Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc
Em Canhoba, a Escola Estadual Dr. Eronides de Carvalho também intensifica as ações com alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Adequando-se ao novo normal, seguindo as recomendações de combate à Covid-19, o Colégio Estadual Cel. João Fernandes de Britto, situado em Propriá, unidade circunscrita à Diretoria Regional de Educação 6 (DRE 6), vem realizando dezenas de ações para garantir a manutenção das aulas não presenciais dos alunos que estudam em casa. Com a participação de 100% do corpo docente e engajamento da equipe gestora, logo após a suspensão, professores e alunos já iniciaram a continuidade das atividades, por meio de ferramentas virtuais.
As aulas acontecem na plataforma virtual Google Classroom e de grupos de WhatsApp, por sala, em horário divulgado para professores e alunos antecipadamente, onde os estudantes têm acesso a vídeos complementares, plantão tira-dúvidas e aula online com o Google Meet. A equipe gestora está programando uma formação para a inserção de outras estratégias pedagógicas com o uso de outras metodologias, como o uso de GIFs para gerar debates e promover reflexões e, principalmente, a gameficação.
Com 95 anos de fundação, o colégio João Fernandes vem ocupando lugar de destaque na educação pública do Baixo São Francisco, como destaca o diretor da unidade, professor Glaedson Novais. “Contando com o senso de corresponsabilidade de todo o corpo docente, decidimos começar o processo de aula remota logo após o início da suspensão das aulas presenciais. Assim, quando essa estratégia foi regulamentada pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), nós já havíamos passado por uma espécie de estágio, o que contribuiu bastante para os dias atuais. Inicialmente, nossa primeira preocupação foi a de prestar assistência aos nossos educandos, mantendo a comunicação e estabelecendo vínculos para que eles se sentissem acolhidos”.
O gestor relata ainda que, posteriormente, foi organizada a inserção do contexto pedagógico com vistas a minimizar os prejuízos ocasionados pela pandemia. “Ainda com data incerta para o retorno das aulas presenciais, continuamos primando por uma educação pública de qualidade, na nova modalidade que servirá para o pós-pandemia. Não há inclusão sem o uso das diversas tecnologias, e a realidade atual está contribuindo para que implementemos isso”, salientou Glaedson Novais, informando que dos 718 alunos matriculados no ano letivo 2020, 574 se inseriram nas aulas digitais.
Nas salas virtuais, 80% dos alunos matriculados na instituição de ensino estão inseridos espontaneamente e, semanalmente, ocorrem webreuniões com o corpo docente para traçar novas estratégias, com vistas ao crescimento contínuo de participação desses alunos nas atividades e aulas propostas. Parte dos alunos que não possuem acesso à internet pegam o material impresso no colégio, adotando-se todas as medidas de segurança e proteção, como é o caso dos alunos das turmas de correção de fluxo que integram o Programa Sergipe na Idade Certa (ProSIC), iniciativa da Seduc e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), sob a coordenação do Departamento de Educação (DED).
Ainda nessa perspectiva, a escola está identificando e mapeando as residências dos alunos que não estão participando das aulas para a realização da Busca Ativa. Recentemente, os estudantes participaram de uma avaliação diagnóstica para verificação da aprendizagem que totalizou mais de 60% de participantes, o que tornou essa ação extremamente positiva para uma análise especificamente pedagógica de todo esse processo.
Escola Estadual Dr. Eronides de Carvalho, em Canhoba
Ainda na região do Baixo São Francisco, outras escolas mantêm a rotina de aulas não presenciais. É o caso da Escola Estadual Dr. Eronides de Carvalho, em Canhoba, que também intensificou as ações junto à comunidade estudantil do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com a entrega de atividades de português, matemática e arte. “Desde o início da quarentena, nossos professores estão empenhados nesse trabalho. A professora da Educação Especial Solange Vieira de Matos foi até a residência dos alunos, respeitando todas as medidas de segurança sanitária, dialogou com os pais e entregou o material didático, tanto na sede do município quanto nos povoados”, disse a diretora da unidade, professora Vanuzia Silva.






