Por Ascom/ Seduc
Fonte: Ascom/ Seduc
Projeto traz incentivo para a valorização e preservação da cultura sergipana e teve o apoio da Seduc por meio do Profin
O Colégio Estadual General Calazans, em Nossa Senhora das Dores, unidade de ensino da Rede Pública Estadual, promoveu, na quinta-feira, 22, a culminância do projeto junino ‘Sergipe é o País do Forró’, com estudantes do 8ºs e 9ºs anos, além do Ensino Médio. O evento contou com verbas do Programa de Transferência de Recursos Financeiros Diretamente às Escolas Públicas Estaduais (Profin).
A proposta teve como objetivo trabalhar a valorização dos festejos juninos como cultura nacional e local de forma interdisciplinar, fazendo assim o resgate de tradições, motivando a pesquisa e difundindo conhecimentos entre a comunidade escolar.
De acordo com a gestora da instituição de ensino, Maria Cláudia Damasceno Santana, a ideia era transformar o General Calazans em um verdadeiro “Arraiá”. Os alunos e professores participaram da confecção e decoração de barracas, e cada sala ficou responsável em pesquisar e apresentar os festejos juninos em um município sergipano. Os alunos foram os maiores protagonistas do projeto e usaram desde a pesquisa científica, a criatividade até a relevância cultural.
A participação contou com as turmas dos 8ºs e 9ºs anos do Ensino Fundamental II, e do 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio, apresentando as características do município escolhido e destacando sua história, memória, economia e cultura. Dentre os municípios selecionados citam-se Aracaju, Estância, Lagarto, Capela, Canindé do São Francisco, Cumbe, Nossa Senhora das Dores. Representando os artistas sergipanos e também como forma de homenagem, foi escolhido o nome da Rainha do Forró, Clemilda, falecida em 2014.
O projeto foi idealizado pela professora de Sociologia, Raquel Santos Sousa. Ela explica o que buscou com a realização do projeto. “Acredito ser importante a integração do conhecimento científico com a realidade social em que os alunos vivem, relacionando teoria e prática, já que, geograficamente, estamos localizados no Nordeste brasileiro, onde a cultura dos festejos juninos é de grande relevância, significativa e cheia de simbolismos para a população local” disse.
Ainda segundo a professora Raquel, a pesquisa da fase de preparação era levantar sobre o porquê de Sergipe levar o nome de “O País do Forró” e mostrar de forma didático-pedagógica o que faz os festejos juninos serem considerados um patrimônio nacional.
Para a estudante Sabrina França da Rocha, 17, a experiência nesse projeto foi uma das melhores que já teve. Ela conta o que aprendeu e conheceu mais sobre as outras culturas juninas, principalmente a cultura que sua turma apresentou, que foi sobre o município de Capela. “Nossa barraca levou o nome de “Arraiá Capelense” e nós, alunos, dividimos as apresentações, como por exemplo, a cultura do mastro, que foi apresentada pelos estudantes Ryan, Paulyno e Gabriel. O projeto proporcionou que conhecesse mais a tradição de Capela, não conhecia por profundidade”, relata.
A aluna Sabrina ainda comentou sobre outros aprendizados, fora os conteúdos pedagógicos, e falou sobre a continuidade do projeto. “Aprendi também a trabalhar mais em grupo”, destaca.
Comunidade escolar mobilizada
O evento ainda contou com a participação de moradores da cidade, e houve a visitação de estudantes de colégios de municípios ao redor da região. Foram convidadas as seguintes escolas: Colégio Estadual Alcebíades Paes, em Cumbe; o Colégio Estadual Professor Fernando Azevedo; e o Centro de Educação Profissional Berila Alves de Almeida, estes dois últimos, em Nossa Senhora das Dores.
Barraca vencedora
A turma do 3º ano B do Ensino Médio, que abordou o tema “Arraiá Capelense”, foi a grande ganhadora da primeira edição projeto junino “Sergipe é o País do Forró”, organizado pelo Colégio Estadual General Calazans, em 2023.
A estudante Aline Sofia Santos Oliveira, 16, faz a avaliação de sua experiência. “Foi muito gratificante e superou todas as minhas expectativas, porque foi um momento único e muito marcante para mim e para a minha turma, não só por termos alcançado o primeiro lugar, mas também pela imensa satisfação de termos conseguido cumprir nosso maior objetivo: levar às pessoas um pouco da cultura junina do município de Capela. Muitas pesquisas foram realizadas, e os nossos professores Willen e Marcelo também nos ajudaram muito desde o princípio. A turma se empenhou muito em buscar informações e participar do projeto”, descreve.
Ela comenta as diferenças e características da barraca. “O prêmio simbolizou nosso esforço; desde as caracterizações da baiana, da quadrilha, da rainha do São Pedro, do casamento do matuto, que não faz mais parte do período junino capelense, porém achamos que era importante representar, uma vez que fizeram parte dos festejos a banda de pífanos, os bacamarteiros e o forró pé de serra, ao empenho dos meninos que se jogaram na lama e mostraram a alegria do festejo mais tradicional de Sergipe, a festa do mastro, que acontece desde 1939, e nasceu justamente da simplicidade, na brincadeira entre irmãos e amigos”, comemora.
Reconhecimento dos festejos juninos
O projeto foi pensado levando em consideração a Lei Federal nº 14.555/23, que reconhece os festejos juninos como representação da cultura nacional. O projeto de lei foi apresentado, na época, pelo deputado federal, e hoje, governador do Estado, Fábio Mitidieri, em 2019, aprovado no Senado no mês de abril de 2023 e sancionado pelo presidente da República em exercício Geraldo Alckmin, em maio de 2023.
Segundo o site Agência Senado (2023), as festas juninas, além de serem festas pagãs de origem europeia, ao longo do tempo foram cristianizadas, passando a ser dedicadas à comemoração dos três santos populares: Santo Antônio, São João e São Pedro.
Financiamento
O projeto teve financiamento proveniente do Programa de Transferência de Recursos Financeiros Diretamente às Escolas Públicas Estaduais (Profin), no valor de R$ 5.000,00, para custeio na execução da proposta. O programa tem incentivo da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc). Além dos recursos destinados, a execução do projeto teve participação de colaboradores da instituição de ensino.








