi um grande aprendizado, pois cada um trouxe um pedacinho de informação para construir o todo", explicou.
Além do cortejo, o evento terá um segundo momento, que serão as apresentações no Teatro Lourival Batista no dia 23 de novembro, com muita dança, música e encenação teatral.
Valorizar a cultura
Um dos grandes objetivos do cortejo é a valorização da cultura sergipana. A aluna Manuelle Costa dos Santos foi uma das que participaram da caminhada. "Com essa atividade a gente adquire mais aprendizado sobre a nossa cultura e pode passar para toda a comunidade escolar", disse.
Já Felipe Macedo Rocha disse lamentar que a cultura não está sendo tão valorizada pelas pessoas. "Vamos mostrar que é importante ter o conhecimento e saber que essa cultura não morreu, deve ser repassada", afirmou ele, que estava representando o Xangô.
Rodrigo Jesus dos Santos participou do cortejo pela primeira vez e compartilha da mesma opinião do seu colega. "A cultura está sendo abandonada, esquecida. Por isso acho gratificante a gente representar o nosso povo e a nossa cultura. A gente faz isso porque gosta", declarou.

















