Coordenadoria da Juventude promove orientação vocacional no Centro de Excelência Maria Ivanda de Carvalho

Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc

 

Com a proximidade do primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Governo de Sergipe, por meio da Coordenadoria Especial de Juventude (Cejuv), realizou na manhã desta quarta-feira, 9, uma mesa-redonda sobre Orientação Vocacional – Discutindo a percepção e mercado de trabalho de diferentes áreas. O evento aconteceu no auditório do Centro de Excelência Profa. Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, unidade escolar que oferta o Ensino Médio em Tempo Integral. 

 

Segundo o gestor da Cejuv, Eduardo Oliveira, a atividade ocorre na perspectiva de refletir o que é ser jovem em Sergipe e compreender os anseios da juventude na atualidade. “É nesse período da vida que o jovem começa a ter mais autonomia, a realizar suas vontades, ter uma renda que promova a qualidade de vida e alcance os objetivos e quando também inicia certa organização financeira. Nesse momento em que os estudantes fazem o Enem é mais uma etapa porque é uma forma de acesso à universidade e, consequentemente, a uma profissão e a inserção no mercado de trabalho através de políticas públicas”, destacou. 

 

De acordo com o coordenador administrativo-financeiro da unidade Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, David Vieira, foi realizado um mapeamento e identificado que cerca de mais de 90% dos estudantes farão o Enem este ano. “São três turmas de 3ª série e mais de 100 alunos. Eles estão muito tensos, e a ação de hoje propõe uma motivação para, pelo menos, direcioná-los às profissões do futuro. Com o depoimento dos profissionais que aqui vieram eles podem se identificar e abraçar a oportunidade”, disse. 

 

Para os alunos conhecerem ainda mais de perto algumas profissões, a mesa-redonda de orientação vocacional contou com a participação de Iraci Santos, nutricionista, também graduada em Administração;  Sonia Ramos, enfermeira; Gessé Romão, engenharo civil e empreendedor; Rafael Carvalho, advogado; e Naely Feitosa, pedagoga. Na ocasião, os palestrantes falaram sobre as perspectivas dos cursos e abrangência, o mercado de trabalho, campo de atuação e disciplinas especializadas. 

 

A enfermeira Sonia Ramos compartilhou os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, desde sua formação, em 1991. De lá para cá, a profissão foi aprimorada e atualmente apresenta uma gama de atuação, como é o caso da enfermagem na área de estética. “Uma pesquisa da Fiocruz apontou que 60% das equipes de enfermagem trabalham no setor público, 32% no setor privado e 8% no ensino. Por isso destaquei algumas áreas de atuação, pois nossa profissão atua em várias áreas e não somente no hospital. A área de estética, por exemplo, está muito em alta para quem prefere trabalhar o visual das pessoas. A enfermagem forense também é pouco conhecida entre muitos, mas existe no Instituto Médico Legal, que investiga casos policiais para identificar o tipo de óbito”, contou. 

 

Já o engenheiro civil Gessé Romão despertou nos estudantes onde e como a engenharia está presente no dia a dia de cada um, inclusive, para além da construção de prédios e pontes. “A engenharia está presente na concepção do alimento que consumimos, nas estradas que transportam os produtos, na fabricação dos automóveis, na extração e refino de combustíveis, no celular que os estudantes utilizam assiduamente etc. É a profissão das profissões porque seria muito mais difícil estudar em um lugar sem sala de aula e cadeira; trabalhar em um hospital sem parede ou maca. Na nossa vida também tem engenharia, pois para tornar um sonho realidade passa-se por um processo em que é necessário cumprir cada etapa”.

 

Os estudantes Guilherme Xavier e Maria Luisa sentem-se preparados para o Enem, pois frequentaram as atividades preparatórias realizadas. Para Guilherme, que anseia os cursos de Nutrição e Educação Física, a orientação vocacional é muito importante. “Eu me sinto preparado para o Enem porque a escola frequentemente tem ofertado repertórios e aulões para nos ajudar. Além disso, as palestras vocacionais auxiliam muito na escolha para o futuro”, contou. A jovem Maria Luisa almeja os cursos de Fisioterapia ou Design gráfico e está otimista com o que viu durante os meses de preparação para o Enem. “Nós recebemos apoio da escola com aulões e as aulas em si, principalmente de redação, porque temos aulas excelentes, seja na eletiva que escolhemos ou na sala de aula mesmo. As palestras que estamos tendo e os encontros com as faculdades nos ajudam bastante a escolher o curso ou sobre como conhecer a nós mesmos para então fazer a escolha da profissão que exerceremos no futuro”, concluiu.

 

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