Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
Contribuir no ambiente escolar com as demandas que envolvam o rendimento do aluno e o combate à evasão escolar; realizar levantamentos e pesquisas sobre as vulnerabilidades sociais, econômicas e culturais dos alunos, além de ser a ponte entre a comunidade, família e escola, são algumas das habilidades dos assistentes sociais que, a partir desta quinta-feira, 3, começarão a pôr em prática, ao integrar a equipe de gestão das escolas públicas estaduais de Sergipe.
Dos 95 profissionais empossados na quarta-feira, 2, 60 são psicólogos e 35, assistentes sociais. Tamires Barbosa é uma delas, e com uma bagagem profissional de treze anos no Serviço Social, essa profissional conta que a expectativa é grande.
“Esperamos que a gente contribua com a educação do estado como um direito social e que consigamos fazer a ponte com a comunidade escolar, as famílias; ou seja, trazer cidadania, principalmente nesse pós-pandemia. Nós, como profissionais interventivos, temos trabalhado em outras políticas, e na educação vamos buscar efetivar direitos”, afirmou.
Tamires Barbosa e os demais profissionais do serviço social e da psicologia atuarão no âmbito do Programa de Assistência Psicossocial do Governo de Sergipe – o Acolher – , que traz no seu bojo uma política de estado vanguardista e volta-se ao cumprimento da Lei Federal n° 13.935, de 11 de dezembro de 2019.
Todo o processo de implantação do Acolher foi concebido em sete meses e já nasce como um dos maiores programas do gênero em capilaridade do país, já que os profissionais irão trabalhar nas dez diretorias regionais de educação, que abrangem as 318 escolas estaduais, nos 75 municípios sergipanos.
Para a assistente social Edna de Andrade, a inclusão do Serviço Social nas escolas da rede pública é uma oportunidade de troca de experiências, já que o programa Acolher é um projeto novo. “Estamos inaugurando um novo momento e será de troca de conhecimentos com esse trabalho psicossocial, já que envolve psicólogos e assistentes sociais nas escolas, visando a não somente a atenção com os alunos, mas também um trabalho coletivo. Queremos e vamos ter resultados positivos em curto prazo”, destacou.
O secretário de Estado da Educação e da Cultura, Zezinho Sobral, destaca que a inclusão dos profissionais no âmbito das escolas cumpre um compromisso do governador Fábio Mitidieri, mas vai além por reafirmar um compromisso com o aprendizado de cada jovem, principal foco das escolas estaduais de Sergipe.
“Em sete meses de projeção, colocamos em prática uma das atividades de maior importância para a educação, com essa intensidade, com essa proporção. O Programa Acolher é gigante! É uma realidade que nasceu do desejo de abraçar nossos estudantes e profissionais com carinho e atenção”, define Sobral.
Segundo o secretário Zezinho Sobral, os 95 profissionais, entre psicólogos e assistentes sociais, chegaram para oferecer melhor suporte e cuidado às comunidades escolares. “Hoje já começamos o curso de formação presencial que terá duas semanas para que os profissionais conheçam a fundo toda a rede estadual de educação e as diretorias em que eles atuarão. O Acolher vem fazer a diferença, e tenho certeza de que vamos avançar mais e mais”, afirma.
Base e eixosdo Acolher
O Programa Acolher foi pautado nos estudos que englobam as três principais preocupações das redes de ensino do país: o aumento da evasão escolar, as lacunas de aprendizagens e a saúde mental e emocional de estudantes e professores.
A Seduc, desde janeiro, iniciou o percurso para a regulamentação do programa. Inicialmente adequando-o ao Plano Plurianual, à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei Orçamentária Anual, culminou com a aprovação da Lei 9191/2023, sancionada em 19 de abril, que institui o Programa Acolher.
A equipe atuará juntamente com a gestão escolar, observando três eixos operacionais: eixo 1 – Promoção/Prevenção; eixo 2 – Atenção/Cuidados; e eixo 3 – Acompanhamento/Monitoramento.
“Esses esforços somam-se ao compromisso da Seduc com uma escola inclusiva, diversa e cidadã, pautada no princípio de respeito aos direitos humanos, acreditando que a presença de equipes multiprofissionais dará uma maior qualidade ao papel social da escola, no diagnóstico e solução dos problemas, fundamentais para o bom clima escolar e para o fortalecimento da cultura de paz e da não violência nas escolas da Rede, bem como para o fortalecimento das aprendizagens dos estudantes”, destaca Eliane Passos, diretora do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional da Seduc.
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