Centro de Excelência John Kennedy promove culminância do Projeto Alma Africana

Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc

O Centro de Excelência John Kennedy, localizado em Aracaju, promoveu nesta sexta-feira, 18,  a culminância do Projeto Alma Africana e o VIII Seminário Cidadania Ativa, iniciativas que se constituem no objetivo de trazer a reflexão sobre o mês da Consciência Negra no ambiente escolar. Ao longo da programação, pela manhã, os estudantes apresentaram à comunidade os saberes construídos em sala de aula sobre cultura, ancestralidade, culinária, geografia e diversas manifestações. No período da tarde, o grupo de Teatro ParlaCêncio apresentou o espetáculo Preto no Branco. 

 

De acordo com o idealizador do Projeto Alma Africana, professor Evanilson de França, a iniciativa existe graças ao empenho e dedicação dos alunos envolvidos. “Esses estudantes são a alma do projeto. É por eles e para eles que a gente vem fazer esse movimento de mostrar a importância de falar sobre a cultura afro, sobre combate ao racismo, sobre resistência, sobre como construir uma escola cada vez mais antirracista e sensível a temas que evidenciam a identidade de um povo”, declarou. O professor Evanilson também coordena o grupro ParlaCêncio, formado exclusivamente por alunos. 

 

Para a aluna Ana Beatriz Correia Teles, que participou da mesa de debate sobre culinária, a experiência de viver na prática o projeto Alma Africana foi enriquecedora. “A gente sai com muitas lições desse trabalho. Além da vivência de pesquisar e discutir os temas, temos a oportunidade de melhorar cada vez mais nossa forma de nos comunicar e falar em público. Quero levar esses conhecimentos para minha vida”, detalhou ela.

 

O seminário contou com três mesas de debate ao longo do dia. Cada mesa abordou um tema específico e foi mediada pelos alunos do ensino fundamental, anos finais, e do ensino médio em tempo integral, sob a orientação de um professor. Segundo a diretora do Centro de Excelência John Kennedy, professora Armênia Ribeiro, o projeto acontece em uma perspectiva interdisciplinar. “Ele integra várias disciplinas da grade curricular e traz essa reflexão sobre assuntos que a comunidade precisa conhecer e discutir. A escola tem esse papel de motivar e mobilizar o estudante para que ele se torne um indivíduo cada vez mais crítico sobre as questões sociais e culturiais”.

 

Durante as atividades os alunos puderam acompanhar ainda uma apresentação do grupo de Maracatu do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese). O projeto, que é protagonizado por professoras e professores aposentados, percorre todos os territórios levando a importância das manifestações culturais e folclóricas de Sergipe para diversos eventos.

 

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