Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Atividades prosseguirão durante todo o ano letivo
Por Sílvio Oliveira
O Serviço de Educação em Direitos Humanos (SEDH), através do Núcleo de Prevenção à Violência da Secretaria de Estado da Educação (SEED), iniciou na manhã desta quinta-feira, 04, no Colégio Estadual Francisco Portugal, em Aracaju, um conjunto de ações referentes ao Plano Estadual de Ações Integradas para Desenvolvimento da Cultura da Não-Violência na Escola (PANV).
Os professores participaram de uma roda de conversa sobre relações interpessoais e mediação de conflito, além de também serem orientados sobre a inclusão e a acessibilidade de alunos com deficiência.
No primeiro momento, a técnica do NPV, Elen Paesante, ressaltou a importância do diálogo nas relações e mostrou que mediação é, entre outros pormenores, promover mudanças, solidariedade e justiça, ter autoconfiança, colocar-se no lugar do outro e transformar culpas em responsabilidades.
"Precisamos aprender a nos colocar no lugar do outro, e juntos também aprendermos a pensar as necessidades, a refinar as relações e as comunicações entre as pessoas. Se conseguirmos pensar no outro, no diálogo, no trabalho coorporativo, promovemos empatia", disse.
Na segunda parte da roda de conversa, o assessor técnico do SEDH, Anderson Araújo Reis, discutiu com os professores a questão da acessibilidade e da inclusão em abordagens pedagógicas. "Trouxemos reflexões sobre a acessibilidade e mudanças de atitude no momento de acolher", explicou.
Motivando novo olhar
Enquanto os professores eram motivados a melhorar as relações interpessoais e a consolidar o diálogo como ferramenta de trabalho, em outra sala de aula os alunos representantes de cada turma iniciaram um diagnóstico observacional de como eles percebem a escola e quais seus pontos positivos e negativos.
Eles também puderam conhecer mais sobre os tipos de violência, a exemplo das praticadas contra as pessoas, a propriedade e o patrimônio. Os resultados serão apresentados em outro momento.
Para Nadja Bispo e Andressa Oliveira, técnicas do NPV, as atividades com os alunos provocam o conhecimento sobre os tipos de violência e permitem ver se eles sabem identificá-las. Também diagnosticam qual o olhar que os alunos têm sobre a escola.
Mais diálogo
As atividades se darão em fases e preveem a instituição de ações que rejeitam a violência e colocam em prática o protagonismo juvenil, os direitos humanos e as conquistas sociais e políticas da comunidade escolar.
A estudante Radija Silva Santos mostrou-se entusiasmada com a atividade e apontou o estímulo ao diálogo entre professor e aluno como um fator a ser trabalhado. "Quando há divergências, há problema. Vejo que a violência verbal é um dos problemas", avaliou.
Kristie Hellen Barros disse que participar de atividades como essa a faz refletir enquanto aluna da escola. Ela não considera que o Colégio Francisco Portugal é uma escola violenta, mas há pessoas dentro dela que promovem atos violentos. "Quebraram as portas novinhas. Acho que deve haver mais diálogo na escola", afirmou.
Fases e metodologias
As atividades realizadas no Colégio Estadual Francisco Portugal fazem parte do Plano Estadual de Ações Integradas para Desenvolvimento da Cultura da Não-Violência (PANV) iniciado como projeto-piloto no dia 1º de setembro de 2015 e coordenado pela professora Josevanda Franco.
Na primeira etapa, os técnicos do NPV foram capacitados para serem facilitadores dos Círculos Restaurativos – uma metodologia que objetiva melhorar as relações interpessoais – implantados como instrumento de redução dos conflitos.
No segundo momento, realizou-se a coleta de informações nos colégios Francisco Portugal e Antônio Fontes Freitas (escolas-piloto) sobre violência, relações interpessoais e relações com a comunidade.
Foi levada em conta para elaboração do diagnóstico a existência de projetos pedagógicos, a infraestrutura dos prédios e aspectos relacionados à documentação e à gestão das unidades escolares.
Após a implantação total do Plano, será feita uma verificação de resultados obtidos e, por consequência, caso necessário, ações corretivas. Em seguida, será apresentada a definição de um Padrão de Qualidade, a fim de que a escola participante se aproprie, incorpore as ações no seu dia a dia e que estas sejam implementadas nas demais escolas da rede.
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